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Programa Educativo "O Lirismo de Guignard" complementa a programação da exposição com oficinas e um encontro sobre o tema

A exposição “Guignard e a paisagem mineira – o antes e o depois” oferece o projeto educativo intitulado “O Lirismo de Guignard”. Além de visitas mediadas a grupos agendados e de escolas, distribuição de material educativo e um sistema interativo presente na exposição, serão ofertadas oficinas e encontro para discutir sobre o tema da exposição. 

São duas oficinas a partir do dia 27 de maio. A primeira, intitulada "Brincando com balões juninos!", é destinada para crianças entre oito e 13 anos, e vai explorar as tradições juninas retratadas por Guignard em suas obras. As crianças realizarão pequenos balões juninos, feitos a partir de dobraduras, ampliando suas percepções diante das tradições da referida festa e suas noções de tridimensionalidade, composição de cores, volume e texturas.

A segunda oficina é direcionada para maiores de 14 anos. "Impressões urbanas" pretende provocar os participantes a pensarem a respeito das alterações que a cidade de BH passou ao longo dos anos. A partir desse pressuposto criarãoobjetos  tendo como referência o movimento de arte postal que utiliza o correio como modo de propagação da arte.

No dia 31 de maio será realizado o Encontro "Guignard e a Paisagem Mineira", com Priscila Freire, Ricardo Giannetti e Marcio Sampaio. Neste dia, serão apresentados aspectos da vida e da obra de Guignard, sobre os artistas que o antecederam e sobre a representação da Paisagem Mineira nas artes visuais.

Com uma vida dedicada à cultura e às artes, Priscila Freire tem longa atuação especialmente nas artes visuais, na área de museus e teatro. Com Alberto da Veiga Guignard desenvolveu uma profunda amizade e parceria. Em 1987 criou o Museu Casa Guignard em Ouro Preto, com 30 anos de atividades completados no mês de março.

Desde então se envolveu em diversos projetos de exposições e publicações ligados ao artista, como curadora e colaboradora. Trabalhou, recentemente, com o curador e crítico de arte Paulo Herkenhoff, na exposição “Guignard e o Oriente – China, Japão e Minas”. Escreveu o livro infantil “Histórias de Guignard”, um pequeno passeio pelo mundo deste gênio da pintura.

Ricardo Giannetti vai falar sobre os pintores paisagistas do Segundo Império ao Estado Novo. As obras desta época presentes na exposição buscam apresentar, de forma concisa, a linha do tempo da história da pintura dedicada à paisagem regional a partir dos anos 1880, estendendo-se pelo período aproximado de seis décadas. Dentre eles, encontram-se Honório Esteves, Alberto Delpino Emilio Rouède e Frederico Steckel, Francisco de Paula Rocha, José Jacinto das Neves, Amilcar Agretti, Genesco Murta, Orozio Belém e Renato de Lima. Ricardo Giannetti é autor de estudos sobre a arte e a música brasileiras do século XIX, em especial sobre a arte mineira oitocentista, com publicações em livros, periódicos, e em anais de encontros científicos da área. É o curador-adjunto da exposição.

O artista, curador e crítico de arte Márcio Sampaio vai traçar um panorama abrangente da forma como a paisagem vem sendo trabalhada nas artes visuais - as paisagens de fundo das pinturas religiosas, os registros dos artistas viajantes, as pinturas decorativas das varandas, a arte autônoma dos artistas acadêmicos do fim do século XIX e do século XX, a obra de Guignard e da geração por ele formada,  até as experimentações recentes.

Na ocasião, dois livros estarão disponíveis à venda. "Ensaios para uma história da arte de Minas Gerais no século XIX", de Ricardo Giannetti, é um conjunto de ensaios sobre a história das artes em Minas Gerais na passagem do século XIX para o XX que revelam não apenas sensibilidade, arte e engenhosidade no trato com as fontes, mas sua verdadeira paixão pelo objeto de estudo eleito.

"História de Guignard", de Priscila Freire, é um pequeno passeio pelo mundo Guignard. Pelo olhar de Priscila Freire, o leitor entra um pouco na intimidade do artista, visita seus amores e tristezas, suas alegrias, sua arte. Viajando em seus balões pelas paisagens de Ouro Preto, Itatiaia ou Friburgo, descobrindo a vida que há em suas naturezas-mortas, admirando os Cristos que povoam sua obra, participamos do mundo de cores e emoções do artista.

Foto: Divulgação

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