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Casos de Disfagia tem aumentado na população idosa

A condição é uma alteração no processo de deglutição ocasionada em decorrência de doenças neurológicas como o Acidente Vascular Encefálico (AVE), Traumatismo Crânio Encefálico (TCE), Alzheimer, Parkinson e demências em geral

A disfagia é uma alteração no processo de deglutição (engolir) ocasionada muitas vezes, em decorrência de doenças neurológicas como o Acidente Vascular Encefálico (AVE), Traumatismo Crânio Encefálico (TCE), Alzheimer, Parkinson e demências em geral. Não é uma doença e sim um sintoma, que causa grande desconforto no momento da alimentação e, em alguns casos, pode ocasionar doenças graves, como a pneumonia aspirativa. O processo natural da deglutição consiste em levar o alimento de forma segura da boca até o estômago. O paciente diagnosticado com disfagia não consegue realizar esse processo de forma eficaz.

De acordo com a fonoaudióloga da Clínica de Transição Paulo de Tarso, Yoná Rabelo, estima-se que a disfagia afeta de 16% a 22% da população mundial acima dos 50 anos. Entre os mais idosos, esse índice pode chegar a 90%. Uma das consequências da COVID-19 foi o aumento da incidência e o agravamento dessa condição: “a disfagia se apresenta com tosses ou engasgos durante a alimentação. Pode ocorrer como sequela de um evento traumático, como um AVE ou um TCE, em que o paciente perde ou reduz a habilidade de deglutir ou em decorrência do envelhecimento natural, o que chamamos de Presbifagia – modificação na função da deglutição durante o envelhecimento.”

A especialista esclarece ainda que após um evento traumático, o paciente deve ser submetido à avaliação de deglutição por um fonoaudiólogo. “Serão identificadas as alterações miofuncionais, indicada a consistência ideal da dieta para garantir a segurança do paciente e averiguada a necessidade da realização de exercícios para reduzir os impactos da disfagia. Engasgar frequentemente não é normal, por tanto, fazer uma avaliação minuciosa é imprescindível”, finaliza Yoná.

SOBRE A REDE PAULO DE TARSO

A Rede Paulo de Tarso é referência nos atendimentos aos pacientes pós-agudos que já não demandam intervenções de alta complexidade ou terapia intensiva. São pacientes com enfermidades crônicas ou degenerativas que apresentam perda de autonomia e declínio funcional e ainda precisam de cuidados extensivos, médico e transdisciplinar, para reabilitação, readaptação e reinserção familiar e social em três linhas de cuidados (cuidados crônicos, de reabilitação e paliativos). A unidade funciona como elo complementar aos serviços hospitalares tradicionais (hospitais gerais), não concebidos para esta finalidade, com foco voltado para garantir uma maior autonomia, maior independência e, claro, com isso uma maior qualidade de vida ao paciente. 

Quer conhecer mais sobre a instituição? Acesse o site: https://redepaulodetarso.com.br/

Foto: Yoná Rabelo Fonoaudióloga Rede Paulo de Tarso.

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