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Evento de venda de arte deve movimentar R$ 300 mil
O evento, que está na sua 8ª edição, já supera as edições anteriores em se tratando de público e perspectiva de negócios. O evento deve movimentar R$ 300 mil entre negócios diretos e indiretos
Após dois anos sem acontecer devido à pandemia, o JUNTA está de volta nos dias 30 de Abril, 1º, 7 e 8 de Maio, das 10h às 20h. Serão dois finais de semana seguidos, sendo que o último cai no dia das mães. Para aumentar o público, a organização vai realizar o evento num local tradicional de Belo Horizonte: a Casa Viva Lagoinha, idealizada por Filipe Thales para catalisar iniciativas de valorização e requalificação da região da Lagoinha, um dos pontos mais importantes para a cultura e memória da capital. A expectativa é de que, ao todo, o evento receba um total de mil pessoas entre visitantes, colecionadores e apreciadores de arte. A iniciativa é realizada pelos curadores e organizadores Comum, Flaviana Lasan e Thiago Alvim.
Dos 40 artistas presentes, 22 participam pela primeira vez e 14 que passaram entre a primeira e sétima edição. A expografia vai oferecer empregos temporários para cerca de 20 pessoas, entre produtores, embaladores, atendentes, seguranças, montadores, funcionários da limpeza e no bar, iluminadores, motoristas, vestuário, molduraria, imprensa, designer e audiovisual.
A realização do evento busca ainda possibilitar, através de um recorte periódico generoso de artistas e obras, compreensões sobre os cenários contemporâneos da arte em Belo Horizonte. A curadoria desta edição defende a ideia de provocar o pensamento crítico do sistema de arte a partir da reunião de artistas de diferentes técnicas, idades, tempo de atuação e intersecções sociais, como também público e agentes do setor. Além de gerar renda para artistas mineiros.
“A supressão do tempo e do espaço sofrido nessa condição pandêmica tornou o JUNTA saudoso. Uma vontade de juntar não só corpos, mas as condições de criação e provocações em torno de uma manifestação independente. Para isso acontecer, o local onde vamos nos inserir é essencial e reflete inteiramente na curadoria, pois temos questões técnicas, de logística e até mesmo uma trajetória de pensamento que constitua aquilo que aprendemos ao longo dessas oito edições”, explica Flaviana Lasan, que é organizadora e também curadora do evento.
Ela conta ainda que sendo uma exibição itinerante, o território inspira a proposição artística e, ao considerar a Casa Viva Lagoinha a parceria desta 8ª edição, havia o compromisso de ativar artistas da região e entender a partir deles o que nos cerca. “Além dessa seleção auxiliada por quem ali convive, o embaixador Filipe Thales, trouxemos artistas que marcaram as edições anteriores, tentando reconectar a experiência pela qual nos unimos”, completa.
Um dos critérios curatoriais básicos do JUNTA é a multiplicidade, sendo está expressa através das linguagens, distinção do tempo de experiência no meio artístico, as intersecções sociais que regem gênero e raça e enfrentamento de políticas que auxiliem o setor artístico. O JUNTA é um acontecimento de arte temporário e itinerante de grande potência. Ao longo das edições, centenas de artistas de regiões distintas do país, principalmente, de Minas Gerais, como também internacionais, já passaram pelo JUNTA.
Conheça os nomes desta edição> A maioria dos nomes presentes têm em sua produção um propósito político, que trazem para as obras ampliando suas vozes e questões. Com isso, deixam um quadro contemporâneo compatível com as condições que estamos lidando no Brasil. Um destaque é que parte dos artistas tem convívio com a literatura e conseguem trazer um hibridismo em suas obras, seja a partir de uma criação tipográfica ou posicionando textos no suporte de telas e desenhos. Outro destaque é a prática no design que culmina no desenvolvimento de obras com tons de gravura e técnicas mistas de tiragens, colagem e também intervenções manuais.
A 8ª edição do JUNTA é marcada pela heterogeneidade das linguagens artísticas e da mistura de técnicas em um mesmo trabalho. Uma permissividade em alimentar a pergunta contemporânea: “quando é arte?” e não mais “o que é arte”. Profissionais de diversas áreas conseguiram conectar em suas relações de produção, uma condição que permitisse abordar o público através das artes visuais. Serão expostas mais de 300 obras entre esculturas, fotografia, pintura, desenho, tiragens, gravuras e assemblages. Fazem parte da 8ª edição do JUNTA: Andrea Azzi, Antônio Cigania, Barbara Daros, Binho Barreto, Brígida Campbell, Carol Botura, Cesarão Trome, Comum, Daniella Domingues, Dri Sant’ana, Erre Erre, Fernanda Gontijo, Fhero, Francisco Nuk, Gabriel Nast, Horacius de Jesus, Iaci, João Gabriel, Julianismo, Karina Mageste, Laura Berbert, Lume Ero, Marcel Diogo, Max Motta, Mônica Maria, Natalia Costa (Tear), Preto Matheus, Rodrigo Borges, Saulo Pico, Skap, Thiago Alvim, tttuto, Vittorio Avery, Will , Yanaki Herrera e Zé D’iNilson.
