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Um artista de “DizOrdem”

Alisson Damasceno apresenta videoarte, instalação, pintura, desenho e performance

Habilitado em pintura pela Escola Guignard, os trabalhos de Alisson Damasceno se desenvolvem a partir de intervenções no universo da educação, onde atua como artista e professor, se apropriando de várias linguagens artísticas no desenvolvimento de suas obras.

No dia 10 de maio, às 19h, Alisson inaugura a exposição “DizOrdem”, na Galeria de Arte BDMG Cultural. Composta por videoarte, instalação, pintura, desenho e performance, a mostra ficará aberta à visitação até o dia 16 de junho, diariamente, de 10h às 18h, inclusive sábados, domingos e feriados. Às quintas, de 10h às 21h. O acesso é gratuito.

Nascida de experiências vivenciadas na rede pública de ensino de Belo Horizonte, onde Alisson atuou como bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), a mostra é parte de uma pesquisa relacionada a questionamentos sobre o papel do professor de arte enquanto artista, professor e pesquisador. Por esse motivo, na exposição é possível ver instalações e esculturas produzidas com restos de mobiliário escolar.

De acordo com o artista, DizOrdem sugere que onde há ordem excessiva, não há espaço para singularidades. Ao mesmo tempo, alguma noção ordenada é necessária para que processos cognitivos sejam possíveis. “Apresento o ambiente escolar ordenado e desordenado, ultrapassado e em constante renovação, esquecido, mas sempre em foco de discussões como a peça central deste jogo provocativo”, explica Alisson.

Um dos mestres da arte/palavra, Ricardo Aleixo, poeta mineiro e pesquisador das poéticas intermídia, viu na “DizOrdem” de Damasceno, à lembrança sobre uma frase do filósofo Herbert Marcuse, uma das referências da contracultura sessentista. “A arte em sentido extremo fala a linguagem da descoberta”, apresentou Aleixo.

Ricardo ainda afirma que o artista é um dos mais bem preparados e inquietos no novo cenário belo-horizontino. “Alisson reivindica para a obra de arte um papel arriscado, o de, mais que apenas pensar um determinado processo, permita a esse processo falar. O que significa que nada, em tais obras, está pronto ‘e acabado’”, revela.

Alisson Damasceno participou de mostras na Escola de Belas Artes da UFMG, Escola Guignard da UEMG, Sesc Uberlândia e CCBB-BH.

Foto: Alisson Damasceno

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