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Tropofonia recebe a multiartista Silma Dornas e escritor e poeta Chico de Paula

Programa vai ao ar segunda-feira (01/05) e celebra o trabalho da poeta Neuza Ladeira

O terceiro episódio da nova serie do programa de radioarte Tropofonia vai ao ar na próxima segunda-feira (01/05)  às 23h na 104,5 FM e também na ufmg.br/radio

Os anfitriões, Cesco Napoli e Djami Sezostre recebem a multiartista Silma Dornas e escritor e poeta Chico de Paula e juntos celebram o trabalho da poeta Neuza Ladeira. A reprise acontece na terça-feira (25/04), às 23h59, nos mesmos canais. 

Silma Dornas é uma potência artística que atua como performer, cantora, designer e figurinista. Em 1985, passou a integrar a banda Divergência Socialista como vocalista, a convite de Marcelo Dolabela. Paralelamente, Silma desenvolve trabalhos na área de moda SilmaNoBrasil, Cena Vestida - projeto que une moda e fotografia de cena - juntamente com o fotógrafo Guto Muniz e Designer Louis Mooren, figurino para artes cênicas, aderecista, estilista e modelista. De uma maneira única, constrói e perpetua seu nome no cenário artístico.

Além de escritor, Chico de Paula também é poeta e desenvolve performances e espetáculos inter midiáticos,  instalações e conteúdos audiovisuais interativos para museus. Com um currículo extenso, foi a cabeça de inúmeros projetos, criações e exposições, como no Museu do Futebol em BH, Museu da Cachaça, entre outros. 

Já desenvolveu o conteúdo e coordenou a criação audiovisual e o design do caminhão-museu da FIEMG, foi Gerente de Programação e Diretor de Programação e Produção da Rede Minas, onde criou séries e programas como Diversões Eletrônicas, Retratos da Dança, Mistura Fina e também dirigiu o Voz Ativa, exibido em rede nacional. Além da produção no audiovisual, produção técnica, entre outros, Chico também tem 3 obras de poesias publicadas, são elas: “44”, 2007; “Sobras”, 2013, “Poemas para Voz”, 2016.

Sobre o Tropofonia

O Tropofonia promoverá, em cada programa, um encontro entre dois artistas que não se conhecem. Juntos, a partir de uma obra literária de autor mineiro, irão dialogar com as poéticas experimentais da voz e suas manifestações musicais. Entre os encontros já confirmados estão: Pedro Morais e Efe Godoy, Nanauê e Maurinho Berro D'Água, Silma Dornas e Chico de Paula, Raphael Sales e Hot, Celso Adolfo e Kim Gomes e Lucas Avelar e Sandro Marte. 

“Nosso objetivo é promover pontes entre diferentes territórios artísticos de nossa cidade, entre periferia e centro, entre gerações de artistas e entre cenas culturais por meio de encontros criativos, que gerem resultados artísticos relevantes”, explica Djami Sezostre. 

O Tropofonia nasceu da vontade de fazer arte sonora no rádio e vem sendo produzido e veiculado pela rádio UFMG educativa (104,5 FM) desde 2009. Vai ao ar toda segunda às 23h, também no ufmg.br/radio. Reprise na terça às 23h59. 

"Além dos dez programas, produziremos um CD com 10 faixas a partir do material produzido nas experimentações feitas nos estúdios da rádio e também um festival no final de maio", conta Cesco Napoli, coordenador geral ao lado de Djami Sezostre.

Sobre o III Festival Internacional Tropofonia

O III Festival Internacional Tropofonia acontece nos dias 29, 30 e 31 de maio na Faculdade de Letras da UFMG e conta com mesas de debates e oficina. Por lá, acontece também o pré-lançamento do CD Tropofonia II. 

Os debates sobre as poéticas experimentais da voz, poesia, performance, natureza e oralidades têm entrada gratuita. A oficina poesia biossonora será ministrada pelo poeta Djami Sezostre, que desenvolverá as várias possibilidades da poesia no âmbito da fala e do corpo.

História

O Tropofonia nasceu em 2007, na cidade de Rosario, na Argentina. Em 2008, começou a ser produzido também no Uruguai, em 2009 em Belo Horizonte e em 2010 na Bolívia. 

Neste mesmo ano, o programa Tropofonia Belo Horizonte foi o vencedor do prêmio Roquette Pinto de melhor programa de radioarte do Brasil. 

Na sua versão brasileira, o programa enfatiza a poesia sonora e os movimentos de vanguarda que representam rupturas com a arte convencional. É um espaço de difusão de obras literárias e não literárias com a incorporação de elementos sonoros e interpretativos ao texto original. 

"A voz é a condutora de um ensaio entre a literatura e a música, a fala e o canto, não é um programa de literatura ou música, nem da fala e/ou do canto, mas de contrastes entre as artes, mostrando ser possível uma poética híbrida, uma performance ao mesmo tempo sonora e física, sendo as pregas da língua os instrumentos de um idioma no corpo da boca", explica Djami Sezostre. 

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

https://www.instagram.com/tropofonia

Foto: divulgação/ arquivo pessoal

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