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Hipertensão arterial atinge 23,3% dos brasileiros: crianças e adolescentes são cada vez mais afetados
Na próxima quarta-feira, dia 26 de abril, é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial – caracterizada pela elevação da pressão arterial, podendo causar diversos problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, insuficiência renal, derrame, dentre outros. Por isso, é fundamental que a população seja conscientizada sobre a importância do diagnóstico e do tratamento preventivo da doença, que mata mais de dez milhões de pessoas por ano no mundo.
No Brasil, a hipertensão arterial é a doença de maior prevalência na população, sendo a principal causa de mortes. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença não tem afetado somente pessoas adultas ou idosas, mas também as crianças e adolescentes, que têm apresentado cada vez mais alterações na pressão arterial.
Segundo estudos, estima-se que, no país, a quantidade de hipertensos na população pediátrica varia de 3 a 15%. O crescimento da hipertensão arterial em jovens acontece principalmente devido aos hábitos de vida pouco saudáveis, como o sedentarismo, o consumo excessivo de alimentos ricos em sódio e a obesidade.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o risco de desenvolver hipertensão é oito vezes maior nas crianças obesas. Daí a importância de estimular a prática regular de atividade física e de introduzir uma dieta balanceada, com mais frutas e verduras, menos gorduras saturadas e açúcar. Outra medida indispensável é reduzir a ingestão de sal.
Atenta a este cenário, a Santa Casa BH oferece, há mais de 15 anos, um Ambulatório de Obesidade Infantil para o acompanhamento e tratamento de pacientes obesos, hipertensos, diabéticos, dentre outras patologias. O atendimento acontece no Centro de Especialidades Médicas (CEM) da Santa Casa BH, mediante encaminhamento dos Postos de Saúde.
Conforme explica a coordenadora do Ambulatório, Dra. Roberta Rocha, são atendidos aproximadamente 40 pacientes (de 2 a 18 anos) por mês. O serviço é realizado pela equipe de Endocrinologia e Metabologia da instituição, sob a orientação da Dra. Roberta. “Após uma análise completa, com exames físicos e laboratoriais, os pacientes são encaminhados a nutricionistas e psicólogos. Além de fazerem acompanhamento por um grupo multidisciplinar”.
A cardiologista pediátrica da Santa Casa BH, Dra. Cáthia Rabelo, conta que nos primeiros anos de vida, a pressão alta pode ocorrer como manifestação secundária de alguma doença cardíaca, renal, endócrina ou pulmonar. O diagnóstico inicial da hipertensão arterial deve ser avaliado pelo pediatra por meio de aferição da pressão em consultas rotineiras, utilizando técnicas e equipamentos adequados para a estatura, peso e idade da criança.
De acordo com a Dra. Cathia, bebês prematuros e crianças que nascem com baixo peso também estão sujeitas a desenvolver hipertensão arterial secundária. Segundo ela, a cardiopatia congênita é uma das maiores causas de pressão alta em crianças. “A partir do nascimento, já é possível identificar se a criança pode ter alguma anormalidade na estrutura ou função do coração”, diz.
A cardiologista pediátrica fala ainda sobre a importância do acompanhamento dos pais para que os filhos não manifestem a enfermidade no futuro. “Pais hipertensos devem redobrar os cuidados com a prevenção e saúde dos filhos desde cedo, pois a pressão alta é uma doença hereditária”, ressalta.
Atendimento Multidisciplinar também para adultos
Para o tratamento de adultos, o Centro de Especialidades Médicas da Santa Casa BH possui um grupo de apoio multidisciplinar especializado em obesidade clínica e cirúrgica, que proporciona um tratamento individualizado da hipertensão arterial, diabetes e obesidade, incluindo apoio no processo de emagrecimento clínico ou cirúrgico, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O paciente que necessita passar por esse tratamento deve ir ao Posto de Saúde mais próximo da sua casa para receber o encaminhamento. Daí ele será referenciado para o CEM ou para qualquer outra unidade dentro da rede de saúde pública que realiza esse serviço.
Sugestão de Fontes:
Dra. Cáthia Rabelo - cardiologista pediátrica da Santa Casa BH
Dra. Roberta Rocha - coordenadora do Ambulatório de Obesidade Infantil da Santa Casa BH
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