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Grupo Galpão estreia “Cabaré Coragem”

Em cartaz de 1º a 18 de junho, no Galpão Cine Horto, espetáculo mescla dramaturgia, música ao vivo e dança como forma de reafirmar a arte como identidade, permanência e crítica social

Ao percorrer o universo do cabaré, de Brecht à contemporaneidade, o novo espetáculo do Grupo Galpão, que estreia no dia 1º de junho, no Galpão Cine Horto, apresenta uma trupe envelhecida e decadente que, apesar das intempéries e dos revezes, reafirma a arte como lugar de identidade e permanência. Ao mesclar um repertório de músicas interpretadas ao vivo com números de variedades e danças, fragmentos de textos da obra de Brecht e cenas de dramaturgia própria, o Cabaré Coragem convida o público a uma viagem sonora e visual. Fiel às suas origens de teatro popular e de rua, o Grupo Galpão busca, na nova montagem, a ocupação de espaços alternativos, ao romper, uma vez mais, com a relação entre palco e plateia, numa encenação que incorpora, radicalmente, a presença do público, sempre convidado a compartilhar da encenação. As apresentações serão realizadas de 1º a 18 de junho, de quinta a domingo, às 20h, no Galpão Cine Horto. Os ingressos saem a R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), na Sympla (https://www.sympla.com.br/produtor/grupogalpao) e na bilheteria do teatro, uma hora antes do espetáculo. Depois da estreia em Belo Horizonte, Cabaré Coragem fará temporada, ainda neste ano, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Com direção de um de seus integrantes, o ator e diretor Júlio Maciel, o espetáculo conta com direção musical, trilha e arranjos de Luiz Rocha, dramaturgia coletiva com supervisão de Vinicius de Souza, cenários e figurinos de Márcio Medina, iluminação de Rodrigo Marçal e, no elenco, os atores Antonio Edson, Eduardo Moreira, Inês Peixoto, Luiz Rocha, Lydia del Picchia, Simone Ordones e Teuda Bara.

O espetáculo Cabaré Coragem, do Grupo Galpão, é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Cultural Vale e da Cemig.

Júlio Maciel, ator do Grupo Galpão e diretor do espetáculo, conta que “já se passaram muitos meses desde que nos sentamos ao redor de nossa mesa de trabalho na busca por um novo espetáculo. Como sempre, vieram muitas ideias, uma enxurrada de sonhos, vontades. Líamos Bertolt Brecht à procura de inspiração e para entender o caos político e social que vivíamos, enquanto uma persistente pandemia nos assombrava. Lembro-me de que, num desses encontros, às vezes acalorados, alguém disse a palavra ‘Cabaré’”. Naquele instante, conta o artista, os olhos se acenderam: “Logo depois, fomos inundados por indagações. Um Cabaré Brecht? Um Cabaré Brasileiro? Um Clássico? Jovem? Contemporâneo? Político? Feroz? Drag? Vedete? Teatro de Revista? E o teatro? O que diferencia o Cabaré do Teatro? Seria uma peça sobre um Cabaré de Beira de Estrada? Um Inferninho, com tipos excêntricos? Ou um show, uma festa de reencontro com o público?”

“Todos queriam tudo pois estávamos famintos de gente”, explica Júlio. “Queríamos juntar as pessoas, tínhamos saudade. A partir de desejos pessoais, começamos a preparar canções, números de variedades. Reativamos nossa banda e convidamos muitos amigos criadores, que, corajosamente, aceitaram embarcar nessa nau para o desconhecido”, diz. Tais artistas levaram o Grupo por diversas rotas, de forma a que conhecessem várias paisagens. “Entre tempestades e luares, criamos nosso show. Finalmente, chegamos aqui. As portas do nosso ‘Cabaré Coragem’ estão abertas. Divirtam-se”, convida.

