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Potência da nova geração mineira, Marcelo Tofani lança seu primeiro disco, “Nada é Azul”, nesta sexta

Apresentação acontece no Galpão Cine Horto e terá participações especiais; trabalho passeia entre a música mineira e o pop psicodélico

“Nada é Azul” é o nome do primeiro disco cheio do cantor e compositor Marcelo Tofani. Aos 21 anos, o artista comprova a potência da nova geração de cantautores de Belo Horizonte, misturando paisagens da música brasileira contemporânea à ambiência do pop psicodélico. O álbum será lançado nesta sexta-feira (27/4), às 20h30, no Galpão Cine Horto, em um show que terá participações de Marcelo Veronez, Mariana Canavellas, Téo Nicácio, entre outras surpresas.

Sucessor do EP homônimo de 2014, o disco funde as diferentes influências musicais de Tofani – de talismãs da MPB, como Caetano, Gil e Beto Guedes, a contemporâneos como Luiz Gabriel Lopes, Jaloo e Tim Bernardes, passando pelos estrangeiros Mac Demarco, Tame Impala e Homeshake. “A soma de referências reflete principalmente nos arranjos. É um disco de canção brasileira, mas que não fica só nisso. Tem muita coisa eletrônica, sintetizadores, camadas de guitarra flutuantes”, afirma, destacando a sonoridade pop de músicas como “Não Tem o Que Fazer (Só Lazer)”, composta com Dedé Santaklaus.

Tofani – que começou a tocar violão aos 13 anos – ressalta a influência direta dos músicos e “padrinhos” Téo Nicácio e Chicó do Céu, que assinam com ele, respectivamente, as faixas “Lagarto” e “Chão”. “Assim como Luiz Gabriel Lopes (Graveola), são os caras que me adotaram como pupilo, que acreditaram no meu som. Aprendo muito com eles”, pontua, citando também a parceria com o paulista Teco Martins (ex-Rancore), registrada em “Rueiro”, música de Téo Nicácio. “Teco foi quem me acolheu em São Paulo, onde fiz um show que gerou a oportunidade de gravar o primeiro EP”, conta.

Além de Tofani (voz, violão e guitarra) e Santaklaus (bateria), a banda conta com Rafael Wolbert (baixo), Rafa Braga (guitarra), Pedro Fonseca (guitarra), Vitor Gabriel (guitarra e sintetizadores) e Leonardo Alves (percussão). Grande parte de “Nada é Azul” foi gravado, mixado e masterizado no estúdio Sonhos e Sons, de Marcus Viana, com produção assinada por João Viana, filho do veterano músico mineiro. Já algumas faixas foram gravadas por Tofani em casa, com co-produção de Gabriel Moulin. “Foi um processo bem interessante. São todos músicos muito ativos da cena mineira”, sublinha.

Dono de uma voz expressiva, com agudos aveludados e dinâmicos, Marcelo Tofani descortina em temas confessionais a modernidade de seu tempo, retratando o cotidiano urbano de um jovem belo-horizontino. “São músicas que dizem de histórias minhas e de amigos, que falam de afeto e amor, nos seus sentidos mais amplos. Letras pessoais, onde assumo gírias e cacoetes, mas que refletem questões do nosso tempo de uma forma muito sincera”, explica, citando a canção “Encomenda”, composta para o irmão quando o artista tinha apenas 15 anos.
Tofani lembra que o nome do álbum, trecho da música “Veneno”, faz um paralelo entre os diferentes significados da palavra azul. “No Brasil, ‘tudo azul’ é tudo bem, tudo certo. Já em outros lugares, como nos Estados Unidos, a palavra remete ao lamento, à melancolia. E acho que o disco tem esses dois lados. Algumas músicas são positivas, grandes, solares; outras são introspectivas, duras, soturnas”, diz. “E eu também sou assim. Sou da ‘zoeira’, mas também tenho meu lado emo”, diverte-se.

Financiado por meio de uma campanha de crowdfunding, “Nada é Azul” foi lançado virtualmente no mês passado e já pode ser ouvido no Youtube (goo.gl/m3eFd5), Spotify (goo.gl/p7WVuw) e Deezer (goo.gl/G3HsKX). 

Foto:Divulgação 

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