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Centro Cultural São Geraldo leva edição especial do Farol Cultural para o Kilombo Manzo
A ação presencial, gratuita e aberta ao público, acontece no próximo dia 14
Realizado pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Centro de Intercâmbio e Referência Cultural (Circ), o Circuito Municipal de Cultura, em parceria com os Centros Culturais em Rede, apresenta a edição especial do Farol Cultural. Nessa edição, a atividade, que é realizada pelo Centro Cultural São Geraldo, convida o Kilombo Manzo Ngunzo Kaiango para um intercâmbio cultural. A ação presencial, gratuita e aberta ao público, acontece no próximo dia 14, em noite dedicada à poesia e à cultura afro-brasileira, quando haverá a performance "NGUZU (Consciência, Existência e Resistência)", de Glaysson Astoni, e o Sarau Kilombola. A programação terá ainda um dia de imersão com atividades de pintura, colagens, oficina de escrita criativa e workshop de capoeira, com vagas destinadas às comunidades quilombolas e ao público em geral. As atividades, que acontecem no Kilombo Manzo Nzungu Kaiango, localizado na regional leste, tem como objetivo promover a troca de saberes tradicionais afro-brasileiros, a produção poética e as pinturas criadas no quilombo. A ação segue os protocolos sanitários vigentes em Belo Horizonte de combate à covid-19. Para mais informações consulte o site www.circuitomunicipaldecultura.com.br.
De acordo com Bárbara Bof, Diretora de Promoção dos Direitos Culturais da Fundação Municipal de Cultura, "a conexão entre o Centro Cultural São Geraldo e o Kilombo Manzo é uma referência importante na articulação feita pelos equipamentos culturais junto aos territórios. Desde 2019, o Centro Cultural realiza ações em parceria com o Kilombo. Estivemos juntos em duas edições do FAN, trabalhando questões relacionadas à identidade quilombola e à promoção da igualdade racial. No Projeto Territórios Criativos, o público do Centro Cultural esteve no quilombo para conhecer suas histórias a partir do olhar das crianças. O intercâmbio também acontece por meio de ações de promoção da leitura e da escrita, com incentivo à rede de artistas locais, como o Farol Cultural que será realizado no próximo dia 14, proposta que nasceu no ano passado, no contexto da pandemia, e chega convidando a cidade a conhecer e reconhecer o vasto campo cultural das comunidades tradicionais urbanas".
Atrações abertas ao público
Ancestralidade e muita poesia farão parte do Sarau Kilombola. A partir das oficinas realizadas no Kilombo Manzo, o sarau terá apresentação dos artistas do Kilombo Manzo e por pessoas que fazem parte do público atendido pelo Centro Cultural São Geraldo. O evento contará com a participação especial dos artistas oficineiros Renato Negrão, Hariel Revignet e Mestra Alcione. Durante o Sarau, o público poderá inscrever-se para apresentações de forma espontânea.
NGUZU significa a força vital que todo o ser possui: seja ele do reino animal, vegetal ou mineral. Este é o sentido da performance NGUZU, de Glaysson Astoni. A obra é uma performance cênica que passeia entre a canção e o poema, sempre com olhar atento à ancestralidade, às questões culturais, educacionais e àquelas referentes ao universo do trabalho. A apresentação oferece uma compilação de textos e canções que abordam questões do cotidiano por meio de elementos linguísticos, objetos de uso corriqueiro e do próprio corpo explorados para a criação de arranjos e efeitos sonoros durante as declamações. Glaysson Astoni possui uma história permeada pela criação e composição de grupos vocais como o Grupo Quiálteras, o Grupo Elementos e o Forró Astutto. Em NGUZU, Bruno Esteves, Emilly Anne, Rafael Manteiga e Sylvana Ferreira se unem ao artista para juntos ilustrarem, por intermédio de cenas, letras e notas musicais, uma realidade muito presente em nosso país e no cotidiano das nossas comunidades.
