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Grupo Galpão reúne em curta temporada apresentações de seus espetáculos mais recentes, Nós e Outros, dirigidos por Marcio Abreu

As apresentações acontecem de 30 de maio a 9 de junho no Teatro Francisco Nunes em BH; os ingressos já estão à venda no sympla.com.br/grupogalpao

Acostumado a trabalhar com diretores convidados, o Grupo Galpão alcançou, em sua trajetória de 36 anos, parcerias bem sucedidas com nomes como Eid Ribeiro, Gabriel Villela, Paulo José entre outros. Do encontro mais recente do grupo com um diretor nasceu os espetáculos Nós (estreia: 2016) e Outros (estreia: 2018), ambos dirigidos por Marcio Abreu, referência do teatro contemporâneo nacional. Pela primeira vez o público poderá conferir as duas mais novas montagens do Galpão em uma mesma temporada, de 30 de maio a 9 de junho no Teatro Francisco Nunes. Às sextas-feiras (31/05 e 07/06) as sessões terão interpretação em libras. Os ingressos custam R$30,00 a inteira e R$15,00 a meia-entrada e já estão à venda na plataforma Sympla. Na bilheteria do teatro os ingressos serão vendidos apenas no dia da apresentação, uma hora antes do espetáculo e somente em dinheiro.

“O trabalho com Marcio trouxe o Galpão para a performance e para o teatro contemporâneo. Com uma forte conotação política, os dois espetáculos dessa colaboração dialogam intensamente com as questões mais pungentes de nossa época”, afirma Eduardo Moreira, ator fundador do Grupo Galpão. A parceria com Marcio Abreu começou em 2014, quando ele foi convidado para a direção de NÓS. Na época os atores se entregavam a exercícios solo, com o objetivo de contemplar desejos individuais e criar alternativas para um projeto coletivo. O diálogo e o confronto entre o coletivo e os anseios de cada artista se manifestavam de maneira urgente, num grupo de atores com mais de três décadas de convivência artística diária. O resultado é um espetáculo que propõe uma reflexão sobre questões do mundo contemporâneo, como intolerância, violência, diversidade e convivência com a diferença.

O espetáculo OUTROS, por sua vez, nasce como consequência natural, um desdobramento das inquietações e questionamentos iniciados no processo de criação do NÓS. Na nova montagem o grupo foca na escuta, na busca pelo outro e aprofunda a reflexão sobre o hoje e o lugar do artista e da arte nos tempos atuais. Enquanto NÓS é resultado de um mergulho pra dentro, OUTROS é um convite para ver, dialogar e sentir  além do eu. “OUTROS é exatamente a expressão desse momento nosso. É um desdobramento consciente do primeiro trabalho que fizemos juntos. É uma experiência criativa que aprofunda a pesquisa numa escuta social performativa, que se constitui dramaturgicamente valendo-se de percepções múltiplas do mundo e de como ele age sobre nós”, explica o diretor.

NÓS (2016) | Classificação indicativa: 16 anos | Duração: 90 minutos | Gênero: teatro contemporâneo

Enquanto preparam a última sopa, sete pessoas partilham angústias, algumas esperanças e muitos nós. A 23º montagem do Grupo Galpão debate questões atuais, como violência e intolerância, a partir de uma dimensão política. No espetáculo, a plateia é convidada a presenciar situações de opressão e de convívio com a diferença, provocadas pelas relações de proximidade entre artista e espectador, ator e personagem, cena e plateia, público e privado, realidade e ficção. O espetáculo foi gerado a partir de um mergulho radical na experiência do grupo, que completa 37 anos em 2019.

OUTROS (2018) | Classificação indicativa: 16 anos | Duração: 90 minutos | Gênero: teatro contemporâneo

OUTROS traduz teatralmente as inquietações contemporâneas resultantes do encontro do diretor Marcio Abreu com o Grupo Galpão. Trata do hoje, do momento em que vivemos e das questões que o tornam não mais viável. É um espetáculo sobre a construção da memória e o impacto do agora no porvir. Sobre a necessidade de ruptura com pensamentos e estruturas arraigadas que já não devem nos representar, mas sim abrir caminho para a possibilidade de novos horizontes, paisagens, reflexões. Em cena, a instabilidade desse momento transborda e vai além do que a palavra dá conta de expressar, reverberando nos corpos dos atores e das atrizes em cena, as inquietações, possibilidades e impossibilidades do hoje.

GRUPO GALPÃO

Criado em 1982, em Belo Horizonte (MG), o Grupo Galpão é uma das companhias mais importantes do cenário teatral brasileiro, cuja origem está ligada à tradição do teatro popular e de rua. Desde o início, o grupo desenvolve um trabalho que alia rigor, pesquisa e busca de linguagem, com peças que possuem grande poder de comunicação com o público. É um dos grupos brasileiros que mais viaja, não só pelo Brasil, como pelo exterior, tendo participado de vários festivais em países da América Latina, América do Norte e Europa. Formado por 12 atores, o Galpão construiu sua linguagem artística a partir de encontros com diversos diretores, como Eid Ribeiro, Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Yara de Novaes, Marcio Abreu, entre outros, criando um teatro que dialoga com o popular e o erudito, a tradição e a contemporaneidade, o teatro de rua e de palco, o universal e o regional brasileiro.

MARCIO ABREU

Dramaturgo, diretor e ator. Fundador e integrante da companhia brasileira de teatro, sediada em Curitiba. Desenvolve projetos de pesquisa e criação de dramaturgia própria, releitura de clássicos e encenação de autores contemporâneos inéditos no país. Realiza ações de intercâmbio com artistas do Brasil e da França. Entre seus trabalhos estão Vida (2010), texto e direção, baseado em Paulo Leminski; Oxigênio (2010), do russo Ivan Viripaev, adaptação e direção; Isso te interessa? (2011), da francesa Noëlle Renaude, tradução, adaptação e direção; Enquanto estamos aqui (2012), dramaturgia e direção, solo de dança e teatro com a coreógrafa Marcia Rubin; Esta Criança (2012), do francês Joël Pommerat, direção, pareceria entre a Companhia Brasileira e Renata Sorrah. Esse encontro com a atriz gerou ainda outros dois frutos: as peças “Krum” (2015) e PRETO (2017), que tem ainda no elenco, a atriz e dramaturga Grace Passô. Também escreveu e dirigiu PROJETO BRASIL (2015) com os parceiros da companhia brasileira de teatro. Em 2016, dirigiu o Grupo Galpão no espetáculo NÓS, texto escrito em parceria com Eduardo Moreira.  Recebeu inúmeros prêmios e indicações. Entre eles o prêmio Bravo!, o prêmio Shell, o APCA, o prêmio Governador do Estado, no Paraná, o APTR e o Questão de Crítica. Foi escolhido pelo jornal Folha de São Paulo como personalidade teatral do ano, em 2012. Atualmente é orientador do Núcleo de Direção do SESI PR.

GALPÃO E PETROBRAS

Há quase 20 anos, o Grupo Galpão conta com o patrocínio da Petrobras. Foram muitos espetáculos montados, temporadas nacionais, turnês por todas as regiões do Brasil e presença em festivais proporcionados por essa parceria. Em 2019, a Petrobras continua apostando no compromisso do Galpão: reinventar a vida por meio da arte, possibilitando a vivência do teatro, como alegria e transformação, para um público cada vez maior.

Foto: Divulgação 

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