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Fred Izak lança projeto para comemorar trajetória na publicidade e na arte, um convite para viajar para dentro
Músico e publicitário mineiro lança série de canções e registro audiovisual que celebram seus 47 anos de idade, 30 no mercado publicitário e 17 à frente do grupo Fredizak
Um momento de introspecção. Encontrar no interior a própria identidade, e falar dela de modo universal. O projeto (EU) - Uma viagem para dentro é um caminho de autoconhecimento que o músico e publicitário mineiro Fred Izak lança agora para celebrar sua trajetória na publicidade e na arte. Aos 47 anos de idade e 30 de atuação como publicitário, ele brinca com o cabalístico 17.17 - sua entrada na publicidade aos 17 anos, e outros 17 anos à frente do grupo Fredizak. A live de lançamento oficial do trabalho está marcada para o dia 30 de maio, a partir das 18h, e pode ser acessada pelo canal no YouTube do artista e também pelo www.euofilme.com.br.
É uma tríade: um filmedoc, que contém as músicas autorais e referências ao percurso de Fred Izak até hoje, um DVD com registros de um show ao vivo e videoclipes, e a série musical das nove canções propriamente ditas, compiladas em CD, o que na verdade é a divulgação das composições em todas as plataformas digitais (Youtube, Spotify, Apple Music, Deezer, Tidal e Amazon Music).
A apresentação das músicas começou com Máscaras, Casa de Chão de Estrelas, Likes e O cara, já levadas a público. Na sequência, serão lançadas Antítese (tema do minidocumentário), Vai devagar, Vaidoso, Hoje e Por que eu sou assim?. São peças que carregam no DNA musicalidade e letras sofisticadas.
Ao mesmo tempo, o trabalho inclui um poema de autoria do jornalista Geraldo Silva, amigo pessoal do artista desde a infância, que lembra a caminhada que começou em Bambuí, cidade natal de Fred Izak, até os dias atuais. "O projeto é mesmo uma viagem para dentro, uma autoanálise que permeia todas as obras, todas as músicas", diz Fred.
No filme, a grande referência é Jack Kerouac e seus “beatniks”. Trata-se de um movimento sociocultural nos anos 1950 e princípios dos anos 1960 que subscreveu um estilo de vida antimaterialista, na sequência da Segunda Guerra Mundial. "Beat" remete ao termo "beàto", ou “beate”, na tradução do italiano "abençoado" - Jack Kerouac tinha descendência italiana. "O beato é aquele que não precisa de muito para viver. Acomoda tudo o que precisa dentro de uma bolsa e vai ganhar a estrada, vai ganhar a vida", descreve Fred Izak.
É a paráfrase encontrada para o escritor encarnado no personagem central do filme, lembrando a base do trabalho de Fred Izak: a contracultura, os poetas malditos, por assim dizer.
"Beat" fazia parte do calão do submundo - o mundo dos vigaristas, toxicodependentes e pequenos ladrões, onde Kerouac procurou inspiração. “Beat” era o calão para "beaten down" ou "downtrodden", ambas expressões que podem significar oprimido, rebaixado, espezinhado, mas que, para Kerouac, tinham uma conotação espiritual.
No meio da conceituação sobre o sonho americano, nas palavras de Kerouac, "uma geração de loucos, iluminados hipsters, que fez subitamente a América ascender e avançar, seriamente a vadiar e a pedir boleia em todo o lado, esfarrapada, beatificada, bonita de uma nova forma graciosamente feia". "Beat" também faz alusão às batidas da música.
Entre as temáticas da lista musical, primeiro, a retirada das máscaras, em um mergulho espiritual (Máscaras), depois uma viagem para além das estrelas em uma canção com cara de casa de vó, sobre um lugar idílico que pode estar à beira mar ou entre montanhas (Casa de Chão de Estrelas, clipe com a presença de Lorena Chaves), e depois questionamentos e reflexões sobre os relacionamentos sociais (Likes). Em O cara, a hora é de pensar sobre as escolhas feitas na vida: sermos bons ou indiferentes, transformar os benefícios em bons frutos ou em maldição.
Em Antítese, cujo clipe virá a público junto ao minidocumentário, o autor homenageia as referências beatniks, lembradas no filme, como Kerouac, Rimbaud, Leminski, e o uivo de Allen Ginsberg. A música Vai devagar indaga a pressa diária. "De tanto correr, não pode mais parar, por isso manda beijos e não dá", provoca o artista.
Vaidoso é uma composição que trata da vaidade e chama atenção para suas nuances: "tudo é vaidade, já dizia Salomão. Vaidade em excesso é baixa estima meu irmão", diz a letra da música, que tem a participação de Bauxita.
Hoje contempla a verdadeira importância das coisas e a essência da criança. "Vamos desatar os nós das gravatas arrogantes? Vamos desabar dos saltos que elevam seu status? Vamos guardar o colar que sufoca a criança escondida em você?". Depois, a música convida: "Hoje, é pé na areia e cara no sol."
Por que eu sou assim? é uma brincadeira com a canção Por que a gente é assim?, do Barão Vermelho. O autor questiona a si mesmo, o tempo todo, e solta pérolas: "o flerte do que eu quero com aquilo que eu vejo, apenas um escravo daquilo que desejo! Todo dia é a mesma briga com meu eu adulterado, meu eu desgovernado."
Para Fred Izak, "ninguém está aqui à toa, mas por algum motivo, com alguma missão. Que possamos tirar da nossa convivência algum aprendizado", diz o artista, levantando uma discussão importante, que ganha ainda mais sentido no momento atual: repensar velhos modelos e comportamentos que não podem existir mais, e evidenciar a necessidade de um esforço conjunto na construção e transição para um mundo novo e melhor.
Foto: Divulgação
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