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Equipamentos culturais da FCS funcionam normalmente no feriado de Corpus Christi
No período de 31 de maio (quinta-feira), feriado de Corpus Christi, até o dia 3 de junho (domingo), os equipamentos culturais da Fundação Clóvis Salgado - o Palácio das Artes e a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais - terão o funcionamento normal.
No dia 1º de junho, ponto facultativo decretado pelo governador Fernando Pimentel para as repartições públicas estaduais, o Palácio das Artes abre no período da tarde para a exibição dos filmes da mostra 68 e Depois, em cartaz no Cine Humberto Mauro. As galerias do Palácio das Artes e a CâmeraSete também funcionam normalmente.
Já o setor administrativo da Fundação Clóvis Salgado tem o funcionamento interrompido nos dias 31 de maio e 1º de junho.
PROGRAMAÇÃO DETALHADA
Grande Galeria Alberto da Veiga Guinard – Exposição Teresinha Soares, da artista Teresinha Soares.
PQNA Galeria Pedro Moraleida – Exposição Traço Explícito, do artista Marcelo Xavier.
Galeria Mari’Stella Tristão – Edital de Ocupação de Artes Visuais 2018 – Exposição Um jardim em floresta, da artista Cláudia Tavares.
Galeria Genesco Murta – Edital de Ocupação de Artes Visuais 2018 – Exposição Mon cher, je suis fatigué, et j’ai besoin de repos; je vais flâner au Brésil!, do artista Luís Arnaldo.
Galeria Arlinda Corrêa Lima – Edital de Ocupação de Artes Visuais 2018 – Exposição Sismo, da artista Juliana Gontijo.
CâmeraSete – Casa de Fotografia de Minas Gerais – Edital de Ocupação de Fotografia 2018 – Exposições História para fantasmas, do artista Daniel Antônio, e Práticas para destrinchar a cidade, da artista Letícia Lampert. A CâmeraSete não funciona aos domingos.
CINE HUMBERTO MAURO
31/05 QUI
14h O Fundo do Ar é Vermelho, de Chris Marker (Le fond de l'air est rouge, FRA, 1977) | 16 anos | 180’ | Sessão comentada por Julia Fagioli (FAFICH/UFMG) e Marília Rocha (Realizadora). Mediação: Maíra Ramirez (FAFICH/UFMG)
Sinopse: As esperanças e as decepções suscitadas pelos movimentos revolucionários de 1968 no mundo inteiro. Do regime chinês ao cubano, passando pela Primavera de Praga, até os movimentos estudantis e operários franceses. Chris Marker ressalta que não se pode simplificar o que nada tem de simples: as manifestações populares, os movimentos da política, os rumos incertos da História e da sociedade.
19h30 Morrer aos 30 anos, de Romain Goupil (Mourir à 30 ans, FRA, 1982) | 16 anos | 95’ | Sessão comentada por Virginia Figueiredo (FAFICH/UFMG) e Eduardo Soares Neves (FAFICH/UFMG). Mediação: Luis Felipe Flores (FAFICH/UFMG)
Sinopse: Após o suicídio de seu amigo Michel Récanati, Romain Goupil se interroga a cerca de seu passando militante na extrema esquerda da CAL (Comités d'action lycéens). Ele insere em meio a imagens de assembleias gerais e manifestações em torno de 1968, documentos íntimos e depoimentos de antigos companheiros que partilharam desse momento. Em forma de filme, Goupil traça o retrato de uma geração. Câmera de Ouro no Festival de Cannes de 1982.
22h Sessão Especial: Diálogos com a Arte Contemporânea | Allepow ҉҉ War Machine, de Pedro Paulo Rocha (BRA, 2017) | 18 anos | 60’ | Sessão apresentada pelo diretor.
01/06 SEX
14h História Permanente do Cinema Especial 68 e Depois | Contestação, de João Silvério Trevisan (BRA, 1969) | 14’
Sinopse: Remontagem do curta de estreia do diretor, O&A, o filme é uma colagem de imagens de jornais, impressos e televisivos que trazem imagens de confrontos de jovens com a polícia de diversos países, contextualizando o auge do período da contracultura mundial.
