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A nossa "DE QUINTA NA AKASHA" será desta vez em conexão com o estado do Pará ao som do bom e velho rock in roll.

E quem nos dará o ar da graça é o guitar man Alê Martins, o viajante do tempo.

Virtuoso, generoso e dotado de um talento pouco comum. Eis os adjetivos que empregarei, assim, rápido como um rife de guitarra. Influenciado já lá na juventude pelo melhor do gênero, quando ouvimos o som do cara, a princípio acreditamos tratar-se de um dinossauro do rock, revisitando o passado e brincando com a língua portuguesa. É explícito o tipo de relação homem versos instrumento. O casamento perfeito diria. A impressão que temos é que o cara dorme com a guitarra. Até acredito que essa proposição seja de fato estabelecida. Um som pesado e limpo. Muito limpo. Uma gota de sujeira, talvez seja bem proposital. Já quem ouve, impossível um mero cochilo.

Guitarrista, violinista, cantor e compositor, posso afirmar que o moço, não tão jovem assim, seja benvindo em qualquer banda, de qualquer gênero. Mas quanto a isso, são poucas as conceções. Sim, o cara é roqueiro por natureza, vocação e intuição.

Forjado em Ribeirão Pires, desde os tempos áureos (1998), o brother vai do hard rock aos sons contemporâneos tão fácil e simplesmente como quem colou com o instrumento já na 5° série escolar. Pessoalmente, conheço poucos tão notório. Podemos afirmar que Alê é fruto das próprias viagens, no tempo, nos lugares e nos próprios anseios.

Membro ativo de importantes bandas da cena do ABC paulista, atuando por duas décadas, ao lado de músicos tão bons e virtuosos quanto ele. Não darei spoiler. Isso, e muito mais, ele próprio nos contará. O que posso adiantar é que o cara é de fato um viajante do tempo. Assim, percorreu vários gêneros; do hard rock, a MPB, e até um rápido flerte com o country rock.

Em 2013 muda- se para o Nordeste, fixando morada em Aracaju, cidade do menor estado do país, Sergipe. Como de praxe nos seus rolês, não passou batido. Como sempre afirmo: talento abre portas, porém a generosidade as mantém abertas. Generosidade, além do talento, sem dúvidas é a principal virtude do Alê. Assim, como um verdadeiro irmão de todos, sobretudo dos mais presentes, interagiu com maestria na cena da pequena capital. Jamais encolheu o seu talento para encaixar-se em qualquer projéto que seja. Trazendo na bagagem muito experiência, vivência e sofisticação. Muito fácil se encaixar em qualquer cena. Não tão simples assim. Solando como um gigante e dotado de uma fluência no inglês típica de quem estuda muito. Impossível não cativar o público noctívago com um repertório bem sofisticado. Se os bares, talvez algumas vezes te deu o pão, obviamente, lá não é seu lugar. Como afirmei acima, transita como poucos, assim não foi difícil tocar com a orquestra sinfônica de Sergipe. Sim, o som do Alê tem uma sonoridade que cabe em qualquer lugar, gênero e repertório.

Mas, enfim chega a hora da partida. Como disse, ele é um grande parceiro. Casado desde a juventude com a Bióloga ( indigenista) e professora Luciana Galante, lá foram para o olho do furacão ( Altamira- PA). Mas antes de partir, inicia na capital sergipana a gravação do seu primeiro CD autoral "Não dói nada", suave só no nome, com letras pra lá de urgentes e contextualizadas. De uma atualidade linguística tocante. Árduo como a batalha para a gravação, afinal, em um lugar que não existe leis de incentivo à cultura, gravar um trampo, mais se parece com uma saga. E assim foi. Como o incentivo público não rola, assim o Alê contou com o apoio dos amigos. Ao tirar as 10 composições do disco do fundo da gaveta, foi preciso fazer muito barulho para o lance ganhar corpo e sair do papel.

Contando com 10 músicas compostas nos últimos 20 anos, a impressão que tenho é que todas foram compostas hoje. Tamanha correlação com fatos sistêmicos. De forma coletiva, tanto nas gravações, quanto no financiamento, foi custeado com grana do próprio bolso e apoio dos amigos músicos nos Estados de SE e PA. Vaquinha virtual, vídeos de artistas incentivando o apoio e sensibilizando o público sobre a importância contextual da obra. E o merecimento para aquele que tanto colaborou para a cena local. Fiquei muito feliz, quando fui incluído junto aos amigos do peito, para gravar o vídeo de apoio à campanha. Mas feliz, com o resultado final.

Ficaram curiosos?

Portanto meus amigos, por razões óbvias, essa " DE QUINTA NA AKASHA" é imperdível. O cara vai tocar e falar tudo, sem cerimônias.

Por Anderson Camilo ( Artista visual, arte-educador, ativista cultural e diretor criativo da AKASHA)

LINK DA LIVE

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Foto: Divulgação

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