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Djalma e Gabito atacam novamente!
A parceria entre o cineasta Gabriel Martins e o Djalma Não Entende de Política, que rendeu o polêmico clip de A DP da DP (2015), é reeditada em 2018 para trazer ao mundo o mais novo e libidinoso produto audiovisual do Brasil pós-golpe: O Sol Não Dá Ré.
A terceira faixa do disco Apesar da Crise (2016), ganha agora um clip que será exibido pela primeira vez no show que o Djalma fará na Benfeitoria, em Belo Horizonte, no sábado, 26 de maio. Composta por André Albernaz e Terêncio de Oliveira, a canção é fruto de um processo tropicalista de sobreposições de ideias divergentes, como explica André, tecladista do Djalma: “Eu estava na saudosa fila de distribuição de jacas, no Parque Municipal, quando a melodia da música veio me ocorrendo, do nada. Chegando em casa terminei a harmonia no violão, gravei e mandei pro Terêncio fazer a letra com o título de Rock da Jaca. Ele desvirtuou tudo”. Em meados de 2015 começavam a ganhar notoriedade em todo o mundo os movimentos obscurantistas que afirmavam que a Terra é plana. Cioso do dever político e contestador da arte, o baixista do Djalma, Terêncio de Oliveira, usou a canção como uma resposta aos reacionários cósmicos e daí o nome definitivo da música, O Sol Não Dá Ré: “O André queria fazer um roquezinho alienado sobre jacas, típico da Jovem Guarda, que é a principal influência dele. Isso num momento de plena ascensão das forças mais retrógradas da sociedade, num momento em que o heliocentrismo e todas as conquistas sociais dos últimos 15 anos precisavam ser defendidas!”
O cineasta Gabriel Martins, de filmes como Nada (2017) e Rapsódia para o Homem Negro (2015), foi a escolha natural para o projeto, desenvolvido a partir de uma técnica cinematográfica vanguardista, como ele explica: “o clip de O Sol Não Dá Ré foi feito, assim como parece ter sido feita a letra, seguindo um metódo completamente aleatório e preguiçoso de digitar no google "como fazer um clipe engraçadinho com uma pitada de comentário social". Todos os filmes dele foram feitos com técnicas parecidas. Nós pegamos diversas imagens, demos um nome para cada uma, escrevemos em papeis pequenos e colocamos dentro de uma caixa. Daí fomos retirando cada uma e na ordem em que apareciam foram sendo colocadas no clip, plano por plano. A única exceção é o Dimitri que aparece em homenagem à Copa do Mundo na Rússia”.
No show do dia 26, marcado para a hora do pôr do sol, o Djalma Não Entende de Política promete, além da exibição do clip de O Sol Não Dá Ré, novidades no repertório com a estreia de três novas músicas da banda: Falo, com letra de Carol Abreu, e Nos Idos de 1996, letra de Terêncio de Oliveira, ambas com música de André Albernaz, e Seca, de Carlos Bolívia.
Djalma não entende de política
Nos bailes da vida desde 2011, a banda é a fundadora do gênero hard samba progressivo pós-Wagneriano. Em 2014, o Djalma lançou seu primeiro registro fonográfico, o EP da DP, com cinco faixas. No ano de 2015, a faixa que deu nome ao EP ganhou clipe, com a direção do premiado cineasta Gabriel Martins.
O álbum “Apesar da crise” foi lançado em 2016 graças à mobilização de mais de duzentas pessoas em uma campanha de financiamento coletivo. Em uma mistura de ritmos e experimentações, o disco consolida três anos de trabalho da banda, em composições de samba, cumbia, frevo, rock e boas doses de deboche e crítica.
Foto: Daniel Iglesias
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