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Dança para todas e todos – Programa Intensivo de Investigação e Montagem – PIIM – promove discussão coletiva sobre a dança e o fazer artístico

Inscrições gratuitas até o dia 22 de julho

Estão abertas as inscrições para o PIIM – Programa Intensivo de Investigação e Montagem. Trata-se de um programa intensivo com duração de quatro messes para jovens entre 17 e 25 anos, interessados em pesquisa e criação na área da dança, incluindo outras manifestações artísticas do corpo. As inscrições podem ser realizadas aqui: https://bit.ly/2LZjqq9 ou através do e-mail:piimprograma@gmail.com.

As inscrições seguem até o dia 22 de julho.

O projeto é gratuito e acontecerá no CRJ -Centro de Referencia da Juventude (Praça da Estação / Centro/ BH), no período de 25 de julho a 30 novembro, de segunda à sexta, sempre de 15h as 18h30, com exceção de alguns finais de semanas em que ocorrerem atividades como performances e mostra de trabalhos, a serem realizadas no CRJ e seus arredores e também no Centro Cultural Padre Eustáquio (Rua Jacutinga, 821 - Padre Eustáquio).

O programa oferece aulas regulares de corpo e criação com o artista Guilherme Morais, que também assina idealização e direção geral do programa.

Serão, também, realizados workshops semanais com nove artistas que trazem pesquisas próprias de corpo e/ou movimento, nomes como Ana Luisa Santos, Ana Virginia Guimaraes, Benjamin Abras, DorotheDepeauw, Dudude Hermann, Marco Paulo Rolla, Margo Assis, Thembi Rosa, e Zaika dos Santos.

“Esses workshops serão um espaço aberto de trocas de informações, onde cada artista irá compartilhar sua trajetória e suas próprias questões no pensamento criativo da dança e/ou do corpo, numa primeira instancia teórica seguida de pratica, porque se trata de um programa prático”, explica Guilherme Morais

Todo o processo será registrado para a produção de um mini documentário.

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte

Aulão performático

No dia 25 de julho será realizado um “aulão” aberto a todos os inscritos do programa. A ação acontecerá na Praça da Estação às 15h, seguida de um bate papo dentro do CRJ (Centro de Referência da Juventude), onde serão dadas informações sobre o programa. Importante salientar que todas as informações sobre o processo serão dadas presencialmente, nessa ocasião. A presença nessa atividade é imprescindível, sendo condição para a seleção dos 18 jovens participantes do programa.

Ambas as atividades serão coordenadas pelo coreógrafo Guilherme Morais que estará acompanhado por uma tradutora de libras.

Espaço de construção e convivência

O PIIM -Programa intensivo de Investigação e Montagem - surgiu como uma ação da plataforma This is Not, criada há oito anos atrás coreografo e multiartista Guilherme Morais. O PIIM nasce em 2017, diante do panorama político e da divisão ideológica que já se mostrava bem demarcada naquela época. Guilherme buscou então, através do programa, problematizar sobre a nossa capacidade de convivência diante das diferenças de pensamento, indagando se as pessoas poderiam encontrar pontos de confluência e co-criação.

“Eu queria fazer um projeto que pudesse unir diferentes jovens com diferentes artistas, que tivessem um distinto pensamento de corpo e o mover nesse mundo. Um investimento no encontro e na possibilidade de criar juntos, o projeto nasce de uma pergunta “ainda podemos criar juntos?” E é uma pergunta mesmo, eu não posso respondê-la sozinho, eu prefiro acreditar que sim, mas é o que vamos indagar durante todo o processo do programa na pratica. Se ainda e possível convivermos e ainda criarmos”, pontua Guilherme.

O artista define o processo como “um grande exercício de cura”, enfatizando que o mais importante são os encontros, as trocas, as novas possibilidades de construir e discutir arte e criação. “Não se trata de aulas de coreografias ou repertório de cada artista, não tem ‘siga o mestre’”, pontua.

“Por isso, mais do que professores foram convidados artistas pesquisadores, pessoas que produzem na prática conteúdos artísticos e novas possibilidades do pensar e fazer arte”, afirma, apontando para o formato do programa que está mais próximo da residência artística, no que diz respeito à metodologia.

Além do fazer artístico cênico, o programa promove conhecimento em áreas de produção e comunicação, uma vez que o artista atualmente, precisa desempenhar diversos papeis simultaneamente além do estar em cena.

Foto: Alexandre Lopes

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