O Bravo Guerreiro, de Gustavo Dahl (BRA, 1968) | Exibição em 35mm | 77’ | Sessão Comentada por Lucas Cunha (Ciência Política/UFMG) e Tatiana Carvalho (UNA). Mediação: Theo Duarte (ECA/USP)
Sinopse: Miguel Horta, jovem deputado da oposição, decide mudar de partido para se infiltrar no governo por julgar que só dentro do poder é que poderia fazer alguma coisa pela causa pública. Um dia recebe em casa a visita de um cabo eleitoral dizendo que pelêgos estão tentando derrubar a diretoria do sindicato, tendo por motivo um projeto de lei de sua autoria. Apesar dos apelos de Clara, sua mulher, Miguel vai para o sindicato, onde os trabalhadores estão reunidos em assembleia geral.
17h Projeto 68, de Julia Mariano (BRA, 2008) | 12 anos | 13’
Sinopse: Rio de Janeiro, 1968. O movimento estudantil comanda as maiores manifestações contra a ditadura, num crescente desde a morte do estudante Edson Luís até o clímax na Passeata dos Cem Mil. Com imagens realizadas por Glauber Rocha, Silvio Da-rin, Arnaldo Jabour e fotografias de Pedro de Moraes e Evandro Teixeira, Projeto 68 remonta em imagens e sons essa trajetória.
Retratos de Identificação, de Anita Leandro (BRA, 2014) | 12 anos | 71’ | Sessão Comentada por Anna Karina Bartolomeu (EBA/UFMG) e Roberta Veiga (FAFICH/UFMG). Mediação: Carolina Macedo (FAFICH/UFMG)
Sinopse: Dois ex-guerrilheiros que lutaram contra a ditadura militar no Brasil se deparam, pela primeira vez, com fotografias tiradas pela polícia no momento de suas respectivas prisões. O passado retorna, com uma história de crimes que ainda não foram julgados.
20h ABC da Greve, de Leon Hirzsman (BRA, 1990) | 12 anos | 85’ | Sessão Comentada por Luiz Dulci (Professor/Sindicalista) e Affonso Uchoa (Realizador). Mediação: Luiza Dulci (UFRRJ)
Sinopse: O filme cobre os acontecimentos na região do ABC paulista, acompanhando a trajetória do movimento de 150 mil metalúrgicos em luta por melhores salários e condições de vida. Sem obter êxito em suas reivindicações, decidem-se pela greve, afrontando o governo militar.
02/06 SAB
14h Pan-Cinema Permanente, de Carlos Nader (BRA, 2008) | 10 anos | 83’ | Sessão Comentada por Eduardo de Jesus (FAFICH/UFMG) e Sabrina Sedlmayer (FALE/UFMG). Mediação: João Paulo Rabelo (FAFICH/UFMG)
Sinopse: Em um retrato visceral da personalidade marcante do poeta baiano Waly Salomão, falecido em 2003, este documentário (re)visita trechos importantes da vida e obra deste grande brasileiro, sem contar com uma linha narrativa precisa ou algum tipo de estética documental tradicional, retratando o poeta da maneira mais livre possível.
17h Torquato Neto – Todas as Horas do Fim, de Eduardo Ades e Marcus Fernando (BRA, 2017) | 12 anos | 98’ |Sessão Comentada por Leda Maria Martins (FALE/UFMG) e Gustavo Silveira Ribeiro (FALE/UFMG). Mediação: Pedro Rena (FALE/UFMG)
Sinopse: Torquato Neto (1944-1972) vivia apaixonadamente as rupturas. Atuando em múltiplas frentes – no cinema, na música, no jornalismo –, o poeta piauiense engajou-se ativamente na revolução que mudou os rumos da cultura brasileira nos anos 60 e 70. Foi um dos pensadores e letristas mais ativos da Tropicália, parceiro de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Jards Macalé. Junto à arte marginal, radicalizou sua atuação e crítica cultural, com Waly Salomão, Ivan Cardoso e Hélio Oiticica. Por fim, rompe com sua própria vida. Suicida-se no dia de seu aniversário de 28 anos.
20h História Permanente do Cinema Especial 68 E DEPOIS | Barravento Novo, de Éder Santos e Bruce Yonemoto (BRA, 2017) | 14 anos | 11’
Sinopse: O núcleo do paradoxo de Barravento reside no personagem de Antônio Pitanga: Firmino Bispo dos Santos. Firmino se constitui a partir de dois gestos, que tanto se combinam quanto se contradizem. O primeiro deles é libertador. Ele quer que os companheiros rompam com a condição de subserviência em que vivem e para isso acredita que eles precisam romper com um misticismo que os estaria condenando à miséria. No segundo, recorre ao procedimento da própria tradição que tenta combater para alcançar seu objetivo.
