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Dudude abre temporada de solos com o espetáculo “sublime travessia”, no galpão cine horto, de 17 a 19 de maio.

As apresentações integram a programação da Mostra Dudude 50 – trajetória singular que segue até junho com residência artística, lançamento de livro sobre improvisação e apresentação de uma série de trabalhos solo significativos do percurso de cinco década

A partir de 17 de maio (sexta-feira), Dudude parte para a segunda fase de comemoração de suas cinco décadas como artista de dança com uma série de trabalhos solo composta pelos espetáculos “Sublime Travessia”, “A Projetista” e Maria de Lourdes em Tríade”, que integra a programação da Mostra Dudude 50 – Trajetória Singular. Os trabalhos apresentam momentos distintos do percurso artístico de Dudude e possuem em comum “a palavra que surge de percepções corporais e não está descolada do corpo que dança. A palavra é dança”, explica a artista.

“Sublime Travessia” inaugura a tríade de solos, em uma curta temporada, de 17 a 19 de maio, sexta e sábado, às 20h, e domingo, 19h, no Galpão Cine Horto (Rua: Pitangui, 3.613 - Horto). Ingressos a R$20 e R$10 pelo sympla ou na bilheteria do teatro. Classificação indicativa: 12 anos. Duração: 50 minutos. Gênero: dança contemporânea. Mais informações para o público: 31 3481 5580 ou nas redes sociais da artista: @coisasdedudude. Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

Com trilha sonora de Nathalia Malo (SP), permeada por sons da cultura popular, “Sublime Travessia” (2016) nasceu de um percurso realizado pela artista por diversas cidades brasileiras durante apresentações do espetáculo “A Projetista”. O corpo urbano de Dudude foi entrando em contato com os diversos “brasis”, suas paisagens, cheiros, temperaturas e corpos, tendo na trilha sonora o chão e na letra do Hino Nacional Brasileiro o lugar de escavação de memória, de origem.

“O trabalho é inspirado no viver Brasil, reconhecer-se brasileiro, escutando as grandes oposições: ‘um país tão rico e pobre ao mesmo tempo’; ‘um país tão lindo e maltratado, abandonado’. ‘Um país tão abastado e tão miserável’; A letra do Hino utilizada durante o trabalho é um lugar para instigar e pesquisar sobre essas controvérsias”, explica Dudude.

“A Projetista” (2011), que terá apresentações de 24 a 26 de maio. A intérprete cria um espetáculo/desabafo e disserta todo o tempo sobre o seu possível e próximo projeto artístico. Em cena Dudude aborda a questão do artista-projetista que se tornou um sintoma contemporâneo iniciado nos anos 90, quando toda uma geração criadora passou a mudar hábitos e posturas em relação ao mercado, tornando-se dele refém. A direção é de Cristiane Paoli Quito (SP) e a trilha sonora de Nathalia Malo.

No espetáculo “Maria de Lourdes em Tríade” (2004), o pano de fundo é a própria Dudude ou Maria de Lourdes (nome de batismo), que resolve ir a fundo na questão: quem poderia ser esta Maria de Lourdes? E assim mergulha em filósofos e poetas para desvendar esta pessoa. Maria de Lourdes habita três lugares e em cada lugar (Casa, Trabalho e Lazer) disserta sobre uma determinada sensação. O espetáculo comemora 15 anos em 2019 desde a sua estreia e segundo a artista é inevitável que passe por atualizações: “Eu mudei e naturalmente a obra acompanha esse processo. Apesar de ter passado tanto tempo, é um trabalho solo que continua pertinente e requer coragem”, reforça.

 

ESPETÁCULO “Sublime Travessia” (2016) - Repertório

A necessidade de travessia de um corpo artístico estilizado, potente de intuição e instinto, aguçado de perceptividades eletivas que repousam no campo das afetividades e estão disponíveis para os estímulos brasis. A travessia se faz imbuída de capturas sensíveis, midiáticas, publicando no espaço da expressão o tão sublime que possa ser “ pátria nossa idolatrada salve, salve”!! Trabalho inspirado no viver Brasil, reconhecer-se oriundo daqui mesmo. Escutando as grandes oposições, como: Como um país tão rico e pobre ao mesmo tempo? Como um país tão lindo e maltratado, abandonado? Como um país tão abastado e tão miserável? E por aí vamos, tendo a letra do Hino um lugar para instigar e pesquisar sobre tais incongruências.

Foto: Adriana Moura.

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