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Festival Xetruá Lavizala, 2ª Edição: evento celebra cultura afro-brasileira em diálogo com culturas originárias e cultura popular brasileira

A 2ª Edição do Festival Xetruá Lavizala, com o tema "Kuxonga kua menha" (O Ciclo das Águas), começa dia 18 de maio, em programação que se estende até julho, com show de Tata Kasulembê, Nath Rodrigues e músicos convidados, mais lançamento de disco inédito

A 2ª Edição do Festival Xetruá Lavizala busca valorizar as tradições de matriz afro-brasileira e dos saberes originários, refletindo sobre a relação e manifestação dessas culturas com a água e seu ciclo. Com a temática "Kuxonga kua menha" (O Ciclo das Águas), o evento começa dia 18 de maio e proporciona uma apreciação da cultura tradicional dos povos de terreiro congo-angola em diálogo com as culturas originárias e a cultura popular brasileira. 

A programação inclui a gravação de cantigas tradicionais musicadas, uma apresentação musical com Tata Kasulembê, Nath Rodrigues e músicos convidados, palestras, e oficina com momentos de interação e conversa entre Tumbondo, representantes da tradição Kongo-Angola, e estudiosos do tema, além do lançamento de um álbum em streaming, e uma publicação digital. 

A 2ª Edição do Festival Xetruá Lavizala, projeto idealizado por Tata Kasulembê, procura dar reconhecimento aos saberes da tradição Kongo-Angola no Brasil acerca das manifestações relativas ao ciclo das águas. O evento contará com a participação de convidados da tradição de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador, representantes da cultura originária e dois artistas da música popular brasileira a fim de realizar uma construção colaborativa das cantigas tradicionais com a música popular brasileira e também refletir sobre a influência da cultura Kongo-Angola na cultura popular.

Entre os dias 18 de maio e 22 de junho haverão palestras abordando os aspectos culturais e litúrgicos das divindades da tradição Kongo-Angola pertencentes ao ciclo das águas, assim como palestras que  discutirão sobre as “Divindades, encantados e caboclos d'água”, em culturas originárias. Os palestrantes convidados são representantes das culturas tradicionais, com repertório nas lutas e defesa da garantia de direitos, preservação e manutenção das tradições.

Além disso, entre os dias 27, 29 e 30/06, será oferecido o Curso de “Divulgação da Cultura Bantu - Brasileira”, ministrado por Walter Nkosi, pertencente à família Tumba Junsara. As palestras serão transmitidas ao vivo pelo canal do Tata Kasulembê no YouTube. As pessoas presentes poderão fazer perguntas ao vivo e interagir pelo chat da plataforma.

Em julho, a programação do festival se encerra com uma apresentação musical seguida de bate papo com Tata Kasulembê, Nath Rodrigues e músicos convidados, com  lançamento de um álbum nas mídias de Streaming no mesmo dia. Toda a programação do Festival é gratuita. Para saber mais acesse www.tatakasulembe.com.br ou acompanhe pela rede social @tataKasulembe, no Instagram.

Este projeto é realizado com recursos da

Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte

SOBRE TATA KASULEMBÊ

Alexandre Sousa da Silva, Tata Kasulembê é pertencente à comunidade tradicional de povos de terreiro congo-angola, e participa de todas as ações culturais da Casa a qual lhe foi conferido os cargos de Tata Kambondo e Xicarangoma* em 1996, Casa de Cultura Lode Apará, situada em Santa Luzia - MG.  Desde 2012, Tata Kasulembê protagoniza o desenvolvimento de ações e eventos culturais ligados à Cultura Congo-Angola com o objetivo de valorizar a cultura tradicional de matriz africana, promover a manutenção e fortalecimento da cultura e a união dos povos tradicionais no Brasil. Em 2020, ele firma presença digital com a produção de conteúdo cultural e educativo disponibilizado nas suas redes sociais, o que traz diversos desdobramentos e encontros interestaduais.

Em 2021, Tata Kasulembê, realiza a 1ª Edição do Festival Xetruá Lavizala, a importância dos caboclos na tradição congo-angola instaurada no Brasil. O Festival realizado com recursos da Lei Aldir Blanc no âmbito estadual de Minas Gerais (Projeto 3866 16/2020), promoveu entrevistas online com representantes e estudiosos da Cultura Congo-Angola convidados, apresentou cantigas de caboclo de pena, caboclo boiadeiro, samba e sotaque de caboclo numa liveshow que ainda contou com palestras que compartilharam saberes tradicionais. A liveshow foi transmitida no youtube e redes sociais, ficaram disponíveis na íntegra, e transformou-se em álbum musical distribuídos nas principais mídias de streaming como youtube music e spotify. O Festival também produziu um ebook com o conteúdo abordado durante o período de realização e com um memorial do processo, disponibilizado gratuitamente em versão digital. 

FICHA TÉCNICA

Idealização e Coordenação: Tata Kasulembê
Produção Executiva e Gestão Financeira: Catarina Maruaia
Identidade Visual: Renata Delgado
Assessoria de Imprensa: Bramma Bremer
Comunicação e Tráfego: Breno Ribeiro e José Miguel
Produção Musical: Nath Rodrigues
Arranjo e instrumentista: Acauã Ranne
Músico colaborador: Sérgio Pererê 
Músicos convidados: Elisa de Sena, Júlia Tizumba, Fernando Bento, Fabíola Machado, Richard Neves.
Palestrantes: Walter de Nkosi, Sérgio Jitu, Junior Pakapym, Tata Laércio, Avelin Kambiwá, Ailton Krenak 
Facilitador do curso: Walter Nkosi
Fotografia: Lina Mintz

SERVIÇO

18 de maio a 22 de junho - Palestras abordando os aspectos culturais e litúrgicos das divindades da tradição Kongo-Angola pertencentes ao ciclo das águas;

27, 29 e 30 de junho - Curso de “Divulgação da Cultura Bantu - Brasileira”, ministrado por Walter de Nkosi;

08 de julho, a partir das 10h, no Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado - Show com Tata Kasulembê, Nath Rodrigues e músicos convidados, mais lançamento de um álbum nas mídias de streaming no mesmo dia. 

Toda a programação do Festival é gratuita.

Foto: Pixabay

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