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Espetáculo Crua traz ao público elemento fogo em apresentação itinerante em fábrica de 4 andares
Grupo Confesso conclui quadrilogia teatral baseada na natureza
Com a premissa de trabalhar elementos da natureza que constituem o homem, em maio de 2019, o Grupo Confesso traz para a cena cultural belo-horizontina a substância Fogo. Encerrando, dessa forma, a quadrilogia proposta pela escola de teatro em 2014 quando se iniciou a performance com a peça Campo Santo em que se trabalhou o elemento Ar. Mais uma vez, a intenção é a catarse de atores, platéia e sociedade no processo que transcende a apresentação teatral circunscrita ao palco.
Trazendo a lume o teatro contemporâneo e itinerante, o espetáculo que tem 23 atores no elenco, será apresentado numa fábrica de 4 andares no bairro Nova Granada, região oeste da capital mineira. Críticas sociais sutis e simbólicas serão trabalhadas em cenas individuais e conjuntas perpassando a realidade da platéia, já que passado, presente e futuro estão em confluência em Crua. Temas de grande evidência na contemporaneidade, como machismo, racismo, homofobia, estupro, ditadura e política, estarão acompanhados de questões que partem do âmbito pessoal para o coletivo, como abandono, descaso e vaidade - resultando não só na catarse de todos os participantes, mas também no olhar crítico-social deles.
O curso de teatro avançado do Grupo Confesso é um convite ao ator para que ele possa colaborar no processo de montagem da peça de forma multidisciplinar. Por isso, o ator tem a liberdade de externar construções sociais para seu personagem, exigindo-se, entretanto, visão coletiva para que essa iniciativa não seja apenas um processo individual. Portanto, a construção do espetáculo tem origem no trabalho conjunto multifacetado dirigido e finalizado pelo diretor Guilherme Colina. Por meio do dialogismo das cenas da peça Crua, a platéia poderá observar como esse processo acontece.
Em curta temporada, Crua terá 13 dias com 18 apresentações no total, de maio a junho, com limite de 18 espectadores por seção. A quadrilogia que teve início com elemento Ar é a oportunidade do espectador se confrontar com aquilo que queima sua existência e questionar sua relação consigo e com o mundo.
Foto: Igor Cerqueira
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