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Carlos Bolívia e os Médicos Cubanos lançam"No Quiero Tretar", segundo single do disco de estreia

Frontman das bandas Orquesta Atípica de Lhamas e Djalma Não Entende de Politica, artista lançará faixas inéditas até julho, com lyric videos assinados por Gabriel Martins; "No Quiero Tretar" chega às redes na terça-feira (7)

Em uma época do mundo em que divergências e intolerâncias se acirram, Carlos Bolívia pega a contramão: quer distância de briga e confusão, quer diálogo e respeito à diferença. Essa é a tônica de "No Quiero Tretar", segundo single do disco de estreia de seu projeto solo, intitulado Carlos Bolívia e os Médicos Cubanos. Assim como "La Cumbita", a primeira a ser lançada pelo artista, e todas as outras faixas que virão até julho, a canção chega acompanhada por um lyric video dirigido pelo artista audiovisual Gabriel Martins, conhecido por seu trabalho na Filmes de Plástico. A música e o vídeo serão lançadas no dia 7 de maio, terça-feira, nas redes sociais do cantor, instrumentista e compositor boliviano-brasileiro, frontman das bandas Orquesta Atípica de Lhamas e Djalma Não Entende de Política.

"Todas as composições do disco foram todas feitas entre 2018 e o começo de 2019. Portanto, elas naturalmente refletem esta época louca que o Brasil está vivendo. Cada uma foi representando o que eu estava sentindo num determinado momento", afirma Bolívia. "'No Quiero Tretar', por exemplo, eu fiz num dia em que estavam rolando tretas simultâneas, em dois grupos de música que participo no WhatsApp. As pessoas respondendo, argumentando, brigando, se desentendendo. Aquilo mexeu comigo e comecei a brincar com a palavra treta e seus sentidos", conta. "

Escute “No Quiero Tretar” (link especial para a imprensa) >> youtu.be/UHFKq0rfj-8

O músico diz, ainda, que a sonoridade da faixa tem inspiração em Manu Chao e Itamar Assumpção. "Essa música tem citações a esses artistas, que são grandes referências para mim. Então, ela transita por esses dois universos", comenta. "André Albernaz, que divide a direção musical do disco comigo, arrasou nos arranjos de sopros. Sem contar o solo maravilhoso do trombonista João Machala", completa Bolívia, lembrando que a faixa, assim como todas as cincos que vão compor o álbum, foi gravada, produzida e mixada por Rafael Dutra (Estúdio Motor).

Disco solo

Bolívia conta que a decisão de gravar um disco solo surgiu da vontade de dar vazão a propostas que nem sempre podem ser concretizadas em projetos coletivos. “Banda é comunhão, é encontro. Nem sempre as vontades que você tem cabem no grupo. Tem que tomar cuidado, respeitar o coletivo, porque se você insistir em levar suas ideias ao limite, aquilo pode virar uma tirania”, pontua. “Então, vi que tinha ideias para explorar e que só um projeto solo me daria espaço para tal. Assim, chamei pessoas que eu sabia que teriam a ver com a proposta”, completa Bolívia, revelando que tem se apaixonado pelos processos de gravação desde o primeiro EP do Djalma, de 2014.

Foi aí que, para a tarefa, o artista recrutou seus “médicos cubanos”. “A primeira pessoa que procurei foi o André Albernaz, que é tecladista do Djalma e já foi das Lhamas. Ele é um músico extraordinário, que criou a maioria dos arranjos e dividiu a direção musical comigo. Depois de pensarmos juntos a forma das músicas e as bases dos arranjos, chamamos a banda de apoio, formada por Fernando Feijão Monteiro, na bateria e Rodrigo Boi Magalhães, baixista das Lhamas. Tenho muita afinidade com eles por conta das Lhamas e do bloco da Juventude Bronzeada”, conta.

Confira o lyric video de "La Cumbita", primeiro single do disco >> bit.ly/

"Montamos também um trio de sopros com João Machala (trombone), Ygor Rajão (trompete) e Marcelo Pereira (Sax), que sem dúvida contribuíram para o alto nível do trabalho” continua Bolívia, lembrando ainda as participações especiais de Chaya Vazquez (percussão), Mariana Diniz (clarineta), Rafael José Azevedo (guitarra), Drica Mitre (coros) e a própria Laura Lopes. A artista visual costarriquenha e radicada em BH, Nancy Mora Castro, irá desenvolver uma arte para cada um dos singles.

As cinco faixas do disco, cuja masterização ficou a cargo de Kiko Klaus (Estúdio Camarda), serão colocadas no ar em intervalos de aproximadamente 15 dias, sempre com um lyric video, seguindo a tendência contemporânea de dividir os lançamentos em singles. “A ideia é gerar um burburinho para cada música e possibilitar que as pessoas tenham tempo de apreciá-las com atenção. Queria uma proposta que coubesse no meu orçamento, já que não conseguiria fazer toda a produção de um clipe para cada faixa. Então, chamei o Gabriel Martins para criar os lyric videos. Ele é tão criativo que o material está indo muito além do que vídeos mostrando palavras".

“A proposta é difundir as letras e fazer com que o público receba com mais atenção o que quero comunicar. Sobre o cronograma de lançamentos, está tudo planejado, mas pode ser que tenhamos alguma mudança no meio do caminho. Neste Brasil maluco, tudo pode acontecer. Vai que no dia de algum lançamento um grande nome da política seja preso ou um avião com alguma autoridade caia misteriosamente? ”, alerta.

Sobre Carlos Bolívia

Filho de pai boliviano com mãe brasileira, Carlos Bolívia sempre transitou entre diferentes culturas, o que despertou sua musicalidade ainda cedo. “Eu venho de famílias que falam muitas línguas. Minha mãe é brasileira e falava português comigo; com a minha família por parte de pai, eu já falava em espanhol; meu avô também falava o aimará e minha avó o quechua. E quase todo mundo ali com alguma influência anglófona”, pontua.

''A musicalidade própria das línguas, das palavras, sempre me interessou muito. Tanto que tenho muito cuidado na escolha das palavras nas minhas músicas”, reflete o artista, que além de cantar toca guitarra e tem se aventurado, nos últimos anos, a tocar o charango, instrumento de cordas típico dos países andinos, e a guitarra baiana, instrumento símbolo do nosso Carnaval.

Para Bolívia, foi o Djalma Não Entende de Política quem o profissionalizou na música. “O Djalma me abriu espaço para a composição, para o autoral. Foi interessante ver que num grupo de amigos eu podia apresentar minhas músicas, que eles gostavam, depois a gente tocava e, de repente, o público estava gostando também”, afirma o músico, que também atua como guitarrista do bloco Juventude Bronzeada e é um dos mentores do bloco Cómo te Lhama e de sua derivação para os palcos.

“As Lhamas foram o despertar maior da minha latinidade, me fizeram resgatar uma bagagem que existia em mim, mas que não estava tão explorada. Eu ouvi cumbia a minha vida inteira e durante muito tempo cheguei até a renegar essa influência. Quando me vi, estava compondo cumbias e pesquisando esse ritmo que unifica toda a América Latina”, continua. “Desde então, tem sido uma aventura maravilhosa. E agora eu junto isso com outros caminhos que já trilhei e pretendo percorre

Escute “No Quiero Tretar” - link para a imprens

Foto: Carlos Bolívia

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