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Curadora de Inhotim, Julieta González é a próxima convidada do Bolsa Pampulha
Programa de residência artística do Museu de Arte da Pampulha (MAP) promove palestra com entrada gratuita no Museu da Moda (MUMO)
A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Viaduto das Artes, dá continuidade à programação de atividades presenciais e abertas ao público que integram a 8ª edição do Bolsa Pampulha, iniciativa do Museu de Arte da Pampulha (MAP). Ao longo do programa de residências artísticas do MAP, várias palestras, mesas redondas e encontros com artistas estão sendo realizadas, de forma a incentivar e instigar a produção artística local. O próximo evento recebe a curadora e diretora artística do Instituto Inhotim, Julieta González. O encontro ocorre no dia 23 de maio, às 19h, no Museu da Moda (MUMO), com entrada gratuita. Outras informações podem ser encontradas no site pbh.gov.br/bolsapampulha.
O encontro
Uma das características marcantes do Bolsa Pampulha é seu caráter formativo, por isso a convidada desta edição é Julieta González, atual curadora e diretora artística do Instituto Inhotim, um dos maiores museus a céu aberto do mundo e expoente internacional no cenário da arte contemporânea. Na oportunidade, Julieta irá compartilhar sua experiência no Inhotim, planos futuros para o museu, além de falar sobre importantes projetos curatoriais por ela desenvolvidos em museus, como Tate Modern, Museu Tamayo e MASP.
Julieta González é curadora e pesquisadora que trabalha na intersecção da antropologia, cibernética, arquitetura, ecologia, ambiente construído e artes visuais. Ocupou cargos de curadoria na Tate Modern, Museo Tamayo, Museu de Arte de São Paulo (MASP), The Bronx Museum, Museo de Bellas Artes de Caracas, entre outros, e atualmente é Diretora Artística do Instituto Inhotim. Ela organizou e co-organizou mais de 60 exposições, incluindo pesquisas com os artistas Juan Downey, Jaime Davidovich, Franz Erhard Walther, Stephen Willats, Rita McBride, Jac Leirner, Gego, Lina Bo Bardi e Francisco Brennand, bem como vários grupos de pesquisa exposições, entre as quais Memórias do Subdesenvolvimento, que pesquisaram as primeiras instâncias da estética decolonial na América Latina. Julieta estudou arquitetura em Caracas e em Paris entre 1986 e 1993. Possui mestrado em Estudos Culturais e Teoria Crítica pela Goldsmiths, University of London (2013), e foi fellow em estudos de curadoria no programa Helena Rubinstein, do The Whitney Museum.
Sobre o Bolsa Pampulha
Uma das mais importantes iniciativas que envolvem residência artística e estímulo à produção de artes visuais no cenário brasileiro, o Bolsa Pampulha apresentou novidades nesta edição. Entre elas, ampliou sua atuação e abarcou os segmentos de design, arquitetura e arte-educação, além de artes visuais, o que aumentou o número de bolsas, que foram de 10 para 16 selecionados. Também criou um recorte territorial, de forma a atender exclusivamente artistas, designers, arquitetos, educadores, entre outros, residentes em Belo Horizonte ou na região metropolitana da capital mineira, integrando os esforços da Prefeitura em apoiar o setor cultural da cidade que foi fortemente impactado pela pandemia de covid-19. O programa é uma realização do Museu de Arte da Pampulha - MAP.
Museu de Arte da Pampulha
Inaugurado em 1957, o Museu de Arte da Pampulha (MAP), desde sua fundação, exerce um relevante papel na formação, desenvolvimento e consolidação do ambiente artístico e cultural da cidade de Belo Horizonte. Seu acervo conta com importantes obras e documentos que permitem revisitar a história da arte moderna e contemporânea brasileira, com especial destaque para o seu edifício-sede. O prédio, projetado por Oscar Niemeyer na década de 1940, é uma referência icônica para a arquitetura moderna brasileira e dos mais representativos cartões-postais de Belo Horizonte. Desde 2016, o Conjunto Moderno da Pampulha é reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Viaduto das Artes
O Viaduto das Artes é um equipamento cultural e multidisciplinar instalado no Barreiro, região periférica de Belo Horizonte. Conta com galeria de arte, biblioteca, ateliês, jardim de esculturas, espaços formativos e expositivos instalados no baixio de um viaduto. Com área aproximada de 1.000 m², o local mantém diálogo cotidiano com a comunidade ao redor, e trabalha em prol do impacto cultural, educacional e social naquele território. A região, que engloba mais de 300 mil habitantes, exibe um cenário de tensões sociais e econômicas comuns à periferia de qualquer grande cidade brasileira. O equipamento cultural cumpre um raro papel de aproximação e transformação junto a essa vizinhança. O Viaduto das Artes foi selecionado como Organização da Sociedade Civil (OSC) para realizar a edição atual do Bolsa Pampulha.
SERVIÇO: Bolsa Pampulha - Diálogos Museu de Arte da Pampulha
23 de maio, às 19h
Palestra com Julieta González
Museu da Moda (MUMO): Rua da Bahia, 1149, Centro, Belo Horizonte.
Entrada gratuita
Foto: Divulgação
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