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Grupo Corpolítico estreia espetáculo Barravento, que tem o funk como protagonista

Inspirado nos ritmos africanos, Barravento remonta a origem do funk apresentando um diálogo entre dança, música e história. A estreia será no sábado (19/05), às 20h, no Teatro Francisco Nunes

Com uma narrativa musical composta por dança contemporânea e releituras dos movimentos Soul e Passinho de BH, o grupo Corpolitico apresenta o espetáculo Barravento que traz uma linha cronológica das sonoridades afro brasileiras até chegar ao funk nacional da atualidade, enfatizando suas raízes nos ritmos do candomblé, Barravento e o Congo de Ouro. A estreia de Barravento será no sábado (19/05), às 20h, no Teatro Francisco Nunes. Antes disso, diferentes espaços culturais receberão uma prévia com recortes do espetáculo: no sábado (13/05), às 20h, no Centro Cultural Venda Nova; na quinta-feira (17/05), às 19h, no Viaduto das Artes, e na sexta-feira (18/05), às 14h no Parque Lagoa do Nado. A entrada é gratuita.

Barravento surgiu da proposta do evento Ocupar Espaços em 2019, realizado no Centro de Referência das Juventudes (CRJ). A convite da ONG Oficina de Imagens, o grupo CorpolItico traçou um diálogo entre dança e tecnologias experimentais de iluminação, tendo o funk como tema central, com o intuito de trazer protagonismo às emergentes manifestações das juventudes. “O espetáculo Barravento vem pra ser algo divertido, pra quem dança e pra quem assiste, e principalmente dar protagonismo a diversidade de corpos, ritmos, expressões, vistas a margem muitas vezes, e de forma muito séria propomos a despretensão. A cena artística precisa entender que o público se sente distante, e pouco representado, a juventude se interessa por aquilo que está próximo e essa foi a maior inspiração para a criação do espetáculo: algo que despertasse o interesse dos jovens que ocupam o Centro de Referência de Juventudes”, explica um dos diretores artísticos, Leonardo Molina.

Com nove bailarinos em cena, Barravento remonta a um percurso transatlântico dos ritmos e gestos, trazidos do povo Bantu, Malê, Yoruba, Nagô. Inspirado nos ritmos do candomblé que originou o funk como é conhecido hoje, os bailarinos mergulham em sonoridades, demonstrando profundo respeito à natureza, aos ancestrais, e à infinita possibilidade das juventudes. A produção faz uma linha abstrata homenageando culturas periféricas e dando palco às singularidades emergentes. O projeto é realizado pelo Edital Lmic 2020 – Fundo Municipal de Cultura.

“Além das sonoridades africanas, também referenciamos o espetáculo no filme Barravento, do diretor Glauber Rocha, que conta o romance de um pescador que recebe a benção da Iemanjá para navegar nos mares com a tripulação e garantir alimentação e renda da população local. O pescador abençoado não pode se relacionar com outras pessoas, senão perde a bênção e se torna vulnerável aos males que podem ocorrer quando em alto-mar. O pescador cai em tentação e se relaciona carnalmente com uma moradora local, perdendo a benção e trazendo vulnerabilidade para toda vila”, explica Rudson Rocha, um dos diretores artísticos da montagem.

Serviço: Espetáculo Barravento
13/05 às 20h00: Apresentação poket Centro Cultural Venda Nova
R. José Ferreira dos Santos, 184 - Jardim dos Comerciários BH/MG 31640-060

17/05 às 19h00: Apresentação poket Viaduto das Artes
Av. Olinto Meireles, 45 – Barreiro BH/MG 30640-010

18/05 às 14h00: Apresentação poket Parque Lagoa do Nado
R. Min. Hermenegildo de Barros, 904 – Itapoã BH/MG 31710-230

19/05 às 20h00: ESTREIA CHICO NUNES
Av. Afonso Pena, 1321 - Centro, BH - MG, 30130-002

ENTRADA GRATUITA

Ficha técnica

Coordenação e produção geral: Juliana Cancio
Coreografias e direção artística: Leonardo Molina e Rudson Rocha
Elenco: Ana Teixeira, Catarina Siqueira, Huderson Rodrigues, John Silva, Juliana Cancio, Nana Amendola, Nayara Aurora, Phelippe Mor e Vitoria Mikaely
Trilha Sonora: Eduardo Amendoeira e Leonardo Molina
Participação especial trilha sonora funk: Igu Bantu
Pesquisa: Leonardo Molina e Rudson Rocha
Concepção de Figurinos: Leonardo Molina e Rudson Rocha
Figurinistas: Vivi Reis e Gil Gomes
Cenografia: Carolina Gomes
Luz: Sarah Kacowicz
Designer gráfico: Roberta Monteiro
Audiovisual e fotografia: Gilberto Goulart
Assessoria de comunicação: Luz Comunicação - Jozane Faleiro
Social Media: Jéssica Sotero
Produção executiva: Sartre
Assistência de Produção: Jéssica Sotero e Vitoria Mikaely
Ensaiadoras: Juliana Cancio e Nana Amendola
Contrarregra: Lívia Lopes
Coordenação artística do Corpol!tico: Juliana Cancio, Leonardo Molina e Rudson Rocha

Foto: Divulgação

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