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“Nasci pra ser Dercy” em BH, com Grace Gianoukas, escrito e dirigido por Kiko Rieser

Belo Horizonte recebe a montagem para curtíssima temporada, nos dias 24 e 25 de junho, no Grande Teatro do Sesc Palladium

Ela faleceu há 15 anos, em 2008, aos 101 anos, sem que jamais tenha havido nos palcos brasileiros uma peça que a homenageasse. Até agora! O monólogo “Nasci pra ser Dercy”, estrelado por Grace Gianoukas – uma das damas do humor brasileiro - e escrito e dirigido por Kiko Rieser, presta uma homenagem a Dercy Gonçalves, uma das maiores atrizes do século XX. O espetáculo estreou no dia 13 de janeiro de 2023, no Teatro Itália Bandeirantes, em São Paulo, com grande sucesso de público e crítica. Agora, a peça saí em temporada pelo Brasil, passando por Belo Horizonte para duas únicas apresentações, nos dias 24 e 25 de junho, sábado, às 20h30, e domingo, às 19h, no Grande Teatro do Sesc Palladium.

“Dercy Gonçalves é retratada quase sempre como apenas uma velha louca que falava palavrão”, fala Kiko Rieser, que no texto procura revelar ao público a mulher grandiosa e complexa que ela foi. “Uma atriz vinda do teatro de revista que recriou a comédia brasileira. Uma mulher que era chamada de puta, mas que casou e enviuvou virgem, iconoclasta e devota, libertária, mas avessa a qualquer bandeira, inclassificável e singular”, completa o autor.

O texto de “Nasci pra ser Dercy” une o apelo popular e o carisma de Dercy a uma profunda pesquisa que mostra a importância, muitas vezes ignorada, da atriz para o teatro brasileiro e para a liberdade feminina, bem como sua inquestionável singularidade. “É uma enorme responsabilidade viver Dercy no palco. Jamais me imaginei interpretando uma personagem real, tão viva na memória de todos. Ela é um ícone, uma mulher pioneira, revolucionária, uma atriz de personalidade única, que criou um estilo brasileiro de interpretação e que construiu e instalou, ao lado de outros ícones, o conceito de graça e bom humor vigente até hoje”, diz Grace Gianoukas.

Dercy não cabia em rótulo algum. Desbocada e defensora da mais profunda liberdade, era muito recatada em sua vida íntima. Contestava frontalmente a censura da ditadura militar, mas se recusava terminantemente a levantar bandeiras políticas específicas que não fossem a da irrestrita liberdade e do respeito a todas as formas de existir. A atriz se consagrou como vedete do Teatro de Revista, mas sua maior contribuição ao nosso teatro se deu ao levar essa expertise para a comédia popular, que ela revolucionou inteiramente, trazendo textos fundamentais para o Brasil e instaurando uma nova forma de interpretar, que rompia com todos os padrões e inaugurava em nossos palcos uma representação genuinamente brasileira. Amada por quase todo o país, Dercy Gonçalves é uma figura largamente reconhecida, mas pouco conhecida de fato.

TEXTO

Com uma peruca, um cenário do Teatro de Revista - que remonta o início da trajetória de Dercy, holofotes e a voz em off de Miguel Falabella, a peça acontece sem a pretensão de ser uma biografia. Kiko Rieser não tem a preocupação de seguir um percurso cronológico e, assim, o texto avança pelas lembranças da artista, aleatoriamente, humanizando suas escolhas, decisões e despudor.

O espetáculo começa com a personagem Vera, uma atriz que entra no estúdio para fazer o teste para o papel de Dercy Gonçalves em um filme. Conforme suas falas vão surgindo, ela se revolta contra o roteiro, cheio de estereótipos. Sua mãe era grande fã de Dercy e por isso Vera cresceu influenciada pelo exemplo da icônica atriz. Ela, então, transformar-se em Dercy e começa a mostrar quem realmente foi essa mulher à frente de seu tempo.

Em Belo Horizonte, o espetáculo, integra a programação do Palco Instituto Unimed-BH 2023 que é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Instituto Unimed-BH, por meio do patrocínio de mais de 5,3 mil médicos cooperados e colaboradores, produção executiva da Pólobh, correalização do Sesc em Minas, patrocínio da New Holland Construction, apoio da Ferguminas Siderurgia, Hypofarma e Pottencial Seguradora e parceria de mídia com o Jornal O Tempo, Fredizak e Soubh.

“Palco Instituto Unimed-BH”

O projeto Palco Instituto Unimed-BH traz em sua programação aos palcos de Belo Horizonte um painel bem diversificado do que está sendo produzido pelas artes cênicas no Brasil e no mundo. O projeto é uma iniciativa da Pólobh, produtora sediada em Belo Horizonte, MG, tem patrocínio do Instituto Unimed-BH, viabilizado por mais de 5,3 mil médicos cooperados e colaboradores, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Sobre o Instituto Unimed-BH

O Instituto Unimed-BH completa 20 anos em 2023. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e ambientais visando à formação da cidadania, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentar a economia criativa, valorizar espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou mais de R$ 170 milhões por meio das Leis municipal e federal de Incentivo à Cultura, fundos do Idoso e da Infância e Adolescência, com o apoio de mais de 5,3 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. No último ano, mais de 9,3 mil postos de trabalho foram gerados e 1,6 milhão de pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Acesse www.institutounimedbh.com.br e saiba mais.

“Nasci para ser Dercy”

FICHA TÉCNICA

Texto e direção: Kiko Riese | Atuação: Grace Gianoukas | Voz off: Miguel Falabella

Diretor de Produção: Paulo Marcel | Cenário e figurino: Kleber Montanheiro | Desenho de luz: Aline Santini | Trilha sonora original e arranjos: Mau Machado | Canção “Malandrinha”: Freire Júnior | Canção-tema “Só sei ser Dercy”: Danilo Dunas e Pedro Buarque | Visagismo: Eliseu Cabral | Assistência de direção: André Kirmayr | Preparação corporal: Bruna Longo | Preparação vocal: André Checchia | Colaboração no processo: Fernanda Lorenzoni | Assistência de figurino: Marcos Valadão | Cenotécnica: Evas Carreteiro | Design gráfico: Letícia Andrade (Nós Comunicações) | Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação | Mídias sociais: Pierre Nunes | Fotos: Heloísa Bortz | Assessoria jurídica: Ana Capozzi | Realização: Ventilador de Talento

SERVIÇO:

24 e 25 de junho (sábado, às 20h30, domingo, às 19h)
Grande Teatro do Sesc Palladium
Classificação: 16 anos
Duração: 80 minutos
Ingressos pela Sympla ou na bilheteria do teatro
R$ 75,00 inteira | R$ 37,50 meia
https://abre.ai/gep4

Foto: HELOISA BORTZ

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