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Filarmônica de Minas Gerais mostra a força dos tímpanos no solo de Hilvic González, músico da Orquestra, nos dias 18 e 19 de maio

Com regência do maestro associado José Soares, Orquestra interpreta obras de Russel Peterson, Florence Prince e Richard Wagner

Nos dias 18 e 19 de maio, às 20h30, na Sala Minas Gerais, o Principal Timpanista da Filarmônica de Minas Gerais, Hilvic González, interpreta o Concerto para tímpanos e orquestra, de Russel Peterson. A Orquestra apresenta, ainda, a obra Andante moderato para cordas, da compositora afro-americana Florence Price, e encerra o programa com toda a força e energia de trechos de duas óperas de Richard Wagner: Os mestres cantores de Nuremberg: Três excertos do 3º Ato e Tannhäuser: Abertura e Música de Venusberg. A regência é do maestro associado da Filarmônica, José Soares. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais.

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e Itaú, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio: Circuito Liberdade. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo de Minas Gerais, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Maestro José Soares, regente associado da Filarmônica de Minas Gerais

Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2022, tendo sido seu Regente Assistente nas duas temporadas anteriores.

Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio, edição 2021 (Tokyo International Music Competition for Conducting). José Soares recebeu também o prêmio do público na mesma competição.

Iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Claudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop.

Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho desse mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia.

Ao final de 2021, recebeu o prêmio da crítica na categoria ‘Jovem Talento’ da Revista Concerto. No ano de 2022, regeu as Orquestras Sinfônicas NHK de Tóquio e MÁV Symphonie Orchester em Budapeste.

Em 2023, faz sua estreia como convidado da Osesp, New Japan Philharmonic, Orquestra Sinfônica de Hiroshima e Orquestra Filarmônica de Nagoya, no Japão.

Hilvic González, tímpanos

Hilvic González nasceu em Caracas, Venezuela, e iniciou sua trajetória musical no Conservatório de Música Simón Bolívar, sob a orientação dos professores Yvan Hernández, Ricardo Alvarado, Jaider Arteaga e Ramón Granda. De 2007 a 2017, sob a regência de Christian Vásquez, foi chefe de naipe da Orquestra Teresa Carreño; em seguida, integrou a Orquestra Sinfônica Simón Bolívar, sob a regência de Gustavo Dudamel. Tocou em grandes festivais, como o Beethovenfest em Bonn e o Festival de Salzburgo, e em importantes salas de concerto, como a Philharmonie de Berlim, Concertgebouw de Amsterdã, Konzerthus de Viena, NCPA de Pequim e Teatro Mariinsky em São Petersburgo. Trabalhou com regentes como Claudio Abbado, Simon Rattle e Rafael Frühbeck de Burgos, e com solistas como Gil Shaham, Ray Chen e Jean-Yves Thibaudet. Hilvic participou da 49ª edição do Festival de Campos de Jordão e fez parte do Tour México 2019 da Orquestra das Américas. Desde 2021, é Principal Timpanista da Filarmônica. Atualmente, é artista da renomada marca alemã de tímpanos Hardtke, sendo o mais jovem desta seleção.

Repertório

Florence Prince (Little Rock, Estados Unidos, 1887 – Chicago, Estados Unidos, 1953) e a obra Andante moderato para cordas (1929)

Florence Price foi a primeira mulher afro-estadunidense a ganhar amplo reconhecimento como compositora sinfônica. O Andante moderato é o segundo movimento de seu primeiro quarteto de cordas, escrito em Sol maior. A peça tem como característica distintiva a seção intermediária, que é lúdica e exótica. Foi concebida em 1929, dois anos após a mudança da compositora de Little Rock, seu lugar de origem, para Chicago. A decisão pela nova cidade acompanhava o movimento de milhares de pessoas negras decididas a fugir dos horrores vividos no sul do país. Price ainda enfrentaria muitas dificuldades nos anos seguintes em razão da discriminação racial até ter uma obra escolhida por Frederick Stock, diretor musical da Orquestra Sinfônica de Chicago, para ser executada na Feira Mundial de 1933. Foi a primeira grande apresentação feita por uma das maiores orquestras dos Estados Unidos de uma sinfonia criada por uma compositora negra. Parte da produção de Price ainda permanece inédita, e sua linguagem musical esbanja uma rica mistura da herança cultural afro com estruturas, técnicas e harmonias clássicas.

