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Mateus Aleluia em Aclamação Para Olorum
Aclamação à Olorum é um show intimista do cantor e compositor Mateus Aleluia, onde ele convida a plateia a uma comunhão entre a arte musical e a espiritualidade. Dividido em três movimentos: Mundo natural, Mundo material e Mundo espiritual, Aclamação a Olorum atravessa as mais diferentes culturas e tradições para chegar ao Brasil, ponto de encontro dos mais diversos povos que aqui construíram uma das culturas mais ricas e complexas do mundo.
Em conexão com a melodia, a harmonia e o ritmo da vida, Mateus Aleluia conduz o show acompanhado de Ricardo Campos no Violoncelo. Realizado recentemente no Sesc Pinheiros em São Paulo, o espetáculo foi aclamado pelo público que lotou o teatro.
Sobre Mateus Aleluia
Mateus Aleluia é brasileiro natural de Cachoeira, na Bahia. Compositor, cantor e instrumentista, remanescente do grupo vocal “Os Tincoãs” e autor deste projeto cujo enredo tem como foco a mestiçagem artística cultural brasileira, ressaltando como o fio condutor deste processo a cultura e história da África.
Nos três antológicos discos gravados entre 1973 e 1977, o grupo baiano “os Tincoãs” combina harmonias vocais imbricadas, percussão afro-brasileira e, a partir do segundo álbum, arranjos para orquestra de músicos como João Donato e Oberdan Magalhães, da Banda Black Rio. Este legado está agora materializado em um precioso projeto Nós, os Tincoãs - livro com textos de autoria de Martinho da Vila, Capinam, Carlinhos Brown, Letieres Leite e Adelzon Alves, dentre outros, selecionados por Gringo Cardia e acompanhado dos CDs remasterizados.
Para justificar a linha de trabalho conduzida por Mateus Aleluia, neste seu retorno de Angola, onde viveu desde 1983, torna-se imperativo falar sobre o trabalho do grupo a partir dos anos 60, e registrado em disco na década de 70/80.
Quando retorna de Angola, no início dos anos 2000, Mateus Aleluia retoma a carreira musical. Após um período ministrando palestras e shows sobre o afro-barroco — linguagem que atravessa toda a sua criação — lança seu primeiro disco solo, Cinco Sentidos, em 2010. “Fogueira Doce”, segundo disco solo chega para consolidar a obra de um artista que, apesar de difundir tradições e memórias de um tempo antigo, não retira os olhos do presente. “Eu estou no meu hoje”, diz o griô moderno. “E meu hoje é contínuo, o meu hoje é gerundial. Ele tem uma vibração que não termina”.
Os Tincoãs
Mateus, juntamente com Dadinho, atendendo a voz do inconsciente ditado pela herança genética, passou a exteriorizar através do trabalho musical o sentimento ancestral que temperou o perfil cultural do recôncavo baiano no geral, e da cidade de Cachoeira em particular.
Esta mescla de cultura responsável pela amálgama dos hábitos da cidade de Cachoeira, explodiu através do grupo em sua fase afro-barroca, sintetizado em 5 LPs, 4 compactos e algumas participações especiais.
No trabalho dos Tincoãs, se constatou a influência africana, bem à mostra, através dos cantos e ritmos das senzalas nos seus momentos de folguedos (sambas de roda) e também nos seus momentos ritualísticos (candomblé), contudo deixando à mostra os cantos oriundos do compêndio de música sacra católica e do popular domínio sacro cristão, e, pondo dentro do entendimento espontâneo sacro profano popular da Bahia todo um sincretismo cultural religioso bem patente em algumas das suas obras registradas no CD como: Oyá Pepê, Key Yemanjá e Lamento às águas, onde os cantos afros são interpretados dentro de uma temática rítmica harmônica barroca e cantos tradicionalmente barrocos como misericórdia e salmo são interpretados dentro de uma temática rítmica dos terreiros de candomblé.
Este casamento de culturas ancestrais dentro de um trabalho musical conferiu ao Tincoãs, por autoridades antropológicas, históricas, jornalísticas e musicais como Maestro Leonardo Bruno, Maestro Koellreutter - na ocasião Diretor do ICBA - Rio de Janeiro, Antropólogo e Etnólogo Babalaô Nigeriano Francis Ifá Kaiodê Akinwelere, Adelzon Alves - radialista e produtor discográfico, a condição de co-reanimadores da ancestralidade musical afro-brasileira.
Foto: Divulgação
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