Responsável pela supervisão dramatúrgica, Vinicius de Souza explica que “Cabaré Coragem” – cujo nome faz menção à icônica personagem de Brecht, Mãe Coragem – é um espetáculo que, por meio da música e do humor, permite que as pessoas pensem no velho sistema em que vivem, no qual alguns poucos levam uma vida de privilégios, enquanto a maioria sente fome. “O espetáculo nasceu de uma série de experimentos cênicos realizados pelo Grupo Galpão nos últimos meses. Eles se deram a partir de pesquisa sobre a linguagem do cabaré – que mistura música, teatro, dança – e a obra poética e musical de Bertold Brecht, o famoso diretor teatral alemão”, destaca.

A mistura de experimentos resultou em um divertido e irônico show de variedades. Os atores e atrizes encarnam figuras de um decadente cabaré, onde apresentam números de canto, dança, acrobacia e outros entretenimentos. “Todos eles misturados à plateia, que também é convidada a beber e a cantar. No entanto, ao modo das personagens de Brecht, as figuras desse cabaré são extremamente carentes, vítimas da guerra e da exploração, esquecidas ou marginalizadas, mas cheias de sonhos e pulsões de vida”, conta Vinicius.

SOBRE O GRUPO GALPÃO

Criado por cinco atores, em 1982, a partir do espetáculo “A alma boa de Setsuan”, montagem conduzida por diretores do “Teatro Livre de Munique”, da Alemanha, o Galpão se valeu dessa rica experiência para se lançar numa proposta de construção de um teatro de grupo, de pesquisa, e com raízes profundamente populares – ligada à tradição do teatro popular e de rua. Com 12 integrantes no elenco, o Grupo é formado por Antonio Edson, Arildo de Barros, Beto Franco, Chico Pelúcio, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André, Simone Ordones e Teuda Bara.

Há 40 anos, o Grupo desenvolve um teatro que alia rigor, pesquisa e busca de linguagem, com montagem de peças com grande poder de comunicação com o público. Formado por atores que trabalham e trabalharam com diferentes diretores convidados – como Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Yara de Novaes e Marcio Abreu (além dos próprios integrantes, que também já dirigiram espetáculos do Grupo) – o Galpão formou sua linguagem artística a partir desses encontros diversos, criando um teatro que dialoga com o popular e o erudito, a tradição e a contemporaneidade, o teatro de rua e o palco, o universal e o regional brasileiro.

Galpão em números

Fundação: novembro de 1982

26 espetáculos, aproximadamente 1.900.000 espectadores

100 prêmios brasileiros + de 3.000 apresentações em + de 280 cidades

Apresentações em 19 países diferentes

67 festivais internacionais

172 festivais nacionais

CABARÉ CORAGEM

ELENCO

Antonio Edson

Eduardo Moreira

Inês Peixoto

Luiz Rocha

Lydia Del Picchia

Simone Ordones

Teuda Bara

FICHA TÉCNICA

Direção: Júlio Maciel

Direção musical, arranjos e trilha sonora: Luiz Rocha

Diretor assistente: David Maurity

Cenografia e figurino: Márcio Medina

Dramaturgia: Coletiva

Supervisão de dramaturgia: Vinícius de Souza

Direção de cena e coreografia: Rafael Bacelar

Iluminação: Rodrigo Marçal

Adereços e pintura de arte: Marney Heitmann

Preparação corporal e do gesto: Fernanda Vianna

Preparação vocal: Babaya

Assistência de figurino: Paulo André e Gilma Oliveira

Assistência de cenografia: Vinícius de Andrade

Assessoria de iluminação: Marina Arthuzzi

Colaboração artística: Cida Moreira, Ernani Maletta, João Santos e Paulo André

Maquiagem e perucaria: Gabriela Dominguez

Assistente de maquiagem e perucaria: Ana Rosa Oliveira

Construção cenário: Artes Cênica Produções

Instalação de luminárias cênicas: Wellington Santos

Coordenação de Comunicação: Fernando Dornas

Assistente de comunicação: Izabella Bontempo

Assessoria de Imprensa: Polliane Eliziário (Personal Press)

