Notícias
Dudude lança o livro “ela sentou na cadeira” No galpão cine horto, 25 de maio (sábado)
O evento de lançamento integra a programação da Mostra Dudude 50 – trajetória singular que segue até junho com residência artística e apresentação de três trabalhos solo da artista, em comemoração às cinco décadas de trajetória
Conjunto de textos sobre improvisação, poemas, notas, reflexões estão reunidos em “Ela sentou na cadeira”, livro escrito pela improvisadora e artista de dança Dudude, que será lançado em comemoração aos seus 50 anos de trajetória, no dia 25 de maio, sábado, às 21h, no Galpão Cine Horto. O evento de lançamento tem entrada gratuita e acontecerá logo após apresentação do espetáculo “A Projetista”. Os exemplares estarão à venda no local a R$30. Categoria: poesia e dança. Número de páginas: 184. Coordenação editorial: Luciana Tanure. Posfácio: Marcelo Kraiser e Camila Diniz Ferreira. Foto de capa: Guto Muniz. O espetáculo solo A Projetista, que fala sobre o artista-projetista como sintoma contemporâneo da década de 1990, cumpre temporada nos dias 24, 25 e 26 de maio, sexta e sábado, às 20h, e domingo, 19h, no Galpão Cine Horto (Rua: Pitangui, 3.613 - Horto). Ingressos a R$20 e R$10 pelo sympla ou na bilheteria do teatro. Classificação indicativa: 12 anos. Duração: 60 minutos. Gênero: dança contemporânea. Mais informações para o público: 31 3481 5580 ou nas redes sociais da artista: @coisasdedudude. Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.
O LIVRO Ela sentou na cadeira – lançamento
Há alguns anos e de forma espontânea, a escrita se tornou um meio de expressão para a improvisadora e artista de dança Dudude. “Já há algum tempo tenho no movimento deslizante da caneta no papel um lugar de refúgio; Certamente não sou escritora, mas sou uma escrevedora ávida de tocar o outro em sua sensibilidade, desejosa de sermos e termos uma percepção alargada do que possa significar o viver junto. Desejosa também que avancemos em questões ambientais que dizem respeito ao caminhar da humanidade que olha e age no sentido do amor pelo planeta e todas as suas vicissitudes”, defende Dudude.
“Numa escrita livre, Dudude promove, de forma muito natural, a aproximação entre a literatura, a poesia e a dança em Ela sentou na cadeira”, explica a coordenadora editorial da obra, Luciana Tanure. Segundo Tanure, Dudude traz um pouco da filosofia e do olhar dududianos sobre o mundo e o existir: “é um lugar singular como escrevedora, como ela mesma se autodenomina, e também um lugar como leitora, suas referências literárias, musicais e filosóficas numa narrativa fluida e poética, que não obedece a formatos”, acrescenta.
Para o escritor e jornalista João Saldanha, “Dudude é uma referência ativa da dança brasileira. Nesses anos de vida dançante, percorre por caminhos solitários na sua investigação de vida, ainda que recolhendo aqui e lá vários artistas que colaboram na sua inquietude. Expressionista, adula com a concretude das formas e se já desfaz de qualquer obrigatoriedade com elas. Dudude formou diversas gerações sem perder o seu maior motivo para dançar e criar trabalhos que operem nos mais distintos espaços. Uma solista que encheu os olhos de artistas como Pina Bausch, Katie Duck, Lisa Nelson, Stevie Paxton e outros muitos”, afirma.
Segundo a doutora em artes, diretora teatral e professora da Escola de Belas Artes da UFMG, Mônica Ribeiro, “esta obra resulta do hábito da artista de entretecer palavra e movimento em obras artísticas. Poesia, como lugar de movimento, transparece aqui na experiência narrativa. Dudude passeia pela ficção, permeada pela autobiografia, para pensar a improvisação em dança e sua relação com o viver”, diz.
O Livro “Ela sentou na cadeira” possui coordenação editorial de Luciana Tanure, projeto gráfico e diagramação de Caroline Gischewski, posfácio de Marcelo Kraiser e Camila Diniz Ferreira. revisão de Valter Braga, fotografia de Guto Muniz e gestão do projeto de Patrícia Imaculada Matos.
PROGRAMAÇÃO - MOSTRA ESPETÁCULOS SOLO
Além do lançamento, durante a Mostra Dudude 50 – trajetória singular acontece a apresentação de uma série de trabalhos solo composta pelos espetáculos “Sublime Travessia”, “A Projetista” e “Maria de Lourdes em Tríade”. As obras mostram momentos distintos do percurso artístico da improvisadora e possuem em comum “a palavra que surge de percepções corporais e não está descolada do corpo que dança. A palavra é dança”, explica a artista.
“Sublime Travessia” inaugura a tríade de solos, em curta temporada, de 17 a 19 de maio. “A Projetista” (2011) terá apresentações de 24 a 26 de maio. A intérprete cria um espetáculo/desabafo e disserta todo o tempo sobre o seu possível e próximo projeto artístico. Em cena Dudude aborda a questão do artista-projetista que se tornou um sintoma contemporâneo iniciado nos anos 90, quando toda uma geração criadora passou a mudar hábitos e posturas em relação ao mercado, tornando-se dele refém. A direção é de Cristiane Paoli Quito (SP) e a trilha sonora de Nathalia Malo.
No espetáculo “Maria de Lourdes em Tríade” (2004), que será apresentado de 7 a 9 de junho, o pano de fundo é a própria Dudude ou Maria de Lourdes (nome de batismo) que resolve ir a fundo na questão: quem poderia ser esta Maria de Lourdes? E assim mergulha em filósofos e poetas para desvendar esta pessoa. Maria de Lourdes habita três lugares e em cada lugar (Casa, Trabalho e Lazer) disserta sobre uma determinada sensação. O espetáculo comemora 15 anos em 2019 desde a sua estreia e segundo a artista é inevitável que passe por atualizações: “Eu mudei e naturalmente a obra acompanha esse processo. Apesar de ter passado tanto tempo, é um trabalho solo que continua pertinente e requer coragem”, reforça.
ESPETÁCULO “Sublime Travessia” (2016) - Repertório
A necessidade de travessia de um corpo artístico estilizado, potente de intuição e instinto, aguçado de perceptividades eletivas que repousam no campo das afetividades e estão disponíveis para os estímulos brasis. A travessia se faz imbuída de capturas sensíveis, midiáticas, publicando no espaço da expressão o tão sublime que possa ser “ pátria nossa idolatrada salve, salve”!! Trabalho inspirado no viver Brasil, reconhecer-se oriundo daqui mesmo. Escutando as grandes oposições, como: Como um país tão rico e pobre ao mesmo tempo? Como um país tão lindo e maltratado, abandonado? Como um país tão abastado e tão miserável? E por aí vamos, tendo a letra do Hino um lugar para instigar e pesquisar sobre tais incongruências.
Foto: Divulgação
Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.
