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Programa Lacan na academia – conversando com a literatura, Da academia mineira de letras, aborda o legado literário de Raduan Nassar
O ENCONTRO SERÁ CONDUZIDO PELA PROFESSORA SABRINA SEDLMAYER E PELA PSICANALISTA MÁRCIA ROSA, NO DIA 5 DE JUNHO
Em torno da obra “Um copo de cólera”, do escritor Raduan Nassar, acontece o próximo encontro do programa “Lacan na Academia – Conversando com a Literatura”, que será realizado na Academia Mineira de Letras, em parceria com a Escola Brasileira de Psicanálise - Seção Minas Gerais (EBP-MG), no dia 5 de junho, às 19h30. A professora Sabrina Sedlmayer e a psicanalista Márcia Rosa conduzirão a conversa sobre o tema “Cólera, um afeto que transborda”, quando serão discutidos, tanto do campo da Literatura quanto da Psicanálise, os efeitos de sua incidência na subjetividade de nossa época.
O evento acontece no âmbito do projeto Casa da Palavra – Plano Anual de Manutenção AML, realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed-BH, por meio do incentivo fiscal de mais de 5 mil médicos cooperados e colaboradores.
Em um primeiro momento, Sabrina Sedlmayer irá discutir o lugar de Raduan Nassar na cena literária, brasileira e internacional, desde a década de 70 do século XX até a homenagem do Prêmio Camões, em 2017; avaliar como a recepção de sua obra tem se configurado em cascatas, e como se coloca, ambivalentemente em questão, o autor como gesto. “Posteriormente, apresentaremos as narrativas ‘Lavoura Arcaica’ (1975) e ‘Um copo de cólera’ (1978), problematizando o erotismo e a cólera, salientando como as personagens femininas e masculinas, em seus textos, são marcadamente dessemelhantes. O campo de abordagem teórico é predominante o da crítica literária, mas com certo acento nas contribuições de Georges Bataille e Giorgio Agamben”, explica a professora.
Para a psicanalista Márcia Rosa, “o instigante texto de Raduan Nassar nos leva, de início, a duas perguntas: ‘por que o copo?’ e a um desejo de saber sobre possíveis diferenças entre uma cólera masculina e outra feminina. Ou ainda, em outros termos, diríamos que a cólera feminiza o sujeito?”
Foto: Vânia Cardoso
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