As atrações, gratuitas e com classificação livre, acontecem a partir das 19h no Kilombo Manzo Nzungu Kaiango. A entrada é aberta ao público, não é necessário retirada antecipada de ingressos (sujeito à lotação do espaço).
Makota Cássia Kidoialê, mestra em saberes tradicionais e liderança comunitária do Kilombo Manzo, se mostra feliz com a aproximação do Centro Cultural São Geraldo por meio do Farol Cultural. Ela explica que é uma oportunidade de dar mais visibilidade ao espaço que, para além de ser uma comunidade quilombola, é também um ponto de cultura: “O Manzo é uma referência das expressões da cultura africana para a cidade. Estar no Farol da Cultura é uma forma de mostrar o que é feito no quilombo e alcançar outros espaços. Após dois anos de pandemia, abrir a cidade para vivenciar essa troca cultural é fantástico”.
Oficinas
Além das apresentações, o dia será marcado por uma série de oficinas que compõem uma experiência imersiva. Dentre as atividades realizadas estão a Oficina escrita criativa com Renato Negrão (BH) e a Oficina de Pintura e Colagem: Ancestralidade com Hariel Revignet. Será oferecido ainda o Workshop Capoeira Angola, com a Mestra Alcione Oliveira. A ação imersiva reunirá cerca de 20 participantes em um total de oito horas de atividades dedicadas à poesia e à cultura afro-brasileira. As vagas são destinadas às comunidades quilombolas e ao público em geral.
Revitalização do Mural Esperança, de Negro F, no São Geraldo
Ainda no mês de maio, o Mural Esperança, uma criação do artista visual e grafiteiro Negro F, será revitalizado. A ação é uma parceria do Circuito Municipal de Cultura com o artista.
As obras desse artista nascido na regional leste da capital carregam sua inquietação e têm como objetivo deixar uma mensagem positiva. Negro F explica que o Mural Esperança faz parte de um conjunto de ações que estão sendo realizadas em Belo Horizonte. O intuito dessas criações é a ocupação de espaços urbanos, de modo a revitalizar e dar vida à Cidade por meio da arte urbana. Fazendo uso da tipografia, de texturas e de elementos abstratos, o artista visual e grafiteiro busca levantar uma questão que se comunique diretamente com as pessoas. “A palavra ESPERANÇA surge, neste momento em que vivemos, para levar a mensagem que a crença em dias melhores precisa ser algo que permeia nosso dia a dia. A tipografia grande convida quem passar por ali a acreditar”, afirma.
A partir do fim do mês, quem passar pela avenida Itaituba, na altura do número 60, poderá apreciar o graffiti.
SOBRE O CENTRO CULTURAL E O FAROL CULTURAL
Por meio de recursos aprovados no Orçamento Participativo, o Centro Cultural São Geraldo (CCSG) foi inaugurado em 12 de dezembro de 2009. Instalado em uma área de 480 m², localizado na regional leste, se tornou um local de convívio da comunidade com a oferta de uma programação cultural diversificada e de boa qualidade. O equipamento cultural possui infraestrutura adequada para diversas práticas, como: auditório multiuso, sala para oficinas, biblioteca com espaço de processamento técnico, sala de administração, almoxarifado, copa e hall para exposições.
O Farol Cultural é uma atividade realizada pelo Centro Cultural São Geraldo em parceria com o Coletivo Arte Livre. Em sua origem, a atividade utilizava o nome Patrulha poética, gentilmente cedido pela Casa das Poesias, que a realizava no formato de um percurso literário de textos poéticos customizados. Para compor a programação virtual dos Centros Culturais em Rede, a Patrulha Poética foi adaptada e se transformou em um sarau virtual com a participação de artistas parceiros do CCSG e do CCUC. Foram realizadas 4 edições virtuais neste formato, sendo que uma delas compôs a Programação Associada do 11º Festival de Arte Negra (FAN). Com a retomada das atividades presenciais, a atividade expandiu e se transformou no Farol Cultural, incorporando a realização de diversas atividades, entre elas: oficinas de escrita e customização de textos, sarau presencial, ensaio aberto, vídeo sarau, exposição literária, lambes em PDF e varal virtual.
