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Casa Fiat de Cultura reúne especialista em arte e Psicanálise

Bate-papo “Arte e inconsciente: caminhos incomuns para a criatividade” acontece no dia 17 de maio, às 19h30, dentro da programação da 15ª Semana de Museus

Uma das atividades que fará parte da Semana de Museus da Casa Fiat de Cultura será o Bate-papo “Arte e inconsciente: caminhos incomuns para a criatividade”. A conversa será realizada com os artistas visuais Miguel Gontijo e Leo Brizola e a psicanalista Maria Thereza Waisberg, revelando as confluências dos campos da arte e da psique. A ideia é discutir a manifestação do inconsciente do artista na elaboração de sua obra e tudo aquilo se vela na palavra, mas emerge nas imagens produzidas.

 

O artista Leo Brizola, experiente pintor mineiro conhecido por suas telas cheias de símbolos, alegorias e referências a personagens mitológicos, vai falar sobre o processo de criação de suas pinturas, seu ritual no ateliê e as várias fases de produção de sua obra, que ele mesmo costuma registrar em fotografias. Já Miguel Gontijo, autor de pinturas e desenhos muitas vezes associados ao surrealismo e ao realismo fantástico, também vai discorrer sobre seu processo criativo, as fronteiras entre realidade e imaginação e apresentar ao público dois livros de artista, que ilustrarão sua fala. Para alinhavar a apresentação dos artistas visuais, a Casa Fiat de Cultura convidou a psicanalista Maria Thereza Waisberg, doutora em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo - USP (2009) e mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG (1997).

 

“Se um pintor conseguisse dizer e expressar tudo por meio de palavras, ele não precisaria criar suas obras. É exatamente porque existem coisas indizíveis, que existe a arte dos escritores, pintores, compositores”, explica Maria Thereza Waisberg. A especialista vai explorar o estudo de Sigmund Freud sobre Leonardo da Vinci registrado no texto Uma lembrança de Infância de Leonardo da Vinci, de 1910. O pai da psicanálise se propôs a estudar vida e obra do gênio renascentista a partir de uma passagem da infância relatada por da Vinci em um tratado sobre o voo das aves. Freud comparou o processo de criação artística ao mecanismo de formação dos sonhos, sugerindo que os processos criativos se nutrem de afetos e percepções inconscientes. As obras de um artista não podem ser interpretadas como espelhos exatos da biografia do autor, mas revelam muitos sentidos e motivações inconscientes do sujeito.

 

Além do bate-papo, a programação especial da Casa Fiat de Cultura para a 15ª Semana de Museus conta com uma roda de bordados, que acontecerá entre os dias 16 e 21 maio. Os participantes vão realizar bordados livres em uma peça de tecido única, sendo incentivados a conversarem sobre aquilo que normalmente não falam. Haverá, ainda, a apresentação dos novos recursos de mediação do painel Civilização Mineira (1959), de Candido Portinari. “Todas as ações da Casa Fiat de Cultura para a 15ª Semana de Museus serão tematizadas com as pequenas questões indizíveis do cotidiano. Aquelas que muitas vezes passam despercebidas, são ignoradas ou ficam nas entrelinhas”, completa Clarita Gonzaga, coordenadora do Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura.

 

Casa Fiat de Cultura

Há 10 anos, a Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural mineiro, ao apresentar, em Belo Horizonte, 30 importantes exposições, de renomados artistas brasileiros e internacionais. A grande arte de Caravaggio, Chagall, De Chirico, Rodin, Tarsila do Amaral e outros pôde ser apreciada e discutida de forma gratuita ao longo dos anos, por todos os públicos, de todas as idades e classes sociais.

 

Sempre com mostras inéditas, a instituição, mantida pelas empresas do Grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e CNH Industrial, desenvolve um Programa Educativo que é peça fundamental nesse trabalho de valorização e de ampliação do conhecimento proporcionado a seu público. Para cada exposição, são idealizados conceitos e temáticas a serem trabalhados em atividades educativas, em um modelo de Ateliê Aberto, que proporciona aos visitantes um espaço de experimentação livre e de participação nos processos do fazer criativo.

 

Cerca de 2 milhões de pessoas já visitaram a Casa Fiat de Cultura e mais de 300 mil pessoas participaram das atividades educativas. Para cada público, uma abordagem especial é adotada, com o intuito de encantar e transformar, de maneira positiva, o imaginário de cada visitante. É com esse espírito de envolvimento e inclusão que a Casa Fiat de Cultura tornou-se referência no Brasil, por meio da arte e da cultura, ao proporcionar experiências memoráveis ao público.

Foto: Leo Lara

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