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Filarmônica de Minas Gerais apresenta série "Fora de Série" neste sábado, dia 7, na Sala Minas Gerais
Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais
No dia 7 de maio, às 18h, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais explora o repertório sinfônico de Gabrieli a Ippolitov-Ivanov, na série “Fora de Série”, com a regência do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra. Mechetti conta que, ainda no Renascimento, compositores como Gabrieli exploraram a majestade acústica das grandes catedrais escrevendo obras de cunho “estereofônico” para grupos de metais, como na Sonata pian’ e forte. Em Grieg, nota-se a íntima sonoridade das cordas na Suíte Holberg; do pai da sinfonia, Haydn, o público apreciará sua célebre Centésima. O programa se encerra com a inspiração trazida pela música étnica durante o Romantismo em Fragmentos Turcos, de Ippolitov-Ivanov. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais. A capacidade da Sala é de 1.493 lugares.
A série “Fora de Série” 2022 marca a renovação da parceria entre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e a ArcelorMittal, líder em aço no Brasil e no mundo, por meio de sua Fundação, que atua há mais de 33 anos em três eixos prioritários: Educação, Cultura e Esporte.
De acordo com o novo decreto da Prefeitura de Belo Horizonte (nº 17.943), publicado no dia 28 de abril de 2022, com orientações sobre a prevenção da covid-19 em ambientes fechados, o uso de máscara torna-se opcional na Sala Minas Gerais. Veja mais orientações no “Guia de Acesso à Sala”, no site da Orquestra: fil.mg/acessoasala.
Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo e Governo de Minas Gerais, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Patrocinadores: Supermix e ArcelorMittal. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.
Maestro Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular
Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro.
Ao ser convidado, em 2014, para o cargo de Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, Fabio Mechetti tornou-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito.
Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente.
Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.
Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo em Milão; e na Dinamarca, a Filarmônica de Odense.
No Brasil, foi convidado a dirigir a Sinfônica Brasileira, a Estadual de São Paulo, as orquestras de Porto Alegre e Brasília e as municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Trabalhou com artistas como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros.
Em 2022, fez sua estreia com a Orquestra Filarmônica do Teatro Colón, em Buenos Aires, e pela primeira vez vai reger a Orquestra Sinfônica da Colômbia, em Bogotá.
Repertório
Giovanni Gabrieli (Veneza, Itália, 1554 – 1612) e a obra Sonata pian' e forte (1597)
Não é possível compreender a música de Giovanni Gabrieli sem considerar o contexto da Veneza do século XVI. Gabrieli nasceu entre 1554 e 1557, período em que a cidade desfrutava do auge do prestígio por ser o principal posto comercial entre o leste e o oeste, além de ser celeiro de arte, política e cultura. No centro da vida musical estava a Basílica de São Marcos, que, desde o século XIV, empregava organistas e dispunha de dois órgãos, além de um órgão positivo, que tomava emprestado quando necessário. Em 1585, depois de já ter trabalhado em Munique, na corte do Duque Alberto V da Baviera, Gabrieli foi designado organista da Basílica e, no mesmo ano, conseguiu outro posto, na Scuola Grande di San Rocco. Na Basílica, Giovanni fez mais do que apenas suceder o tio, Andrea Gabrieli, que cumpria as funções de organista e compositor. Apenas um ano depois de sua chegada, Giovanni começou a publicar os Concertos de seu tio. Rapidamente, percebeu o potencial do grupo de virtuosos que a Basílica tinha desde 1567, que lhe permitia constante experimentação da técnica musical. Além disso, como principal compositor, ele podia contratar cantores e musicistas como freelancer, o que expandiu o alcance e a expressão de suas composições. Parte de sua principal coleção, a Sacrae Symphoniae, de 1597, a Sonata pian’ e forte é um perfeito exemplo de como a música vocal (provavelmente usada primeiro na igreja) pode tornar-se puramente instrumental. Aqui, a música traduz instrumentalmente a ideia do cori spezzati, ou o estilo policoral tradicional de Veneza. O contraste dinâmico é criado pelo uso de coros de solistas e tutti: um coro de solistas resulta em piano, enquanto as seções de tutti são fortes.
Edvard Grieg (Bergen, Noruega, 1843 – 1907) e a obra Suíte Holberg, op. 40 (1884)
Edvard Grieg foi o principal compositor escandinavo de sua geração e o mais importante divulgador da música folclórica de seu país. Nascido em Bergen, na Noruega, em 1843, sua criação se baseia em canções folclóricas e na tradição romântica. Foram os conselhos do violinista Ole Bull que o levaram a perseguir os estudos de piano no Conservatório de Leipzig, Alemanha, onde foi aluno de Richter, Hauptmann, Reinecke e Monscheles. Mas, de volta à Escandinávia, Grieg se estabeleceu em Copenhagen, influenciado pelo compositor Richard Nordraak, que o apresentou às bases de sua composição. Sobre Nodraak, afirmou Grieg: "Foi somente por meio dele que aprendi a conhecer as melodias norueguesas e a minha própria natureza". A Suíte Holberg, op. 40 foi criada em 1884 em celebração ao bicentenário de nascimento de Ludvig Holberg, filósofo, escritor e humorista dinamarquês. Aclamado como um Molière do Norte, Holberg nasceu na Noruega e passou parte da vida na Dinamarca (assim como Grieg). Os cinco movimentos da Suíte foram escritos originalmente para piano e rearranjados para orquestra de cordas no ano seguinte. Neste trabalho, Grieg toma emprestada a forma da suíte barroca, com seus tradicionais movimentos de dança francesa, e os reinterpreta sob as lentes da linguagem neoclássica.
