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Última apresentação do Rap Encena acontece neste fim de semana no Lagoa do Nado
Acontece neste fim de semana a última apresentação do Rap Encena, espetáculo que mescla o rap à arte circense.
A apresentação será realizada no domingo, 28 de maio, a partir das 14h com oficinas de beat box, circo e escrita poética e apresentação às 16h30, no CRCP (Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado - Rua Ministro Hermenegildo de Barros, 904 – Itapoã). O projeto foi apresentado anteriormente Nos Centros Culturais Urucuia e Salgado Filho. O rap Encena é formado pelo artista de rua Felipe Foca, que também é o idealizador do projeto , o multi instrumentista Rafael Fantini e os MCs Abu, Oreia e Sarah Guedes.
As vagas são limitadas (15 pessoas por oficina), e as inscrições podem ser feitas pelo telefone (31) 99682-7199 (whatsapp) ou pelo e-mail rapencena@gmail.com. A entrada é franca.
https://www.facebook.com/Rap-E
Dialogos em cena
A arte do circo, canto falado do rap e a multiplicidade da música brasileira se encontram num espetáculo inusitado, justamente pela proposta de reunir universos tão distintos, mas nem por isso “estranhos”. O circo abarca algumas das manifestações mais antigas e populares de arte, dialogando com pessoas dos mais diversos lugares. O rap, por sua vez, é uma modalidade musical tipicamente urbana, frequentemente associada á denúncia das mazelas e capaz de criar cenários verbais de toda ordem, lidando com o concreto e o abstrato como poucas outras manifestações são capazes, além de estabelecer uma relação direta com os jovens dos grandes centros. A música brasileira, por sua vez, não é “um” universo, mas sim “universos” e é deste amálgama que surge o Rap Encena. Felipe Cardoso, o Foca, é artista do circo e partiu dele a iniciativa de promover o encontro.
“Rap Encena nasce do amor pela arte de rua. Circo e Rap sempre foram duas paixões. Após um contato próximos aos mcs amigos da cidade Hot Apocalipse, Oreia, Sarah Guedes e o músico Fantini, fiz um convite a fim de somar nossas habilidades e como forma de arte e sobrevivência. Desafio complexo que após quase dois anos de experimentações, trocas, vivências e shows deu origem a este filho, depois de toda essa gestação. Muito amor arte e libedade na criação desse projeto. Resultado de União e valores comuns”, conta Foca.
Os artistas do projeto
Foca
Artista Circense há 8 anos, Felipe Cardoso mais conhecido como FOCA, também é dono e fundador da Agencia de Artistas, Foca Produção Cultural. Referência nas Artes Circenses em Minas Gerais e em seus projetos de ocupação do espaço público, foca é um artista ativista que trabalha ativamente no Movimento mineiro de circo e a (Abramala) Associação Brasileira de Malabarismo.
Atua em diversos projetos sociais de ocupação e ação urbana, tendo como especialidade a técnica do malabarismo, palhaço e arremesso de facas. Foca em sua trajetória já participou de projetos, festivais e convenções em grande parte do País, Argentina, Chile, Paraguai, e Bolívia apresentando seu trabalho artístico, sendo em Belo Horizonte referência em âmbito nacional nas artes circenses dentro do novo circo.
Oreia
Gustavo Aguiar é Mc e participante ativo da cena cultural mineira. ‘Oreia’, como é conhecido nos saraus, duelos, apresentações na rua e shows em casas noturnas, impressiona pela forma criativa e bem humorada com que apresenta suas rimas. Improvisador desde os treze anos já se apresentou em São Paulo, Brasília, Bahia e venceu batalhas do famoso Duelo de Mc’s no viaduto Santa Tereza em Belo Horizonte.
Oreia integra o coletivo Zandra Produções que além de outras atividades, realiza eventos onde se reúnem importantes artistas da cena musical independente, bandas como Absinto Muito e Dom Pepo além de mc’s como Fabrício FBC e Hot Apocalypse, com quem integra também o grupo DV Tribo, ao lado de Djonga e Clara Lima.
Sarah Guedes
Negra, cantora e compositora, Sarah Guedes tem 22 anos. Desenvolve seu trabalho autoral como MC, poetiza e mestre de cerimonia, se apresentando em eventos culturais em Belo Horizonte e região Metropolitana. Estudou no Plug Minas – Núcleo Valores de Minas experimentação artística nas áreas de teatro, dança, circo, música e artes visuais (com ênfase em dança) durante os anos de 2011 a 2013. Estreou no espetáculo “A Casca”, junto ao coletivo de dança Legítima Una, no qual fez parte durante os anos de formação no Valores de Minas, atuando como bailarina e atriz. Trabalhou como arte-educadora, por meio de monitorias de dança, em projetos sociais/educativos, como Escola Aberta, Escola Integrada e oficinas. Fez parte durante 2 anos do coletivo Rima Na Rua, onde atuava como mestre de cerimônia da Batalha de MCs semanal realizada no Shopping UAI. Atualmente desenvolve o projeto feminista Autônomas e CineGang, integra a crew Pretus A’Firma, que reafirma o processo de empoderamento e fortalecimento da cultura negra por meio do rap e compõe ao lado da Mc Bárbara Sweet a Crew feminina de rap “BCCLÔ.
Abu
Abu é rimador de BH, cria do Sarau Vira Lata e das sextas-feiras de Duelo de MC’s. Começou a cantar sua poesia em 2013, e em 2016 lançou seu primeiro trabalho, o EP “2015”. Agora em 2017 lançou seu segundo EP, em parceria com Dj Cizco, chamado “Cru”.Atualmente desenvolve parcerias com diversos beatmakers da cena belorizontina e com o selo Posse Cutz. Também realiza um trabalho de educação através do ritmo e poesia com oficinas em escolas, e participa do grupo Rap Em Cena, que promove a mistura das linguagens do circo e da música.
Rafael Fantini
Músico instrumentista conhecido no universo do rap como Fantini, ou ”caixa de som humana’, atua na pesquisa sobre criações rítmicas, utilizando ferramentas como loopstation rc-300, uma pedaleira que envolve as harmonias/melodias com a percurssão, criando assim uma atmosfera musical semelhante à de uma banda.
Basicamente os instrumentos envolvidos são, violão, didgeridoo, jaw harp e escaleta, somada à sua percurssão orgânica, conhecida como beat box. Iniciou sua jornada na música aos 10 anos e de forma auto ditada desenvolveu sua musicalidade. Oficineiro e idealizador do projeto rap experimental ”lá da favelinha” e o Hip-Hop estrela no “Espaço Comum Luiz Estrela”, Juntamente a Mc’s e cantores de Belo Horizonte, faz parte do cenário do rap e da musica independente de Belo Horizonte
Este projeto é realizado com recurso da lei municipal de incentivo a cultura de Belo Horizonte. Fundação Municipal de cultura.
Foto: Divulgação
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