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ALIANÇA FRANCESA BH RECEBE MOSTRA INDIVIDUAL “AMET VORTEX”, DA ARTISTA CAROLINA BOTURA, DIA 24 DE MAIO

EXPOSIÇÃO ABORDA A ENERGIA FEMININA EM PINTURAS, ESCULTURAS E PERFORMANCES

A Aliança Francesa Belo Horizonte lança a mostra individual AMETVORTEX, da artista plástica, poeta e performer Carolina Botura, com curadoria de Louise Ganz, dia 24 de maio. Os trabalhos fazem parte da programação anual da instituição, com o tema “Arte na Luta”, que convocou artistas por meio de um edital.

AMETVORTEX é um “ambiente instalativo” que aborda a energia feminina. Pinturas, esculturas e foto-performances tratam da mulher, das relações feminino/masculino, gênese, ancestralidade, sexualidade, dualismo, androgenia, zoomorfismo, hibridismo, espiritualidade e mutação/plasticidade.

Nesta exposição, a artista apresenta fantasias para explicitar a brutalidade e outros feitiços para inspirar o amor. Trata-se de fazer crescer a energia feminina e desfigurar a cara do patriarcado. Segundo Carolina, às vezes é necessário construir o desvio para demonstrar os limites do sentido e a gravidade do instante. “Por vezes, nos encontramos dentro do próprio desvio e precisamos ouvir as histórias de outras pessoas para nos dar conta dos tipos de coerções a que estamos submetidas”, diz.

O absurdo rompe a lógica racional e se apoia na irracional para navegar de maneira abstrata numa projeção da realidade. Carolina propõe em seus trabalhos contatos com uma densidade inconsciente, imensamente maior e anterior ao gênero, por exemplo.

“Alguma coisa sobre a origem é tocada quando se faz uma mistura atômica, quando se costura o mistério e o banal, o cru e a fantasia”, conta a artista. Nas pinturas, deusas e ciborgues posam levando um fruto, por vezes como órgão, outras como um acessório ou um pet. Sua simbologia está no ar, no estômago, no salto agulha, abraçada à vibrações ambíguas entre sagrado e profano, numa alusão aos textos bíblicos e às pinturas clássicas e da mitologia antiga que o representaram como o símbolo da tentação humana: criar.

De acordo com Botura, “o fruto aparece como ponte para a ideia de desobediência aos rituais que sustentam o patriarcado. O fruto vem dizer: comam-me, seres infinitos, criem! Ainda estamos muito limitados à compreensão dos limites de nosso corpo/mente/espírito/consciência. Precisamos nos conectar com a mãe, a ancestralidade, as energias vortex. Sentimos o desejo por uma outra era, inaugurar nossos novos corpos elásticos. Queremos girar a roleta das relações de poder, de ser homem, ser mulher, queremos ser um outro ser; o animal nos acompanha. Essa é uma das pautas do feminismo: devolver aos corpos essa plástica inventiva que nos é própria”.

Women is the nigger of the world, cantaram Yoko e Jhon. AMETVORTEX afirma e elogia a natureza feminina e a apresenta como uma revolução abrangente tanto nas lutas de desigualdade por equilíbrio e harmonia. Desta maneira, apresenta-se uma fala a partir dela: o amor eterno que melhor compreende as diferenças.

Sobre Carolina Botura

Poeta, artista plástica e performer. Graduada em Pintura e Escultura pela Escola Guignard – UEMG. Suas pesquisas envolvem tempo, natureza, animalidade, dinheiro, fogo, choque, explosão, amor, violência, magia, movimento, feminismo, noise e morte. Trabalha cruzando linguagens tendo a ação como disparadora de sua criação em diversas mídias. É co-idealizadora e locuradora da Vespa* e da ExTreMa. Integra os projetos de investigação sonoplástica O∆H e Basilabusi.

Foto: Divulgação

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