Terra em Transe, de Glauber Rocha (BRA, 1967) | 14 anos | 111’ | Sessão Comentada por Pedro Paulo Rocha (Artista/Filho de Glauber Rocha) César Guimarães (FAFICH/UFMG). Mediação: Augusto Barros (Realizador).
Sinopse: O senador Porfírio Diaz (Paulo Autran) detesta seu povo e pretende tornar-se imperador de Eldorado, um país localizado na América do Sul. Porém existem diversos homens que querem este poder, que resolvem enfrentá-lo. Enquanto isso, o poeta e jornalista Paulo Martins (Jardel Filho), ao perceber as reais intenções de Diaz, muda de lado, abandonando seu antigo protetor.
03/06 DOM
14h Retrato n.1 Povo acordado e suas 1000 bandeiras, de Edu Iosche (BRA, 2014) | 12 anos | 5’
Sinopse: Um rosto em quadro, um coro furioso fora dele. Um pequeno fragmento das manifestações de 2013, na tentativa de revelar as enormes contradições do contemporâneo.
Desde Junho – Ep. 1, de Julia Mariano (BRA, 2018) | 12 anos | 26’
Sinopse: Na série documental, as manifestações de Junho são revisitadas a partir do material publicado nas redes sociais pelas mídias independentes. O movimento de midiativismo que explodiu em 2013, inaugurou uma nova forma do brasileiro se relacionar com a produção e o consumo de informação.
Ligia, de Nuno Ramos (BRA, 2017) | 12 anos | 5’
Sinopse: No vídeo, Nuno se apropria do Jornal Nacional e trabalha por dentro a edição que anunciou o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, exatamente um ano antes. O artista faz com que os apresentadores do jornal “cantem” a música “Lígia”, de Tom Jobim. A colagem audiovisual foi construída a partir das edições do Jornal relativas aos dias 16/3/2016 e 31/8/16. O vídeo foi ao ar diariamente ao longo do mês de setembro, coincidindo exatamente com o horário de transmissão do Jornal Nacional, respeitando inclusive os intervalos comerciais.
Sessão Contra-Golpe (BRA, 2018) | 12 anos| 20’ | Debate após a sessão com Aiano Mineiro (Realizador), Lucas Campolina (Realizador), Clarissa Campolina (Realizadora) e Julia Mariano (Realizadora). Mediação: Frederico Canuto (EA/UFMG).
Sinopse: Frente à apatia cotidiana e ao sentimento de impotência perante o constante retrocesso e ao desmonte do estado democrático e dos direitos sociais e trabalhistas que vivemos no Brasil, assim foi idealizado um projeto que só faria sentido se for coletivo. Inspirados pela iniciativa dos artistas sírios do coletivo Abounaddara – que em abril de 2011 passaram a lançar semanalmente vídeos que circulam livremente no vimeo e no facebook – foi criado o Contra-golpe. Uma plataforma virtual que tem como objetivo incentivar a produção de vídeos a partir do estado político brasileiro atual, manifestações de resistência ao golpe em curso no Brasil, assim como criar um espaço de reflexão, divulgação e circulação destas imagens.
16h30 Operações de Garantia da Ordem e da Lei, de Julia Murat e Miguel A. Ramos (BRA, 2017) | 14 anos | 75’ |Sessão Comentada por André Brasil (FAFICH/UFMG) Mediação: Marcela Silviano Brandão (EA/UFMG).
Sinopse: As manifestações que ocorreram no Brasil entre junho de 2013 e julho de 2014 ganham nova roupagem no documentário de Júlia Murat. A abordagem tradicionalista dos grandes meios de comunicação e a cobertura alternativa das mídias independentes são comparadas e exploradas, evidenciando as suas diferenças e a posição do observador e do observado em cada uma delas.
19h ENCERRAMENTO | Escolas em Luta, de Eduardo Consonni e Tiago Tambelli (BRA, 2017) | 12 anos | 77’ |Debate após a sessão com Moara Saboia (UNE) e Maria Soalheiro (EA/UFMG). Mediação: Clarisse Alvarenga (FAE/UFMG)
Sinopse: O modo irregular de funcionamento da educação pública carioca é abalado por movimentos estudantis que protestam contra o fechamento de 94 escolas e denunciam o conservadorismo perverso do poder público ao realocar os alunos desassistidos ao invés de coordenar uma manuteção nos espaços que eles tem o direito e a obrigação civil de ocupar.
Foto: Paulo Lacerda
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