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Gestão de riscos no ambiente cooperativo como estratégia para alcançar resultados positivos e permanentes

A ISO 31000 define gestão de risco como conjunto de ações estratégicas para identificar, administrar, conduzir e prevenir os riscos ligados a uma determinada atividade, com a função de viabilizar o desenvolvimento de iniciativas que permitam às empresas atravessar momentos de crise com menos impacto em seus recursos.  O Guia de Gestão de Riscos em Planos de Saúde de Autogestão, elaborado pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência (Abrapp) em 2015, divide o tema para as organizações de saúde em Riscos Internos e Externos. Os internos envolvem fatores como gestão, operação, atuação no mercado e recursos humanos. Já os externos congregam fatores que estão fora do controle das organizações, como economia, regulamentações e o exemplo mais atual, pandemias e os riscos jurídicos e econômicos, relacionados ainda às alterações na legislação, prática recorrente durante a pandemia. Para lidar com esse emaranhado de informações é importante que as cooperativas desenvolvam práticas que permitam identificar, analisar, mensurar, tratar e monitorar os riscos aos quais estão expostas. Dessa forma, o correto tratamento aos riscos pode melhorar a governança, alavancar a confiança das partes interessadas e estabelecer uma base confiável para a tomada de decisão e planejamento na cooperativa.

De acordo com o art. 10º da RN 443, as cooperativas precisam adequar as práticas e estruturas da gestão de riscos ao controle interno da operadora, de forma a possibilitar o seu aperfeiçoamento e monitoramento contínuo. As cooperativas operadoras de planos de assistência à saúde devem, obrigatoriamente, controlar os seguintes riscos: legal – não cumprimento de leis, regras, ou falta de embasamento legal para suas operações, tornando-se vulnerável a litígios; de crédito – incerteza de recebimento das operações; subscrição – variação em taxas de juros, câmbio, inflação e comportamentos de mercado dado à incerteza de ativos e passivos; mercado – situação econômica adversa onde não é possível estimar com segurança provisões técnicas, precificações; e operacional – falhas em procedimentos internos, pessoas, e sistemas que comprometa a estrutura organizacional e operações. De acordo com o presidente da Unimed Circuito das Águas, de São Lourenço, Dr. Musse José Matuck, a gestão de riscos permite a definição antecipada das ações e decisões a serem tomadas em caso de ocorrência de eventos fora do esperado. “Nossa gestão de riscos apontou pela necessidade de instauração do Comitê de Crises, que avalia sistematicamente o cenário e toma decisões tempestivas e dinâmicas para conter ou minimizar os impactos da crise nos nossos resultados”, esclareceu Matuck. Segundo ele, a gestão de riscos facilita a tomada de decisão, especialmente se o escopo da gestão estiver bem definido. Para implementar um bom sistema de gestão de risco, o presidente orienta sobre a necessidade de ter clareza dos riscos estratégicos e operacionais, e maturidade para especificar os riscos positivos e negativos, bem como condições de dimensionar o grau de exposição a esses riscos. Ele finaliza confirmando que é preciso organizar os processos da cooperativa de modo a ter uma compreensão clara da relevância e integração com os resultados e com outros processos e envolver toda a cooperativa e desenvolver equipe responsável pelo gerenciamento de riscos.

Foto: Divulgação

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