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Centros Culturais recebem espetáculos e oficina de dança contemporânea
A Fundação Municipal de Cultura recebe, de 15 de maio a 29 de setembro, nos centros culturais Alto Vera Cruz (15 a 18/5), Nordeste - Usina de Cultura (14/6 e 17/8), Vila Marçola (21 a 23/8) e Bairro das Indústrias (20 e 21/9), apresentações e oficina de dança do projeto “Circulação Olhos Meus”, da Cia. Ananda. O projeto tem como objetivo proporcionar ao público uma nova forma de vivenciar dança, com os olhos vendados. A atividade tem entrada gratuita e está sujeita à lotação dos espaços. As inscrições podem ser feitas presencialmente, por e-mail ou por telefone diretamente nos centros culturais.
Dirigida pela artista e professora Anamaria Fernandes, a Cia. de Dança Ananda circula com o espetáculo adulto “Olhos Meus”, o infantil “Lágrimas da Floresta” e a oficina “Olhando sem Olhos” por centros culturais de Belo Horizonte, proporcionando experiências de dança que não se baseiam no sentido da visão. A partir da pergunta “o que resta do movimento dançante se retirarmos a sua visibilidade?”, a proposta é apresentar uma arte não para ser vista, mas sim sentida e, portanto, produzir sentidos sem o uso dos olhos, com as pessoas vendadas. O projeto teve início no mês de abril, no Centro Cultural Salgado Filho, e segue até o mês de setembro nos outros centros.
A peça “Olhos Meus” é uma obra coreográfica que busca proporcionar novas vivências sensoriais e estéticas não somente para o público, mas também para os dançarinos. São 18 pessoas por sessão e cada uma é acompanhada por um dançarino. “Lágrimas da Floresta”, pensado para o público infantil, é inspirado em contos indígenas e trata da questão da importância da proteção da natureza de maneira poética e sensível. É também uma obra coreográfica, teatral e musical na qual os espectadores não fazem uso de seus olhos. Vendado, o público é convidado a participar de uma missão importante: salvar uma floresta protegida por um pássaro guardião que, ao ver as atrocidades feitas à sua mata, subiu as árvores e secou os rios. São 40 pessoas por sessão, sendo um dançarino para cada duas pessoas.
Já a oficina “Olhando sem Olhos” tem duração de três horas e trata do compartilhamento do processo investigativo da criação dos espetáculos. Será ministrada pelos dançarinos da Cia Ananda e as inscrições são por ordem de chegada. O projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
Cia. Ananda
É uma companhia de dança contemporânea, franco-brasileira, fundada em 2017 pela dançarina e coreógrafa Anamaria Fernandes e mais 20 artistas. Dá atenção especial aos públicos que enfrentam dificuldades de acesso a direitos sociais e culturais fundamentais. Através de seu trabalho de criação e oficinas, a companhia fundou sua pesquisa e ações em torno da noção do encontro, da diferença, do compartilhamento e da acessibilidade.
Foto: Marina Mitre
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