Sobre o JUNTA
Até a sétima edição era amplamente conhecido como Junta Bazar de Arte Independente, nesta edição volta à cena belo-horizontina como JUNTA refletindo o frescor e os desejos de renovação.
O JUNTA é um espaço de arte temporário e itinerante de grande potência. Reúne, durante dois finais de semana, uma amostra pulsante do que é produzido na diversidade das cenas de arte contemporânea de Belo Horizonte, e entrega tudo de uma vez, ao mesmo tempo. Nos espaços que ocupa, as paredes são tomadas por muitas obras de arte, que parecem dançar pelas paredes da galeria. “De fato, há um balé silencioso acontecendo ali. Há uma grande rotatividade de trabalhos, que são vendidos e substituídos por outros, de forma que o espaço expositivo nunca será o mesmo.” acrescenta Comum.
Curadoria> Um dos critérios curatoriais básicos do Junta é a multiplicidade, sendo está expressa através das linguagens, distinção do tempo de experiência no meio artístico, as intersecções sociais que regem gênero e raça e enfrentamento de políticas que auxiliem o setor artístico. O JUNTA é um acontecimento de arte temporário e itinerante de grande potência. Ao longo das edições, centenas de artistas de regiões distintas do país, principalmente, de Minas Gerais, como também internacionais, já passaram pelo JUNTA.
Thiago Alvim é artista, nascido em Ouro Preto, mora e trabalha em Belo Horizonte. Bacharel em Artes Plásticas pela Escola Guignard – UEMG, desenvolve trabalhos de intervenção urbana que dialogam intimamente com o suporte escolhido, criando uma relação direta com os espaços por onde passa. Além de suas obras expostas em ambientes externos, segue uma linha de pesquisa e produção em atelier, ambiente no qual outros suportes ganham formas onde o artista dança natureza, fantasia e texturas. Thiago é sócio fundador do JUNTA ao lado de Binho Barreto, Comum e Baba Jung.
Comum é artista visual, formado pela Escola de Belas Artes da UFMG, vive e trabalha em Belo Horizonte. Seu trabalho é marcado pela linguagem urbana que utiliza em suas criações, que vão de gravuras a grandes murais. Nos últimos anos realizou grandes trabalhos como os painéis “O Vôo” para o CURA - Circuito Urbano de Arte (um stencil gigante de 65m de altura) e “Hip Hop BH - Muita História”, para a Prefeitura de Belo Horizonte, com 70m corridos. Comum é um dos sócios fundadores do JUNTA além de ser organizador da FLUXO - Galeria Urbana. Também já foi curador do projeto Telas Urbanas, pela Prefeitura de Belo Horizonte e membro da Comissão Julgadora do Mostras BDMG em 2017. Atualmente é bolsista do programa Bolsa Pampulha.
Flaviana Lasan é professora, artista visual, produtora de campo e idealizadora do ateliê Gamela. Licenciada em artes visuais e pós-graduanda em Ensino de História e América Latina, seus principais estudos estão dirigidos à discussão relacionada às relações sociais opressivas, território e mercado, com ênfase nos temas de história, educação e arte. Além de oficinas sobre a arte produzida por mulheres na história, atualmente pesquisa metodologias de ensino de arte no MST. Atuou como produtora em diferentes equipamentos artísticos pelo Brasil; como professora em iniciativas privadas, públicas e independentes e com produção audiovisual de artistas de vários países. Emprega a curadoria ativista na idealização do ateliê Gamela e foi curadora convidada do Movimento Arte na Maternidade - MAM, de Belo Horizonte/MG. É curadora da 6ª e 7ª edição do CURA - Circuito Urbano de Arte; e do JUNTA, mostra de arte contemporânea.
JUNTA EM DADOS
O que é: JUNTA
Edição – 8ª
Data: 30 de Abril, 1º, 7 e 8 de Maio,
Local: Casa Viva Lagoinha, localizada na rua Comendador Nohme Salomão, 118/102, no bairro Lagoinha, BH
Horário: das 10h às 20h
Número de artistas: 36
Número de obras expostas: 300
Media de valor das obras: de R$ 50 a R$1 mil
Quanto o JUNTA deve movimentar em valores: R$ 300 mil
Estimativa de público: cerca de mil pessoas
Geração de empregos temporários: 20
Foto: Pixabay
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