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“Como Se Não Tivesse Acontecido Nada”: Marcelo Veronez apresenta seu primeiro show pós-pandemia
Apresentação acontece no dia 5 de maio, quinta-feira, no Teatro Sesiminas; repertório conta com single inédito do cantor e intérprete mineiro
Título sugestivo para os tempos atuais, “Como Se Não Tivesse Acontecido Nada” é o primeiro show musical que o cantor e intérprete Marcelo Veronez apresentará no chamado pós-pandemia. O conceito da apresentação – que estreou em 2019 e teve a circulação interrompida em 2020 – parte de duas vertentes: a saga de alguém que sai da roça e se torna artista na cidade e os absurdos diários que o artista enfrenta em sua jornada. No repertório, misturam-se referências diversas, de Marku Ribas a Milton Nascimento, de Jards Macalé a Chico Buarque, de Caetano Veloso a Bertold Brecht. Há, ainda, um single inédito de Veronez: “Hora de Partir”, composição da mineira Milena Torres, grande parceira do artista. O show, que integra o projeto “Encontros Musicais”, com curadoria de Kiko Klaus, acontece no dia 5 de maio, quinta-feira, às 21h, no Teatro Sesiminas. Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada) e podem ser comprados online, pela Sympla.
“Como Se Não Tivesse Acontecido Nada” é um “show-discurso”, cheio de referências ao rock, à canção popular debochada, de luta e de exílio e à música de cabaré. O nome é inspirado na música homônima presente no disco da diva Maria Alcina lançado em 1973, e pensa principalmente em traçar reflexões sobre a sensação de continuidade da “vida normal” apesar dos absurdos diários e cotidianos, sobre as repetições de discursos através do tempo e, também, sobre trazer ideias que apontam para algo luminoso dentro desse contexto contemporâneo de falências das utopias e esperanças. “Acho que é meu show mais cênico, no sentido da dramaturgia, da tentativa de costurar uma história a partir de um repertório, de não ter muita pausa ou espaço entre as músicas, para que a letra possa ser trabalhada como texto”, explica Marcelo Veronez, que também é ator.
O espetáculo foi repaginado e ganhou novas músicas no repertório, que também passa por nomes como Milton Nascimento, Gilberto Gil, João Bosco e Aldir Blanc, e pelas cantoras atrizes, como Zezé Motta, Cida Moreira, Maria Alice Vergueiro e a própria Maria Alcina. “Acho sinceramente que as pessoas vão se surpreender com esse novo trabalho. É muito reflexivo, divertido e instigante, na forma e no conteúdo”, sublinha Veronez, revelando que o show deve ganhar registro em disco futuramente. No palco, o artista estará acompanhado por Pedro Fonseca (baixo) e Yuri Vellasco (bateria), dupla que também assina a direção musical, e contará com as participações de Davi Fonseca (piano), Letícia Leal (viola caipira), Sarah Assis (acordeom) e Carô Rennó (voz). O figurino é de Clarice Rena, a luz de Marina Arthuzzi e Akner Gustavson, e a direção de cena de Rafael Bacelar.
Single inédito
Uma das novidades da apresentação é o single inédito “Hora de Partir”, lançado em primeira mão na Rádio Inconfidência, no dia 28 de abril. “Essa música é a única inédita do show e foi feita pela minha parceira Milena Torres. Trabalhamos juntos há anos, gravei três músicas delas no meu primeiro disco, já dividimos o palco inúmeras vezes. ’Hora de Partir’ é uma balada um tanto debochada, com a dose certa de romantismo e safadeza que a gente gosta. A música ficará rodando exclusivamente na Inconfidência até dia 3 de maio, quando subiremos um vídeo dela no YouTube”, diz Veronez.
O artista conta, ainda, que não lançará a canção nas plataformas de streaming, indo na contramão do controverso ditame atual do mercado musical. “Não me interessa mais trabalhar com essas ferramentas, acredito que prometem muito e entregam pouco. Me interessa o artesanal, o orgânico, o contato real com as pessoas, é nisso que quero investir como um artista de teatro dentro da música”, finaliza.
Sobre Marcelo Veronez
Marcelo Veronez nasceu em Belo Horizonte e viveu toda a infância em uma roça perto de Itamarandiba, pequena cidade mineira no Vale do Jequitinhonha. Logo se mudou para Contagem, onde viveu por toda a década de 90 até no início dos anos 2000, retornando em 2007 para Belo Horizonte. É cantor, ator, diretor de teatro e de shows, formado pelo Teatro Universitário da UFMG (2003), com passagens pela Anthonio Escola de Canto e Primeiro Ato Centro de Dança.
Em 2017, lançou o seu disco de estreia: “Narciso Deu um Grito”. Como cantor, já se apresentou junto de Zezé Motta, Maria Alcina, Otto, Iconili, Julia Branco, Odair José e e Elza Soares. Como ator, atuou nos espetáculos “Os Saltimbancos”, de Chico Buarque, produzido pela Cia Odeon, pelo qual recebeu o Prêmio Sinparc como melhor ator coadjuvante. Atualmente, está no elenco da montagem de “Auto da Compadecida” de Ariano Suassuna, sob direção de Gabriel Vilela, com o Grupo Maria Cutia de Teatro. Entre seus shows musicais mais destacados estão “Não sou Nenhum Roberto”, em cartaz desde 2008; “Narciso Deu um Grito”, do disco homônimo; e “Como Se Não Tivesse Acontecido”, que já passou por espaços como o Galpão Cine Horto e A Autêntica, pelo festival Música Mundo.
É também pesquisador do encontro entre teatro e música popular através do projeto “Rampa: treinamento cênico para a música”, que traz encontros de pesquisa e prática com artistas da música interessados no estudo do teatro. O projeto já está na sua terceira edição e conta com orientadoras como Cláudia Manzo, Babaya, Suely Machado, Ernani Maletta e mais várias colaboradoras, além do próprio Veronez. Já dirigiu trabalhos de destacados nomes da música de Minas, como Déa Trancoso, Josy.Anne, Lamparina e a Primavera, Marina Machado, Dolores 602 e, também, foi diretor artístico do bloco de carnaval Havayanas Usadas por três carnavais, de 2018 a 2020. Desde 2016 é gestor da Gruta!, um dos mais importantes espaços da cultura underground e LGBTQIA+ de Belo Horizonte.
Marcelo Veronez apresenta “Como Se Não Tivesse Acontecido Nada”
Quando. Dia 5 de maio, quinta-feira, às 21h
Onde. Teatro Sesiminas (R. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia)
Quanto. R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada) – Venda online pela Sympla
Veronez nas redes. Instagram | YouTube
Foto: Alexandre Hugo
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