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“Viola de Feira” - BH
Mostra o universo da Viola Caipira Pereira da Viola convida Nádia Campos 27 de maio às 11hs no Centro Cultural Padre Eustáquio
O projeto “Viola de Feira”, uma produção da Picuá Produções Artísticas, dá sequência à sua 4ª edição com show “Pereira da Viola convida Nádia Campos, no domingo, 27 de maio às 11h, no Centro Cultural Padre Eustáquio, com acesso gratuito.
Viola de Feira pretende fomentar e difundir a viola caipira, realizando shows mensais no Centro Cultural Padre Eustáquio, no último domingo do mês sempre às 11h. Localizada em um ponto estratégico que atende toda a região noroeste, anexo ao Centro Cultural se encontra a Feira Coberta, um tradicional ponto de encontro dos belo-horizontinos, uma ótima oportunidade para os feirantes e o público que está em compras ter contato com a verdadeira cultura de raiz. Este projeto é realizado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. Projeto nº 288/2015 e patrocínio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais - BDMG e Impacto Conservação e Limpeza Ltda, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
O público será presenteado com um repertório variado, com canções autorais e peças da cultura popular brasileira. Este projeto possibilita, sem dúvida, um leque de opções, de encontros e trocas culturais, jogando um facho de luz sobre a cultura brasileira. Para que a arte de pintar também faça parte do Viola de Feira, o cenário dos espetáculos foi pintado pela artista plástica Marina Jardim durante a primeira edição do projeto no dia 25 de fevereiro de 2018.
Pereira da Viola
No palco, uma viola Rio Abaixo, outra viola em cebolão, um violão tradicional e duas vozes. Este é o cenário da cantoria que Pereira da Viola, acompanhado pelo irmão Dito Rodrigues (voz e violão) prepara especialmente para o Viola de Feira contando ainda com a convidada dessa edição, Nádia Campos.
Cantor, compositor e violeiro, Pereira da Viola é um destes raros exemplares de músicos ligados à sua origem, que conservam ao longo de sua carreira as características marcantes de sua história pessoal, da terra onde cresceu, de sua gente e de seu aprendizado musical. Nascido na Comunidade Quilombola de São Julião – município de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, em Minas Gerais, Pereira é filho de foliões: João Preto (sanfoneiro) e Mãe Augusta (cantadeira de Folia de Reis e de todo tipo de cantigas de roda, batuques e brincadeiras). Ainda criança, Pereira da Viola acordava à noite ao som das folias que visitavam sua casa trazendo violas, sanfonas, caixas de folia e muita cantoria. Neste ambiente sonoro, fez-se a base de sua musicalidade – permeada pela ampla leitura da riqueza poética, melódica e da diversidade rítmica da música de raiz e da cultura popular.
Ainda jovem, aproximou-se de movimentos sociais e pôde ampliar seus horizontes culturais, o que acabou por culminar no desenvolvimento de sua habilidade ao violão e, mais tarde, no instrumento que veio lhe consagrar como grande representante das artes do Brasil e de Minas Gerais – a viola. Nessa época, desenvolveu também sua veia poética e a capacidade de retratar, como compositor, o universo rural do qual fazia parte, com a visão entremeada pela influência de suas origens caipira, negra e indígena. Por isso, tornou-se, em pouco tempo, a partir do final da década de 90, um dos mais aclamados representantes do universo rural brasileiro, reconhecido por grandes gênios da música brasileira, agraciado pelo público e pela crítica.
Com 7 CDs autorais - Terra Boa (1993), Tawaraná (1996), Viola Cósmica (1998), Viola Ética (2001), Akpalô (2007), Pote (2011, com Wilson Dias e João Evangelista Rodrigues) e Novos Caminhos (2018) - Pereira da Viola também participou de relevantes trabalhos coletivos, festejados pelos amantes da música de viola brasileira, dentre eles “Violeiros do Brasil”, “Viva Viola”, “Viola Brasileira em Concerto”, “Carnaviola” e “Pote” – alguns deles renderam livro, CDs e DVDs. Em 2016, lançou seu primeiro DVD solo “Incelente Maravia – 20 Anos”.
