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Recém-inaugurado em BH, Escritório de Arte FASAM promove a exposição “Era preciso o corpo olhar para fora’, da paulista Isis Gasparini

Localizado na rua Rodrigues Caldas, 726 salas 1306/1007, no Santo Agostinho, o novo espaço dedicado às artes é inspirado nos escritórios internacionais, apresentando obras que podem ser adquiridas pelo público.

Criado para abrigar mostras e exposições de artistas contemporâneos, o espaço expositivo do Escritório de Arte FASAM apresenta trabalhos de artistas dos mercados primário e secundário, incluindo nomes consolidados e também jovens criadores. Como ação inaugural, a arte FASAM está recebendo até o dia 29 de junho a exposição inédita na capital mineira “Era preciso o corpo olhar para fora”, da fotógrafa Isis Gasparini.

A inauguração do Arte FASAM cria um novo espaço na cidade dedicado não apenas para receber e promover exposições, mostras e apresentações de diversas expressões artísticas, mas também de representar jovens artistas com diferentes pesquisas e linguagens, além de formar novos públicos apreciadores de arte e dialogar com o circuito artístico e cultural da cidade.

EXPOSIÇÃO “ERA PRECISO O CORPO OLHAR PARA FORA” - ISIS GASPARINI

Estreando a programação, a exposição fotográfica “Era preciso o corpo olhar para fora”, da artista Isis Gasparini apresenta o resultado de uma pesquisa desenvolvida pela artista desde 2010. O estudo reflete sobre as estratégias utilizadas por museus de diferentes cidades do mundo para orientar os trajetos do público e modular a visibilidade das obras expostas, do espaço expositivo e da paisagem de seu entorno. A curadoria da mostra é assinada por Gisele Bento.

“Minha formação artística se iniciou, primordialmente, na minha relação com a dança, o que me trouxe um interesse inseparável pelo movimento dos corpos. Ao longo do período da universidade, percebi que me interessava um tanto mais pela observação do público e suas formas de diálogo com as obras do que propriamente pelos objetos de arte, em algumas exposições que visitava.”, conta Isis Gasparini.

Desta forma, a artista se propõe a questionar como se dá essa relação entre espectador e obra; tangendo questionamentos quanto à proximidade ou distância entre os dois; quanto à atemporalidade de um trabalho, dentre outros que ela considera relevantes. Assim, por meio de um recorte de imagens fotográficas, a exposição investiga a relação e os efeitos resultantes do movimento do espectador e do deslocamento do percurso do olhar, questionando o fluxo do corpo em espaços expositivos, como os museus e centros culturais.

“Durante toda minha pesquisa percebi que o olhar é algo que passa por todo o corpo, ele é da ordem de um todo e não só propriamente da visão. Uma vez que sempre tive uma vivência muito corporal, foi natural no meu processo artístico desenvolver um trabalho que também tem como ponto de partida o corpo em movimento”, afirma a artista.

Nas palavras da curadora, “o trabalho da artista propõe que o ponto focal deixe de ser a obra de arte em si exposta nas paredes e corredores de museus, mas sim o corpo que olha, percebe e ativa outras percepções e interpretações. O resultado dessa subversão, dos efeitos causados sobre os espectadores que transitavam nos espaços é traduzido em notas suaves e gestos delicados nestas fotografias, evidenciando o olhar para além do que é visto”.

foto:Bárbara Dutra

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