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Enfermeira e professora da Estácio orienta como prevenir quedas de idosos em casa

Queda não é uma condição inevitável do envelhecimento e pode sinalizar o início de uma fragilidade ou uma doença aguda

Segundo o Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia), um em cada três indivíduos com mais de 65 anos sofre uma queda e um em cada 20 desse grupo sofre uma fratura ou necessita de internação. Trata-se de um evento comum em idosos que pode ser decorrente de algumas patologias, como doenças cardiovasculares, neurológicas, endócrinas, osteomusculares, psiquiátricas e sensoriais.

Queda não é uma condição inevitável do envelhecimento e pode sinalizar o início de uma fragilidade ou uma doença aguda. Além da idade avançada, os principais fatores de risco são histórico de quedas, fragilidade da musculatura, osteoporose, arritmias cardíacas, alteração da pressão arterial, depressão, doenças neurológicas, como Parkinson e Alzheimer, redução da visão, uso de medicamentos psicotrópicos, sedativos, hipnóticos e ansiolíticos, ambientes inseguros, como pisos escorregadios, tapetes e fios no chão. Quanto mais vulnerável a pessoa idosa é, mais suscetível estará a tombos”, elucida a enfermeira Flávia Vaz, professora dos cursos da saúde da Estácio Floresta e Venda Nova.

De acordo com a docente, que também é mestre em Ciências da Saúde e especialista em Saúde da Família, os incidentes costumam ocorrer com mais frequência durante uma atividade rotineira em casa. “Algumas estratégias podem minimizar os riscos, como revisão de medicações, programas de exercícios físicos orientados por fisioterapeutas ou professores de educação física, que trazem melhoria motora, eliminar da casa objetos que possam causar escorregões, instalar suportes, como corrimão. Importante salientar que para o sucesso dessas intervenções é necessário identificar as situações de perigo. Essas medidas colaboram para a independência, autonomia e autoconfiança do idoso e ajuda familiares e cuidadores a manter o ambiente seguro, reduzindo a probabilidade de tombos”, descreve Flávia Vaz.

A professora da Estácio Belo Horizonte recomenda realizar exames neurológicos e físicos anualmente e acrescenta outras ações preventivas. “Manter uma alimentação saudável com ingestão de cálcio para fortalecer os ossos, tomar banho de sol diariamente, que é fonte de vitamina D, sentar-se para calçar o sapato e usar aqueles com sola antiderrapante, e de preferência sem cadarço, nunca andar somente de meias pela casa, substituir chinelos deformados ou frouxos, evitar salto alto, evitar ingestão de bebida alcoólica”, ilustra.

Foto: Divulgação

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