Todo esse trabalho é realizado, em sua maioria, em praças públicas, abrangendo a variedade de público, culturas e harmonizando todos e todas com sua música e alegria. Pereira da Viola, embora seja um artista ligado essencialmente à cultura mineira, à sua raiz no interior, quilombola e rural é também um instrumentista universal. Ele é capaz de tirar da viola (instrumento de origem europeia), uma inusitada versão de Carmina Burana, por exemplo, sem perder a qualidade e o batido típico aprendido junto a seus mestres das Folias de Reis. A mescla de composições próprias e músicas da tradição oral gera um show extremamente alegre e divertido. Um show interativo, vibrante e que valoriza, além da preciosa viola, a potente voz e a simpatia deste que é um dos maiores violeiros do Brasil. Com carreira internacional, já se apresentou na Venezuela, Espanha, Portugal, Alemanha e Inglaterra.
Nádia Campos
Nesta apresentação, Nádia Campos tocará sua viola e canta acompanhada do violonista Guilherme Melo. Ela faz uma passeio por ritmos tradicionais brasileiros como modas, congadas, folia, um fado de sua autoria e ainda experimentações com ritmos latinos tocados na viola.
Nádia Campos canta desde os seis anos, um canto sem fronteiras em consequência do seu espírito andarilho. Nasceu em Minas Gerais. Ama a natureza e canta a luta pela sobrevivência do que é puro e essencial. O gosto pelo simples e pelas culturas tradicionais levou-a a enveredar-se pelos caminhos das raízes brasileiras e latino americanas. Aos nove anos de idade, participou da gravação do disco “Enrola Bola” do músico Rubinho do Vale. Participou de festivais estudantis, de encontros de música. Estudou na Fundação de Educação Artística em Belo Horizonte com o professor Gládio Pérez González. Participou da gravação e do lançamento do CD “Andejo” de Joaci Ornelas e do CD “Cantilenas de Jardim” de Fernando Guimarães. Gravou no disco “Jardim de Todos” poemas musicados de Carlos Rodrigues Brandão.
Participou da gravação do disco Umumakaia, “Espírito do Vento” de Sotero Sol. Acompanhou e registrou congadas, marujadas, batuques, cantadores e cantadeiras em Minas Gerais. Realizou oficinas e apresentações para mais de 500 crianças no país. Percorreu a Argentina e o Chile em 2007, 2008 e 2009, pesquisando ritmos, cantos, instrumentos e tradições. Em 2008, gravou seu primeiro disco “Por que Cantamos”, inspirado no poema do poeta uruguaio Mario Benedetti, com participação do menestrel Décio Marques e do Maestro Chico Moreira. Participou do Encontro Vozes de Mestres em Ouro Branco em 2009, se apresentando junto com os mestres Décio Marques e João Bá. No mesmo ano, participou do Encontro Nacional de Violeiros e Violeiras do MST em Ribeirão Preto. Se apresentou em Santiago do Chile em 2010. Em 2012, participou do show ”Arreuni” no Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros ao lado de outros cantadores e violeiros, em homenagem a Dércio Marques. Elaborou e apresentou no cineteatro Glória da Colônia Santa Isabel um Auto de Natal com 40 jovens e crianças do projeto INCAS em Betim. Participou junto com Déa Trancoso e Paula Piu no projeto “Mulheres que Dizem o Som”. Se apresentou também no Encontro dos Povos do Espinhaço de 2013. Participou de gravações e composições do disco “João Bá 80 anos” de seu mestre e parceiro João Bá que também dirigiu seu segundo disco independente “Cantigas de Beira Rio”. Em 2014, participou do Projeto Arreuní em Campinas, do Sarau filosófico PUC Minas Betim com o grupo Caviúna, do Encontro dos Povos do Cerrado em Brasília, do Circuito Dando em 6 cidades do Rio Grande do Sul. Atualmente, é anfitriã do Projeto Dando, Circuito de Música Décio Marques em Betim, Minas Gerais.
Foto: Gusta Santana
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