Franz Joseph Haydn (Rohrau, Áustria, 1732 – Viena, Áustria, 1809) e a obra Sinfonia nº 100 em Sol maior, Hob. I:100, "Militar" (1793)
A produção sinfônica de Haydn é pródiga e acompanha-o por toda a vida. Foram cento e seis sinfonias, a primeira datando de 1757 e a última, de 1795. As Sinfonias Londrinas, compostas entre 1791 e 1795, marcam um período de maturidade e de decantação do estilo haydniano. Constituem dois grupos: o primeiro, de números 93 a 98, composto durante a primeira visita de Haydn à Inglaterra, quando recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Oxford; as sinfonias do segundo grupo, 99 a 104, foram compostas em Viena e Londres, para a sua segunda viagem à Inglaterra. Pertence a este grupo, portanto, a Sinfonia nº 100. Escrita entre 1793 e 1794, seu apelido ("Militar") deriva do uso, no segundo movimento, de evocações de fanfarras com trompetes e efeitos da percussão. Estes também retornam ao final do último movimento, colorindo a orquestração dos tutti. Com o bom humor que o acompanhou por toda a vida e que transparece também em sua obra, Haydn sabe, na Sinfonia nº 100, transcender à regra sem transgredi-la, confirmando sua aderência completa à linguagem do Classicismo.
Mikhail Ippolitov-Ivanov (Gatchina, Rússia, 1859 – Moscou, Rússia, 1935) e a obra Fragmentos Turcos, op. 62 (1930)
Mikhail Mihaylovich Ippolitov-Ivanov nasceu em 1859 em Gatchina, cidade próxima de São Petersburgo, na Rússia. Filho de um mecânico, sua origem e classe social difere de boa parte dos compositores nacionalistas russos, que geralmente vinham de famílias mais privilegiadas. Entre 1872 e 1875, frequentou as classes do coral de meninos da Catedral de Santo Isaac; em 1875, foi admitido no Conservatório de São Petersburgo. Pupilo de Rimsky-Korsakov, amigo de Tchaikovsky, Ippolitov-Ivanov frequentou algumas reuniões do Grupo dos Cinco, lideradas por Mily Balakirev. Já no fim da vida, o interesse do compositor pela música folclórica dos turcos ocidentais e dos árabes, bem como dos usbeques, cazaques e turcomenos, resultou em alguns trabalhos. Escritos em 1930, os Fragmentos Turcos, op. 62 oferecem elementos destas origens. A obra foi dedicada à soprano azerbaijanesa Shevket Mamedova.
Programa
Fora de Série – de Gabrieli a Ippolitov-Ivanov
7 de maio – 18h
Sala Minas Gerais
Fabio Mechetti, regente
GABRIELI Sonata pian´e forte
GRIEG Suíte Holberg, op. 40
HAYDN Sinfonia nº 100 em Sol maior, Hob. I:100, "Militar"
IPPOLITOV-IVANOV Fragmentos Turcos, op. 62
INGRESSOS:
R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 65 (Balcão Palco), R$ 86 (Balcão Lateral), R$ 113 (Plateia Central), R$ 146 (Balcão Principal) e R$ 167 (Camarote).
Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.
Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.
Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
Bilheteria da Sala Minas Gerais
Horário de funcionamento
Dias sem concerto:
3ª a 6ª — 12h a 20h
Sábado — 12h a 18h
Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:
— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana
— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado
— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo
Cartões e vale aceitos:
Cartões das bandeiras American Express, Elo, Hipercard, Mastercard e Visa.
Vale-cultura das bandeiras Ticket e Sodexo.
Sobre a Orquestra
A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação. Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano. O CD Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, lançado em 2020 pelo selo internacional Naxos em parceria com o Itamaraty, foi indicado ao Grammy Latino 2020. A premiação dada pela Revista Concerto teve como tema “Reinvenção na Pandemia” e destacou as transmissões ao vivo de concertos realizadas pela Filarmônica em 2020, em sua Maratona Beethoven, e ações educacionais como a Academia Virtual.
Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto. Além disso, desde 2008, várias cidades receberam a Orquestra, de Norte a Sul, passando também pelas regiões Leste, Alto Paranaíba, Central e Triângulo.
A Orquestra possui 9 álbuns gravados, entre eles dois que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty, com obras dos compositores brasileiros Alberto Nepomuceno e Almeida Prado. O álbum de Almeida Prado, lançado em 2020, foi indicado ao Grammy Latino de melhor gravação de música erudita. A Sala Minas Gerais, sede da Orquestra, foi inaugurada em 2015, em Belo Horizonte, tornando-se referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico e uma das principais salas de concertos da América Latina. A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Orquestra vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.
Foto: Eugênio Sávio
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