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“Do Interior”: Carlos Otto destila mineiridade autoral de seu disco de estreia pela primeira em BH
Cantor e compositor mineiro apresenta as oito faixas do álbum, entre outras canções, no dia 21 de maio, sábado, na Sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes
“Acredito que minha música tem o poder de transportar as pessoas para algum lugar no tempo, ou mesmo para algum lugar geográfico, como o interior de Minas, ao despertar sentimentos como a nostalgia e a saudade”. A reflexão é do cantor e compositor mineiro Carlos Otto, que leva ao palco, pela primeira vez, as canções de seu disco de estreia – “Do Interior”, lançado em janeiro deste ano. Com repertório formado pelas oito músicas autorais do álbum, além de versões de nomes como Milton Nascimento, Lô Borges e Beto Guedes, o show acontece no dia 21 de maio, sábado, às 19h, na Sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada), e a venda online já está disponível no Eventim.
Natural de Lavras, no Sul de Minas, Carlos Otto é um legítimo andante do interior mineiro, tendo vivido em cidades como Itumirim e São João del Rei, antes de aportar na capital. Para além do título sugestivo – cujo “interior” também alude ao que vem de dentro, à profundeza d’alma – o álbum reflete, em sua própria feitura, o caráter nômade do autor. “O disco foi gravado em 2021, em São João del Rei, Belo Horizonte, São Paulo e Poços de Caldas. Mas a linha do tempo deste trabalho é engraçada, porque, na verdade, ele começou a ser criado em 1995, quando meu pai fez a foto de capa. Na época, morávamos em Itumirim e ele me levava sempre para passear nos trilhos do trem, onde fez o clique. Sendo assim, ouso dizer que este disco está sendo construído desde quando eu dava meus primeiros passos. E o trem, as montanhas, o rio, o interior, sempre fazendo parte de tudo”, conta.
Escute “Do Interior”, de Carlos Otto, nas plataformas digitais
Segundo o artista, lidar bem com o tempo sempre foi algo fundamental em seu processo de criação. “Eu já sabia as canções que eu gravaria em um primeiro trabalho, sabia os músicos com quem eu precisaria gravar para chegar ao som que me representasse. Fui paciente e esperei o momento certo. ‘Colapso de Flor’, por exemplo, eu compus em 2016; ‘Quadros Raros’, em 2017. Grande parte das canções do disco foram compostas em 2018. Ou seja, esperei muito tempo para gravá-las, em 2021. Ainda bem!”, afirma, ressaltando que o álbum foi viabilizado por recursos da Lei Aldir Blanc. “Respeito muito o tempo da criação. A música vem quando é para vir”, completa Carlos Otto, que assina os arranjos do álbum e a direção musical junto ao parceiro Amaury Bassi.
No show, o cantor e compositor estará acompanhado por um elenco classudo de músicos: Amaury Bassi (direção musical e piano), Adriano Campagnani (contrabaixo), Arthur Rezende (bateria), Mauro Dell'Isola (guitarras) e André Mendes (percussão), além das participações especiais da flautista Raïssa Anastásia e da cantora Débora Maré. “As pessoas que não conhecem meu som podem ir a este show com a certeza de que irão encontrar poesia, de que vão sorrir e chorar, sentir paz, saudade e nostalgia. É uma mistura de sentimentos contidos em mim, que quero transmitir ao público. Vão viajar pelo interior, com certeza; mas também irão conhecer o meu interior”.
Sobre Carlos Otto
Natural de Lavras, no Sul de Minas, Carlos Otto é cantor, compositor e violonista. Começou a estudar violão ainda quando criança e depois passou por outros instrumentos, como requinta, clarineta e sax alto, antes de estudar canto. Com os anos, foi maturando suas referências e entendendo o tipo de sonoridade que buscava como artista. “No início, minhas influências iam do rock ao metal. Aos poucos, fui descobrindo a música brasileira e entendendo sua sofisticação, engenhosidade e profundidade. Logo, já estava imerso em Lenine, Adriana Calcanhoto, Zélia Duncan, Marisa Monte”, conta. “Mas o baque veio quando fui apresentado ao Clube da Esquina. Ali, eu tive certeza do caminho que queria seguir. Desta forma, minhas principais referências hoje são nomes como Toninho Horta, Milton Nascimento, Beto Guedes e Lô Borges”.
O início de sua carreira na música autoral data de 2016, quando compôs e gravou a canção “Colapso de Flor”. “Na época, procurei o estúdio do meu atual produtor, Amaury Bassi. Fizemos uma gravação simples, acústica, com voz, violão e piano elétrico. Essa canção me levou a palcos de diversos festivais, como o ‘Festival da Canção de Alvinópolis’, o ‘Prêmio de Música das Minas Gerais’, o ‘Festival da Canção de Elói Mendes’. Foi a partir daí que a música começou profissionalmente na minha vida”, recorda. De acordo com o artista, “Colapso de Flor” também destravou caminhos para que seu nome circulasse no meio musical. “Essa música abriu olhares e ouvidos de músicos que antes eu era fã e que hoje me acompanham ou trabalharam comigo de alguma forma, em gravações e shows”, finaliza.
Carlos Otto apresenta o show “Do Interior”
Quando. Dia 21 de maio, sábado, às 19h
Onde. Sala Juvenal Dias, Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro)
Quanto. R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada). Venda online pela Eventim
Escute “Do Interior” nas plataformas digitais | trato.red/dointerior
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Foto: Marcelo Goulart
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