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Memorial Vale recebe o Grupo Maria Cutia com o infantil “Aquarela”

O espetáculo brinca com a linguagem performativa das artes plásticas e a cada apresentação o cenário e figurinos são literalmente pintados pelos atores em cena, colorindo uma grande aquarela ao vivo para o público

O Memorial Vale apresenta, como parte da Semana de Museus, o show cênico “Aquarela”, do Grupo Maria Cutia, no dia 14 de maio, sábado, às 16h30, com entrada gratuita e retirada de ingressos uma hora antes do início, sendo permitida um par de ingressos por pessoa, com lugares limitados. O espetáculo brinca com a linguagem performativa das artes plásticas e a cada apresentação o cenário e figurinos são literalmente pintados pelos atores em cena, colorindo uma grande aquarela ao vivo para o público. A apresentação integra o projeto Eu, Criança, no Museu! e contará com interpretação em Libras e transmissão pelo canal do Memorial Vale no Youtube: https://www.youtube.com/user/memorialvale.

O Memorial Vale, um dos espaços culturais do Instituto Cultural Vale, fica na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, e tem entrada gratuita para toda a programação.

“Aquarela” traz canções cênicas autorais da companhia e brinca com as memórias das infâncias dos 3 atores em cena, Mariana Arruda, Leonardo Rocha e Hugo da Silva, e com o olhar deles sobre os coloridos da infância. As canções passeiam por ritmos que vão da valsa ao frevo e os atores brincantes até convidam o público para fazer junto com eles um carnaval sem instrumentos, usando apenas a boca. “O ‘Carnaval Bucal’ é uma canção que brinca com os instrumentos de carnaval... é um desejo nosso de matar um tiquinho as saudades que estamos de aglomerar numa folia carnavalesca”, confessa o ator e diretor musical Hugo da Silva, que também é cantor de um dos blocos de carnaval de rua da cidade, o Abre-te Sésamo.

A dramaturgia e as letras das canções são todas assinadas pelo Maria Cutia, numa mistura entre dados biográficos dos três artistas, ficções e muita brincadeira fonética e semântica. “A criação musical sempre foi uma base muito forte do Maria Cutia. A gente sempre fala que o nosso teatro é cheio de música e nossa música é cheia de teatro. Em ‘Aquarela’, verticalizamos nisso sem medo de brincar”, complementa Hugo. O universo dos trava-línguas, os ritmos de uma aula de dança, as palavras erradas do tatibitate de uma criança quando aprende a falar, expressões conotativas que usam nomes de animais são algumas das inspirações das composições. “A ideia era criar um universo das letras mais amplo, sem uma certa previsibilidade temática que existe quando se compõe para crianças, geralmente educativa e didática”, comenta Leonardo. Para a atriz Mariana Arruda o espetáculo é “uma mistura de ritmos, sensações, bobagens, poesias. Falamos de medo e de amor, de angústia, de brincadeiras de quintal. Os universos das infâncias são múltiplos, infinitos, não dá pra reduzir em certo e errado. Não é pensar em ser educativo. O universo da criança, por essência, é transgressor”.

“Aquarela - Um show cênico” é a terceira produção do Grupo Maria Cutia voltada para crianças, companhia tradicionalmente de teatro de rua, mas que também gosta de se aventurar pelos palcos. A primeira foi o espetáculo brincante “Na Roda” que está no repertório da cia desde sua fundação em 2006. Além de “ParaChicos”, show cênico com canções do Chico Buarque, que estreou em 2017. E no ano que vem, o grupo vai preparar mais uma obra para crianças, com direção do professor e pesquisador das artes nas infâncias, Eugênio Tadeu - que também esteve presente no processo de “Aquarela” como orientação artística. O processo de criação desse espetáculo começou em 2018 e foi pausado quando a Cia se aventurou na montagem do “Auto da Compadecida”, com o diretor Gabriel Villela, que estreou em 2019. “Quando retomamos o processo do ‘Aquarela’ em 2020, veio a pandemia. Fizemos então alguns experimentos das canções em saraus audiovisuais em teatros, na Toca da Cutia (nossa sede) e até da sala lá de casa, mas agora chegou a hora de encontrar com o público, olho no olho, a forma mais especial da arte acontecer”, conta o ator Leonardo Rocha.

Serviço: Memorial Minas Gerais Vale apresenta “Aquarela” um show cênico com o Grupo Maria Cutia
Data/Horário - 14/5, sábado, às 16h30
Endereço: Praça da Liberdade, nº 640, esquina com Rua Gonçalves Dias, Savassi
Informações: @memorial.vale

Memorial Minas Gerais Vale

O Memorial Minas Gerais Vale, um dos espaços culturais do Instituto Cultural Vale, já recebeu mais de 1,1 milhão de pessoas, de todos os lugares do Brasil e de outros continentes. São mais de 1.600 eventos realizados e cerca de 200 mil pessoas em visitas mediadas. Integra o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte, um dos maiores complexos de cultura do Brasil. Caracterizado como um museu de experiência, com exposições que utilizam arte e tecnologia de forma intensa e criativa, é um dos vencedores do Travellers’ Choice Awards do TripAdvisor. Na curadoria e museografia de Gringo Cardia, cenários reais e virtuais se misturam para criar experiências e sensações que levam os visitantes do século XVIII ao século XXI. Mais que um espaço dedicado às tradições, origens e construções da cultura mineira, o Memorial é um lugar de trânsito e cruzamento entre a potência da história e as pulsações contemporâneas da arte e da cultura, onde o presente e o passado estão em contato direto, em permanente renovação. É vivo, dinâmico, transformador e criador de confluências com artistas independentes e com diversos segmentos da cultura mineira.

Circuito Liberdade

O Memorial Minas Gerais Vale é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

Foto: Tati Motta

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