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Embarcando na jornada de mãe empreendedora

Estudante de Psicologia de BH decide empreender em meio à pandemia, sem abrir mão de se dedicar à filha de seis anos

As funções de mãe, a faculdade, o trabalho e a casa não desanimaram Isabela Rocha a assumir, em meio à pandemia, mais um novo desafio: o de empreender. Administradora, especializada em gerenciamento de projetos, e estudante de Psicologia, Isabela teve seu estágio interrompido por conta do isolamento social.

Com a suspensão das aulas presenciais, ela teve que se dedicar em tempo integral à filha de seis anos.Foi quando teve a ideia deiniciar um negócio. Como sempre gostou de cozinhar, receber e preparar mesas, decidiu unir esse hobby à habilidade artesanal. Começou então a produzir porta-guardanapos ea desenvolver mesas temáticas, quedivulga em seu Instagram.

“Sempre trabalhei fora de casa em período integral e, como gosto de artesanato, criei o Instagram de Mesa Posta”, conta. A decisão de empreender não foi simples, já queconciliar a rotina domésticae o dia a dia do negócio exige muito trabalho. Segundo Isabela, um dos maiores desafios nesse período tem sido o de acompanhar a filha que está em fase de alfabetização nas aulas on-line, sem ter conhecimento específico para isso.

“Não é pensar em atividades criativas com espaço físico restritopara uma criança, ainda mais morando em um apartamento. Tenho que conciliar uma faculdade de Psicologia com uma criança de 6 anos demandando o tempo inteiro de atenção e em meio a um cenário de pandemia. Essa tem sido a minha batalha nessa jornada de empreendedora e mãe”.

“Ser exemplo para a minha filha”

Assim como a maternidade, empreender é um desafio. É uma forma de mostrar o valor da persistência e a coragem para não desistir de uma ideia. Para a Isabela, empreender também é um meiode mostrar para a sua filha a força de correr atrás daquilo em que se acredita.

“O que acho mais vantajoso aoempreender, ainda mais em casa, é mostrar para minha filha, que tem 6 anos, o valor do trabalho, além de ser um exemplo real. Tanto que elatambém começou um negócio e faz pulseiras para vender. No Natal do ano passado, vendeu aproximadamente R$ 500. E isso é importante para que ela entenda sobre finanças, independência e valor das horas de trabalho a que sededica”, orgulha-se a microempreendedora individual (MEI).

A busca por capacitação também faz parte da trajetória de Isabela, que já participou de alguns cursos e solicitou o serviço de consultoria no Sebrae Minas.“No dia 8 de maio, completo um ano nesse novo negócio, que começou com minhas mesas de dia a dia e hoje alegra as mesas de muitas pessoas.”

Isabelatambémdesenvolve alguns produtos sociais, com parte da venda repassada para uma instituição – a Casa Madre Teresa, que ajuda mulheres em situaçãode rua.

A força da maternidade

Saiba mais sobre como empreender com a força da maternidade. Acesse a entrevista com Renata Carvalho, do She’s The Boss, divulgada no Portal de Inovação do Sebrae Minas.

Saiba mais

Estudo do Sebrae Minas mostra que mães empreendedoras são as mais impactadas pela pandemia. A sobrecarga com os afazeres domésticos levou 33% das mulheres com filhos a reduzirem o tempo dedicado aos negócios, contra 24% dos pais. Acesse ao release disponibilizado na Agência Sebrae de Notícias.

Foto: Divulgação

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