Russell Peterson (Omaha, Estados Unidos, 1969) e a obra Concerto para tímpanos e orquestra (2002)

A maior parte da produção artística do norte-americano Russell Peterson gira em torno de seu instrumento de preferência: o saxofone. Fluente tanto na linguagem clássica como no jazz, Peterson se apresenta regularmente como solista à frente de orquestras importantes nos Estados Unidos e na Europa, além de atuar como fagotista e professor universitário. Como compositor, sua obra tem se destacado pelas peças para câmara e por concertos e sonatas menos usuais, com especial atenção ao saxofone alto. O Concerto para tímpanos e orquestra foi comissionado pela Sinfônica de Fargo-Moorhead (Minnesota-EUA), na qual Peterson atua como fagotista principal. A obra foi estreada em 2002 com seu colega David Eyler como solista. Ao longo de três movimentos, as possibilidades dos tímpanos são exploradas em um idioma tonal eclético, com influências que passam por Ravel, Shostakovich, música armênia e ritmos africanos. O saxofone também desempenha um papel importante no Concerto, aparecendo de maneira etérea e instigante, mas os momentos mais impressionantes são aqueles em que os tímpanos emergem em toda sua potência estrondosa.

Richard Wagner (Leipzig, Alemanha, 1813 – Veneza, Itália, 1883) e a obra Os mestres cantores de Nuremberg: Três excertos do 3º Ato (1861/1862)

Os mestres cantores de Nuremberg é uma das últimas óperas compostas por Wagner, e a única cômica. Embora os primeiros esboços sejam de 1845, Wagner só iniciou a confecção do libreto em 1861. No ano seguinte, deu início à composição da música, que só seria finalizada em 1867, após um período turbulento de sua vida. Em Os mestres cantores, encontramos um Wagner menos preocupado em construir com grandiloquência o futuro e mais engajado em posicionar a sua linguagem musical numa tradição alemã da qual ele mesmo é herdeiro. Talvez por isso esta seja uma de suas óperas mais populares e mais interpretadas atualmente, sendo a sua Abertura uma obra de referência no repertório sinfônico universal. Igualmente importantes são alguns excertos do terceiro e último ato: a “Introdução”, a “Dança dos aprendizes” e a “Procissão dos mestres cantores”. Chega a ser desconcertante observar nesses trechos (como também no todo da ópera) certa “leveza” que, principalmente se comparados a outros monumentos da obra wagneriana, parecem destoar da proposição de drama musical que o próprio compositor construiu e advogou. O que deve ser considerado, porém, é que se trata de um Wagner já maduro, preocupado em sintetizar seu próprio passado musical e sua própria herança cultural, o que não deixa de ser um grande argumento para anunciar ou construir o futuro.

Richard Wagner (Leipzig, Alemanha, 1813 – Veneza, Itália, 1883) e a obra Tannhäuser: Abertura e música de Venusberg (1845/1861)

Desde sua estreia em Dresden, em 19 de outubro de 1845, a ópera Tannhäuser foi recebida com incompreensão, uma vez que nenhum dos atores – especialmente o personagem principal – estava à altura das demandas da partitura. Se hoje Tannhäuser é vista como uma das mais desafiadoras e recompensadoras funções para um tenor, tal status só foi possível graças às significativas revisões feitas por Wagner no trabalho. Entretanto, os diários de Cosima Wagner revelam a permanente insatisfação de seu marido com o projeto. Semanas antes de sua morte, ele teria dito que “ainda devia ao mundo um Tannhäuser”. Tal desagrado é reforçado pelas constantes revisões feitas pelo próprio Wagner na versão inicial, sendo a principal delas a apresentada em Paris em 1861. Em todas, porém, a dualidade central entre sensualidade e espiritualidade que atormenta o trovador que dá nome à obra se mantém. A famosa Abertura contém alguns dos principais temas da ópera, cujo enredo mistura as lendas germânicas de Tannhäuser e do torneio de canto de Wartburg, datadas do século XIII. A Música de Venusberg, escrita para a versão parisiense, representa o clima idílico e sedutoramente profano da montanha de Vênus, que, nesse caso, não se trata da deusa grega, mas de uma Vênus medieval, mais próxima do inferno que do Olimpo.

Serviço: Filarmônica de Minas Gerais

Série Presto
18 de maio – 20h30
Sala Minas Gerais

Série Veloce
19 de maio – 20h30
Sala Minas Gerais

José Soares, regente

Hilvic González, tímpanos

PRICE Andante moderato para cordas

P. PETERSON Concerto para tímpanos e orquestra

WAGNER Os mestres cantores de Nuremberg: Três excertos do 3º Ato

WAGNER Tannhäuser: Abertura e Música de Venusberg

INGRESSOS:

R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 70 (Balcão Palco), R$ 90 (Balcão Lateral), R$ 120 (Plateia Central), R$ 155 (Balcão Principal) e R$ 175 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa

Pix

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.

O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.

A Orquestra possui 10 álbuns gravados, entre eles três que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 80 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Os números da Filarmônica (2008 a dezembro/2022)

1.408.367 espectadores

1.118 concertos realizados

1.228 obras interpretadas

118 concertos em turnês estaduais

39 concertos em turnês nacionais

9 concertos em turnê internacional

606 notas de programa publicadas no site

225 webfilmes publicados (20 com audiodescrição)

1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral

4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica

10 CDs lançados

1 Indicação ao Grammy Latino 2020 (CD Almeida Prado – Obras para piano e orquestra – Categoria de Melhor Álbum Clássico)

Foto: Vinícius Correia_

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