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Blackbird, de David Harrower, premiada internacionalmente, faz curta temporada no CCBBBH, de 3 a 14 de maio de 2018
Texto vencedor do Festival Internacional de Edimburgo e do Prêmio Laurence Olivier Award, inspirado em um caso real de pedofilia, traz o reencontro de um homem e uma mulher que viveram caso polêmico quando ela tinha 12 anos e ele 41.
Sucesso de público e crítica, Blackbird, do escocês David Harrower estreou na cidade do Rio de Janeiro, dia 06 de setembro de 2014, sob a direção de Bruce Gomlevsky, e protagonizada por Viviani Rayes e Yashar Zambuzzi. Após 6 temporadas bem-sucedidas nos teatros do Rio de Janeiro: Gláucio Gill, Casa de Cultural Laura Alvim, Tom Jobim, Serrador, Dulcina e Glauce Rocha, BLACKBIRD chega a Belo Horizonte para sua 7² temporada. (É a 1ª vez que o espetáculo cumpre temporada fora do Rio de janeiro). Recentemente com uma montagem na Broadway, com Jeff Daniels e Michelle Williams, recebeu indicações ao Tony Awards de melhor texto, ator e atriz. Em 2016, a versão cinematográfica de Blackbird, intitulada UNA (nome da personagem feminina) teve première no Festival Internacional de Toronto, e em 2017 o lançamento foi mundial.
Inspirada em um caso real de pedofilia, Blackbird aborda um tema de caráter social, ético e moral, através de um homem de 56 anos e uma jovem de 27, que se reencontram quinze anos depois de terem tido uma relação amorosa, quando ela tinha apenas 12 anos de idade e ele, 41. Um drama que discute sobre as consequências a longo prazo do abuso sexual, o amor entre pessoas de idades diferentes, os instintos sexuais versus os padrões éticos e morais que temos em nossa sociedade. Mas Blackbird vai além ao dialogar com esse tema de maneira responsável e humana, sem ser unilateral, preconceituosa e sensacionalista.
Ética, moral e tabu:
A todo o momento vemos casos semelhantes serem noticiados pelos meios de comunicação, mobilizando iniciativas governamentais e não governamentais no combate e solução do problema. Entretanto, algumas mídias divulgam e exploram a pedofilia de maneira sensacionalista, e essa é a grande diferença de Blackbird, que não aborda o tema com tal característica, e, sim, pretende "discutir" o assunto ampliando a nossa definição de ética, moral e tabu, não se limitando apenas a uma discussão simplista de abuso sexual.
A PEÇA:
Em seu local de trabalho, Ray, um homem de 56 anos de idade, fica chocado ao ser visitado por Una, uma jovem de 27 anos. Fica evidente o desconforto entre ambos, mas logo descobrimos o motivo: quinze anos antes, quando ela tinha apenas 12 anos, e ele 41, os dois tiveram um relacionamento amoroso durante três meses, mas que, ao ser descoberto, Ray fora condenado por pedofilia. Ao cumprir sua pena, Ray muda de cidade e de nome e consegue se estabelecer em uma nova vida razoavelmente bem-sucedida. Entretanto, Una ao reconhecê-lo em uma fotografia de uma revista especializada, busca descobrir seu endereço para ir ao seu encontro. Ray a conduz ao refeitório da empresa, onde os dois se envolvem em um confronto longo e difícil que provoca contínuas lutas e necessidades para se entenderem e entrarem em acordo com suas emoções intensamente conflitantes.
SOBRE A MONTAGEM:
“O realismo de que a montagem está adequadamente investida foca todas atenções nos diálogos. A peça se passa em um container abandonado de trabalho, com muito lixo, pé direito baixo e atmosfera claustrofóbica. A luz é quente, tudo converge para a oposição entre o ponto de vista de Ray e o de Una por sobre a mesma história e o que poderá acontecer a partir dali”. - Rodrigo Monteiro (Crítico teatral e jurado do Prêmio APTR).
“Viviani Rayes e Yashar Zambuzzi são responsáveis por uma das mais brilhantes atuações do teatro carioca em 2014. Não sei se ‘Blackbird’ foi a melhor peça teatral que vi esse ano, talvez até seja, mas com certeza foi a que me causou o maior impacto”. - Renato Mello (Jornalista do site Botequim Cultural).
“Excelentes trabalhos de YASHAR ZAMBUZZI e VIVIANI RAYES. Ambos atuam com muita verdade e maturidade profissional. É um privilégio ver o casal em cena. É muito gratificante assistir ao trabalho de dois atores que nos representam, que são motivo de orgulho para o TEATRO. Ambos mergulham, bem fundo, no âmago de seus personagens e trazem à tona todas as consequências daquele tsunami do passado”. Gilberto Bartholo (Critico Prêmio APTR).
“Estamos falando de Blackbird, e seu inesgotável poder de atrair o público. A emoção dos atores, a perfeição de sua atuação, nos deixa duplamente surpreendidos. Como o homem se sente culpado! Como a ex-adolescente não perdoa algo que a fascinou! Yashar Zambuzzi em sua surpreendente interpretação de Ray, o personagem que se condena como um criminoso, há o jogo selvagem de alguém que domina os mistérios da interpretação. A dupla de atores põe fogo naquele ambiente limitado entre as janelas fechadas de um porão, e a porta que poderia levá-los à salvação. "Una" (interpretada por Viviani Rayes), é a jovem mulher que quer acertar as contas com o seu primeiro amor. Insolência, entrega e perplexidade fazem da personagem um trabalho de exceção para qualquer atriz. Viviani Rayes, em sua fragilidade, aumenta a credibilidade da situação”. Ida Vicenzia (crítica de teatro).
“Os atores Yashar Zambuzzi e Viviani Rayes oferecem-nos uma atuação de excelente qualidade, numa entrega vigorosa de ambos ao texto. O embate entre eles nos tira da zona de conforto e coloca-nos diante da complexidade dos sentimentos humanos. Ali, frente a frente, quase parte da cena somos a quarta parede que tudo ouve e nada diz”. – Giselle Costa (Crítica do site Blah Cultural).
SINOPSE:
Texto vencedor do Festival Internacional de Edimburgo e do Prêmio Laurence Olivier Award, inspirado em um caso real de pedofilia, traz o reencontro de um homem e uma mulher que viveram caso polêmico quando ela tinha 12 anos e ele 41. Agora eles estão cara a cara para um acerto de contas.
Foto:Victor Damasceno
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