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Tônus Ative lança grupo gratuito de fortalecimento emocional e de qualidade de vida a parkinsonianos e familiares

Encontros começam no dia 9 de maio, às quartas-feiras, na Tônus Fisioterapia, rua Cristina 1160

O Parkinson - doença neurológica que afeta movimentos do corpo humano, causa tremores, dores e alterações na fala e na escrita, entre outros sintomas - atinge mais de 200 mil brasileiros, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). E como forma de ajudar essas pessoas a lidarem com a situação e superarem os desafios diários, a Tônus Ative criou o grupo gratuito de fortalecimento emocional e de qualidade de vida a parkinsonianos e familiares. Ao todo serão dez encontros que terão início a partir de 9 de maio, às quartas-feiras, das 13h45 às 15h30, na Tônus Fisioterapia e Saúde Integral (rua Cristina 1160, Santo Antônio).

O grupo tem proposta terapêutica, mas não é psicoterapia, de acordo com a psicóloga Lenora Cunha. Ela explica que, com base na abordagem do psiquiatra norte-americano Milton Erickson (1901-1980), a terapeuta mexicana Teresa Robles desenvolveu uma série de exercícios e que alguns serão adotados pelos participantes do grupo, como compartilhar as experiências pessoais, os medos e se aproximar das possibilidades para uma vida melhor e com mais qualidade, independente do diagnóstico. “Vivemos hoje um momento muito especial em que somos provocados a ter mais consciência sobre a nossa evolução e a capacidade de respeito, empatia, aceitação e cooperação”, diz.

Nas reuniões serão discutidos temas universais como “A importância da respiração como caminho para o bem-estar”, “Autocuidado”, “Lidar com a dor”, “O relacionamento com o próximo”, “Aprender a ficar em paz”, “A descoberta do eu como essência”, “Relacionamento com o corpo e as emoções”, “Como as crenças influenciam o sentir”, “A transformação de crenças”, entre outros. As vagas para a participação nos grupos serão limitadas e com capacidade para dez participantes.

De acordo com a psicóloga Cristiana Lobo, uma das principais dificuldades relatadas por parkinsonianos e que será trabalhada no grupo é a vergonha, fruto do preconceito. “A gente observa que esse comportamento é muito comum. O fato de tremer e agir de forma diferente desperta atenção das pessoas. Com isso, o portador da doença pode sentir-se envergonhado, se fechar e tentar esconder sua vulnerabilidade”.

A especialista diz também que, ao se deparar com o diagnóstico de uma doença neurodegenerativa que ainda não tem cura, cria-se uma gama de sentimentos fortes e profundos como a negação, revolta, depressão. “É preciso então que haja um trabalho de aceitação da situação por parte dos parkinsonianos para que ele não se entregue ao negativismo e escolha a melhor forma de como enfrentar a realidade”, ressalta Lenora Cunha.

De acordo com a psicóloga, por meio do grupo os parkinsonianos terão a oportunidade de conviver com pessoas que tenham a mesma doença e com elas trocar ideias e criar laços de convivência. “É uma experiência voltada para a humanização com direção ao amor incondicional, respeito à diversidade e, união”.

Especialistas

Lenora Cunha – É psicóloga e formada em Psicoterapia Ericksoniana e Hipnose, Psicossíntese, além de Constelação Familiar. É facilitadora do Pathwork – Programa de Transformação Pessoal. Trata-se de treinamento intensivo cujo objetivo é conduzir o participante a um nível mais profundo de autoconhecimento, autoconsciência e autorresponsabilidade.

Cristiana Lobo - É psicóloga e mestre em Psicoterapia Ericksoniana pelo Centro de México Plantel León. Pós-graduada em Psicopedagogia e tem curso de especialização em Neuroeducação, a Ciência do Cérebro e do Comportamento Aplicada ao Ensino e à Aprendizagem. É tutora profissional do Cogmed Working Memory Training e membro da SBCoaching – Coaching Personal Profissional.

Informações para participação nos grupos podem ser obtidas pelo telefone: (31) 3292-7501.

Foto: Divulgação

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