Comunicação on-line: Rizoma Comunicação & Arte

Fotos: Mateus Lustosa

Registro e cobertura audiovisual: Alicate

Projeto gráfico: Filipe Lampejo e Rita Davis

Operação de luz: Rodrigo Marçal

Sonorização e operação de som: Fábio Santos

Assistente técnico: William Teles

Assistente de produção: Idylla Silmarovi

Produção Executiva: Beatriz Radicchi

Direção de Produção: Gilma Oliveira

Produção: Grupo Galpão

*Músicas Alabama Song, Moritat, Singapura e Tango dos Açougueiros Felizes a partir dos arranjos musicais de Ernani Maletta.

* Fragmento do texto "Discurso sobre Nada” de Marcio Abreu.

AGRADECIMENTOS

Andreia Mourão

Caio Bianchetti

Christina Streva

Cia Pierrot Lunar

Dersu Soares

Dra. Luciana Maia

Fundação de Educação Artística

Gabriel Lisboa

Galpão Cine Horto

Grupo Maria Cutia de Teatro

Jomar Mesquita

José Artur

Laura Del Picchia

Marcelo Alvarenga

Marcio Abreu

Marco Daniel

Maria Amália Martins

Marina Viana

Murillo Corrêa

Rogério Araújo

Rúbio Marçal

Sérgio de Carvalho

Susana Bastos

Teatro 171

GRUPO GALPÃO

ATORES

Antonio Edson - Arildo de Barros - Beto Franco - Chico Pelúcio - Eduardo Moreira - Fernanda Vianna - Inês Peixoto - Júlio Maciel - Lydia Del Picchia - Paulo André -

Simone Ordones - Teuda Bara

EQUIPE

CONSELHO EXECUTIVO

Beto Franco, Eduardo Moreira, Fernando Lara, Gilma Oliveira e Lydia Del Picchia

Gerente Executivo – Fernando Lara

Coordenadora de Produção – Gilma Oliveira

Coordenador de Comunicação – Fernando Dornas

Coordenadora Administrativa – Wanilda D'Artagnan

Coordenadora de Planejamento – Alba Martinez

Coordenador Técnico e Técnico de Luz – Rodrigo Marçal

Produtora Executiva – Beatriz Radicchi

Assistente de Comunicação - Izabella Bontempo

Assistente Financeiro – Cláudio Augusto

Assistente de Planejamento - Júlia Castro

Técnico de som - Fábio Santos

Assistente Técnico - William Telles

Serviços Gerais - Danielle Rodrigues

Comunicação on-line – Rizoma Comunicação & Arte

Assessoria de Imprensa - Polliane Eliziário (Personal Press)

Design Gráfico - Filipe Lampejo e Rita Davis

Assessor Contábil – Wellington D'Artagnan

Gestor Financeiro de Projetos – Artmanagers

Lei Federal de Incentivo à Cultura | Mantenedor: Instituto Cultural Vale | Patrocínio: Cemig | Realização: Ministério da Cultura, Governo Federal União e Reconstrução

ESTREIA NACIONAL
1º a 18 de junho de 2023
Quinta a domingo – 20h
Galpão Cine Horto
Rua Pitangui, 3.613 – Horto – Belo Horizonte (MG)
Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)
Venda antecipada: https://www.sympla.com.br/produtor/grupogalpao
Horário de funcionamento da bilheteria: Quinta a domingo, 1h antes do espetáculo.
Informações: www.grupogalpao.com.br
O espetáculo terá tradução em Libras

CABARÉ CORAGEM
Direção: Júlio Maciel
Estreia: 2023 | Duração: 90 minutos | Gênero: musical | Classificação: 16 anos

Sinopse

É mais uma noite no Cabaré Coragem! Numa atmosfera engraçada e delirante, os artistas dançam, cantam e fazem números de variedades, enquanto estranhas contradições daquele lugar vão despontando no palco.

Foto: Mateus Lustosa

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