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Mariana Laterza expõe no Centro Cultural UFMG

Na sexta-feira, dia 04 de maio de 2018, às 19h30, o Centro Cultural UFMG recebe a artista Mariana Laterza para a abertura da exposição “A Cidade Gravada”. A mostra poderá ser vista até o dia 24 de junho de 2018. Entrada franca.

“A cidade é uma gravura a céu aberto, que se revela ao ser percorrida, observada e desfrutada. Inscritas em suas múltiplas superfícies, estão histórias, memórias e alegorias. Gravura é impressão material, é impressão expressa em matrizes diversas, fissuras, ranhuras, corrosões e oxidações. São as impressões que o papel revela e a cidade desvela. Impressões apropriadas e ressignificadas, abertas para o invisível por detrás do visível. Fotografias corrompidas de um espaço público individual. A intimidade privada que habita o coletivo quando evocada pelo devaneio. O tempo que passa e deixa sua marca modificando o material e o espaço. O cobre das matrizes presente nos fios luminosos, o ferro das chapas presente nas vigas dos edifícios, portões, cadeados, gradeados sofrendo conjuntamente o caminhar dos anos.

A exposição A Cidade Gravada é fruto de uma investigação em gravura que tem se desdobrado e multiplicado, desde a graduação em metal pela UFMG, à iniciação científica financiada pelo CNPq, ao projeto de mestrado pesquisado no PpgArtes da UEMG. Sua proposta é a metáfora entre espaço urbano e o conceito de gravura, investigando suas proximidades, similitudes, interseções e diálogos poéticos. Experiências e vivências com o território urbano são colhidas por um movimento de Deriva, que permite ao corpo se tornar navio e à cidade se tornar oceano. Assim são transpostas plasticamente as experiências para apresentar aos transeuntes um olhar que busca novos significados para a paisagem. Detalhes fugazes que carregam memória afetiva, nostalgia dos tempos idos. Fragmentos profusos que como uma colcha de retalhos constroem as lembranças, lembranças individuais que também habitam o outro. Paisagens a serem costuradas e construídas pelas recordações dos andarilhos que percorrem esta cidade gravada.”

 

Mariana Laterza é natural de Belo Horizonte, mestranda em Artes pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e Bacharel em Pintura e Gravura pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Possui formação complementar em Fotografia e Manipulação Digital pela Escola de Imagem BH e Fotografia Aplicada ao Teatro pela Fundação Clóvis Salgado. Já realizou diversas exposições coletivas e individuais em galerias como BDMG, FAOP, COPASA, entre outras e possui artigos e obras publicados em diversos livros e revistas. Recebeu menção honrosa por sua pesquisa (UFMG), que gira em torno das relações poéticas entre a materialidade da gravura e do território urbano, utilizando a deriva e a fotografia como métodos de apreensão e ressignificação do espaço. Também investiga as aproximações entre arte, psicologia e filosofia, tendo como base a filosofia de Gaston Bachelard e de Carl Gustav Jung. É membro do coletivo CasaGravada e atua como artista e pesquisadora.

Foto:Divulgação

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