O primeiro sarau presencial do Farol Cultural teve como temática a cultura iluminando trajetórias. O farol ilumina e é o guia para que as embarcações não se percam. De maneira similar, a cultura ilumina os caminhos, utilizando com esse intuito todas as artes e suas manifestações.
SOBRE O KILOMBO MANZO
A Comunidade Religiosa e Quilombola Manzo Ngunzo Kaiango, entidade civil sem fins lucrativos, é oficialmente denominada Associação Religiosa e Cultural Manzo Ngunzo Kaiango. Localizada no limite entre os bairros Santa Efigênia e Paraíso, na Zona Leste da cidade de Belo Horizonte, a comunidade também é uma comunidade tradicional de terreiro certificada em 13 de março de 2007 pela Fundação Cultural Palmares como remanescente de quilombo. Declarada como de Utilidade Pública Municipal, em 24 de fevereiro de 2011, pela lei 10.112/2011, ocupa esta localidade desde a década de 70, quando iniciou suas atividades como casa de Umbanda denominada “Senzala de Pai Benedito”, depois transformada em terreiro de Candomblé Angola. Hoje, se organiza por meio da Associação de Resistência Cultural da Comunidade Quilombola Manzo Ngunzo Kaiango. O Terreiro possui hoje um projeto social e cultural de valorização da cultura afro-brasileira por intermédio da realização de atividades, tais como: capoeira, samba de roda, dança afro e percussão, entre outras.
Descrito por Mãe Muiandê como “uma casa de portas abertas”, o Terreiro e Kilombo Manzo Ngunzo Kaiango possui atividades de valorização da identidade dos afrodescendentes, como oficinas de dança, percussão, cabelos e indumentárias afro, entre outras ações que servem para a valorização da identidade, para fomento da autoestima, atuando como forma de educar os sujeitos destas atividades para o exercício pleno da cidadania.
SOBRE O CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA
Lançado em dezembro de 2019, o Circuito Municipal de Cultura é um projeto estratégico da Prefeitura de Belo Horizonte, e mantém, nesta nova etapa, iniciada em julho de 2021, o compromisso de oferecer programação cultural de qualidade, com atrações gratuitas para todas as faixas etárias. O Circuito já realizou 556 apresentações, alcançando um público de mais de 677 mil pessoas, e contou com a participação de mais de 2.900 trabalhadores, entre artistas, mestres da cultura popular, produtores e técnicos, reforçando seu importante papel de fomento, principalmente no período da pandemia de covid-19.
CIRCUITO NAS REDES
YouTube da Fundação Municipal de Cultura: youtube.com/canalfmc
Instagram do Circuito Municipal de Cultura: instagram.com/circuitomunicipaldecultura
Facebook do Circuito Municipal de Cultura: facebook.com/circuitomunicipaldeculturabh
Site do Circuito Municipal de Cultura: www.circuitomunicipaldecultura.com.br
SERVIÇO:
Ações formativas - Oficinas (pintura, colagens, oficina de escrita criativa e workshop de capoeira)
Data: 14 de maio (sábado)
Horário: 9h30h às 19h
Entrada: mediante inscrição pelo e-mail oficinas.circuito@gmail.com
Classificação: 16 anos
Local: Kilombo Manzo Nzungu Kaiango - R. São Tiago, 216 - Santa Efigênia
Performance "NGUZU (Consciência, Existência e Resistência)" de Glaysson Astoni e o Sarau Kilombola
Data: 14 de maio (sábado)
Horário: 19h
Entrada: evento presencial gratuito
Classificação: livre
Local: Kilombo Manzo Nzungu Kaiango - R. São Tiago, 216 - Santa Efigênia
Ingressos: acesso livre, sujeito à lotação
Para mais informações, acesse: www.circuitomunicipaldecultura.com.br
Foto: Mateus Miranda BK
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