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Festival de Cinema Europeu ressalta a mulher no MIS Cine Santa Tereza
A Fundação Municipal de Cultura recebe a partir desta quarta-feira, dia 24, no MIS Cine Santa Tereza, a 13ª edição do Festival de Cinema Europeu. Com o tema “Mulheres em Cena”, o festival acontece em 11 capitais brasileiras entre os meses de maio e junho. Em BH, serão exibidos filmes de 14 nacionalidades diferentes que têm a mulher como destaque. O festival fica em cartaz até o dia 3 de junho, com sessões de quarta a sábado, às 17h e às 19h30, com entrada gratuita. A programação completa está disponível no site www.bhfazcultura.pbh.gov.br.
O Festival de Cinema Europeu é uma realização da EUNIC-Brasil (Associação dos Institutos Culturais Oficiais e Embaixadas dos Países da União Europeia), com curadoria de Lorena Quintas e Rafaella Rezende, e conta com o apoio do Instituto Cervantes. O Festival é promovido anualmente para comemorar o Dia da Europa, celebrado em 9 de maio. Esta data é festejada desde 1950, quando foi proferida a Declaração de Schulman, que propôs uma nova forma de cooperação politica no continente europeu, então devastado pela II Guerra Mundial.
Na edição deste ano, será exibida uma seleção de películas nos quais a mulher é o destaque. A intenção é ampliar a visão e a percepção dos espectadores sobre a valorização e a participação da mulher no cinema. “O Festival abre um espaço fundamental e importante ao trazer como recorte curatorial as mulheres no cinema. É nosso desejo prestigiar filmes europeus dirigidos por mulheres e/ou com abordagens de questões femininas e de igualdade de gênero. O recorte amplia e promove um debate sobre a importância de um espaço de expressão, visibilidade e reflexão da mulher dentro da sétima arte”, comenta a curadora, Lorena Quintas.
Entre os destaques estão os filmes dirigidos por mulheres, como o espanhol “De Sua Janela à Minha”, de Paula Ortiz, o suéco “Belleville Baby”, de Mia Engberg, e o austríaco “Os Sonhados”, de Ruth Beckermann, que trazem o olhar feminino por trás das câmeras, perspectiva ainda pouco prestigiada no mundo do cinema.
Filmes baseados em histórias de mulheres reais, como da artista dinamarquesa Marie Kroyer e da pensadora alemã Hannah Arendt, inspiram e exemplificam mulheres corajosas, influentes e capazes de superar o preconceito e a supremacia masculina. A independência e a luta pela igualdade são bem retratadas também no filme dos Países Baixos “A Excêntrica Família de Antônia”, de Marleen Gorris, e no filme húngaro “Mamãe e Outras Figuraças da Família”, de Ibolya Fekete, nos quais mulheres exercem o seu poder de escolha para seguir o seu próprio caminho.
Festival de Cinema Europeu
DIA 31 DE MAIO – QUARTA-FEIRA
17h – O Menino da Ponte (Chipre). 16 anos
Chipre 1988. Sócrates, de 12 anos, passa os dias quentes do verão em sua bicicleta pelas ruas de sua vila nas montanhas, brincando com fogos de artifício caseiros e atormentando os residentes locais. Usa a boina militar do avô com orgulho, sonhando em ser um herói de guerra como ele. Sua vida despreocupada chega ao fim abrupto quando descobre que a família de seu primo e melhor amigo Marcos está sendo abusada por seu pai violento, Hambo. Enfurecido por esta descoberta, Sócrates decide colocar em prática suas habilidades de fazer fogos de artifício. Confrontado com um dilema que mudará sua vida para sempre, Sócrates descobre o significado de amor, família, lealdade e coragem
19h30 – Hannah Arendt (Alemanha). 12 anos
Biografia da filósofa Hannah Arendt (1906-1975), com destaque em sua observação e análise do processo de Adolf Eichmann em Jerusalém. Concentrado em um dinâmico retrato narrativo de uma excepcional intelectual do século XX, o filme impressiona também pelos íntimos relatos do ambiente de imigração judaico-alemã da Nova York de inícios da década de 1960.
DIA 1º DE JUNHO | QUINTA-FEIRA
17h – De Sua Janela à Minha (Espanha). 16 anos
Violeta, Inês e Luísa são mulheres de idades diferentes para quem os dias transcorrem em aparente placidez do outro lado da janela. Os campos de trigo, o refúgio na montanha e as ruas de uma velha cidade são os lugares onde passam suas vidas, sutilmente peneiradas pela luz e pela beleza das lembranças. O filme se ambienta nesse passado mágico em que ainda era possível o sonho adolescente nos bosques, o olhar distante de uma mãe na aridez do deserto e a lembrança outonal da maturidade na casa fechada. Mulheres que pareciam viver em silêncio, cujas lembranças guardavam segredos, paixões e sonhos.
19h30 – Pânico (Eslovênia). 16 anos
Vera, uma quarentona reprimida, entediada e presa em sua rotina, torna-se obcecada com a ideia de que nunca mais vai se apaixonar, e que a vida nunca mais será um mar de rosas. Na procura pelo significado do amor, ao ler a sua sorte na borra de uma xícara de café, ela descobre que vai encontrar o homem que vai mudar sua vida. E esse amor a coloca nos braços de Mitja, um amigo da família. Esse amor fatal a afasta de sua tranquila família para viver um ardente caso.
DIA 2 DE JUNHO | SEXTA-FEIRA
17h – Tigres na Cidade (Eslováquia). 16 anos
Filmado em Bratislava, Tigres na cidade é uma tentativa de retratar aqueles que estão na faixa dos 30 e começam a ver a vida de uma forma séria. Nessa história envolvente, a “comédia indie” e o romance policial se misturam, enquanto os protagonistas tentam encontrar algo de felicidade. Através de uma de série de esforços excêntricos, mostra como é difícil ser normal em um mundo absurdo.
19h30 – O Caminho de Halima (Croácia). Livre
O Caminho de Halima conta a trágica história, porém inspiradora, de uma corajosa e forte mulher muçulmana, Halima, que tenta, sem sucesso, encontrar os restos mortais de seu filho, morto na Guerra da Bósnia e enterrado em uma das muitas sepulturas coletivas. Ela percebe que precisa ir em busca de uma sobrinha, de quem já não possui mais contato, mas que carrega uma misteriosa conexão com seu filho. Depois de encontrá-la, Halima descobre uma verdade muito pior que um pesadelo.
DIA 3 DE JUNHO | SÁBADO
19h – Nossa Estrangeira (França)- livre
Morando em Paris, a jovem Amy retorna à terra natal, Burkina Fasso, após a morte do pai. Procurando sua mãe, da qual foi separada aos 8 anos, ela tem de adentrar uma cidade da qual não possui referências e conviver com uma família que incomoda mais do que reconforta. Paralelamente, a burquinense Mariam procura desesperadamente por sua filha em Paris. Realizando serviços de limpeza, ela conhece Esther. Dessa maneira, as duas solitárias mulheres trocam experiências e aprendem a se apreciar.
Foto: Divulgação
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