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Juliana Amaral canta pela primeira vez em Belo Horizonte seu disco "Açoite"
Juliana Amaral apresenta, pela primeira vez em Belo Horizonte, o seu último trabalho, "AÇOITE". Ao lado do grande violeiro João Paulo Amaral ela sobe ao palco do Cine Theatro Brasil Vallourec na sexta-feira, 18 de maio, às 20h. A cantora e compositora tem estreita ligação com o "Clube da Esquina". Desde seu primeiro disco com a produção de Robertinho Silva, Juliana já interpretou "A Lua girou", "Ao que vai nascer" e agora "Léo" de Milton Nascimento e Chico Buarque. Juliana Amaral reinterpreta canções da música brasileira como "Matita Perê", apresenta os novos compositores da cena paulistana como Douglas Germano e também mostra canções autorais.
A coexistência do antigo e do novo pode ser entendida como um emblema brasileiro. O moderno brasileiro não extingue o arcaico, mas alimenta-se dele; herança colonial, açoite contemporâneo – tudo desigual e combinado. Deste casamento, nascem e persistem as tradições culturais brasileiras em toda sua complexidade, entre elas o samba e a música caipira. O encontro das pesquisas de Juliana Amaral e do irmão, João Paulo Amaral, que buscam, de diferentes modos, entender essas tradições desde um prisma reflexivo, é o mote para o projeto AÇOITE.
Produzido de modo independente, o CD AÇOITE foi custeado parcialmente por meio de campanha de financiamento coletivo, com o apoio de 392 pessoas. Gravado ao vivo no estúdio, mixado e masterizado entre janeiro e março de 2016, com direção de arte de Humberto Pio e Juliana Amaral, fotos de Marcelo Dacosta e projeto gráfico do Estúdio Risco, o disco é um lançamento do Selo Circus, braço fonográfico da Circus Produções Culturais.
Com direção musical e arranjos de João Paulo Amaral, compositor, pesquisador e um dos grandes nomes da viola caipira no país, AÇOITE traz canções inéditas, composições próprias e regravações, num repertório que busca tensionar as relações entre tradição e modernidade, campo e cidade, tanto do ponto de vista poético quanto musical. Assim, o disco trata dos diversos “açoites” do nosso tempo, de todos os tempos – solidão, abandono, violência, desamor, não-pertencimento. O batuque caipira “Rio de Lágrimas” (Tião Carreiro, Piraci e Lourival Santos), a monumental “Matita Perê” (Tom Jobim e Paulo César Pinheiro), o samba “Vassalo do Samba” (Ataulfo Alves) e o ijexá “Um trem para as estrelas” (Gilberto Gil e Cazuza), estão entre os clássicos revisitados; entre as inéditas, três canções são de Douglas Germano - “Cosme”, “Marcha do Homem Bala” e “Pra Rua”, letra oportuna que Douglas escreveu para Juliana Amaral musicar, inaugurando a parceria dos dois. Há ainda “Desvão”, música de Juliana para poema de Humberto Pio, seu parceiro de música e vida, e “Gases Puro”, canção de Lincoln Antonio para fala de Stela do Patrocínio que está no espetáculo “Entrevista com Stela do Patrocínio” - no qual Juliana atua há mais de dez anos.
O CD AÇOITE tem recebido elogios da crítica especializada. O jornalista musical Mauro Ferreira escreveu em sua revista virtual “Notas Musicais”: “Juliana Amaral levanta a voz em ‘Açoite’ para retratar um tempo de guerra. Por vezes, ‘Açoite’ soa até como um disco de tempos idos, remetendo às sombras das décadas de 1960 e 1970. Mas o tempo de guerra gira num instante e eis que chega a roda viva da vida, carregando ‘açoite’ e a viola para cá - para os sofridos dias de hoje”. O produtor musical Zé Pedro comentou em suas redes sociais: “Deveras impressionado com ‘Açoite’ de Juliana Amaral que acaba de nascer (...). A voz de Juliana Amaral oscila entre opostos: rascante/reativa, amorosa/confidente, conforme pedem as canções, orquestradas bem longe de um histrionismo musical que poderia despencar o disco ladeira abaixo. Cantora que já havia me impressionado com seu sincero ‘Juliana Samba’ de 2007, Juliana Amaral volta cheia de coisas lindas pra dizer. E diz.”
Para pequenos espaços e turnês, o espetáculo AÇOITE é apresentado na formação que deu origem ao projeto, com Juliana Amaral acompanhada por seu irmão João Paulo Amaral (voz, viola caipira e violão), com arranjos que combinam intensidade e delicadeza, revelando o lado mais lírico do repertório.
Característica de todos os projetos de Juliana Amaral, o espetáculo prima por seu acabamento cênico, e tem direção de arte de Humberto Pio, que assina cenário, figurinos e iluminação.
Foto: Marcelo Dacosta
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