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INÉDITOS: livros “Pérolas de Helena” e “Teatro é infância e memória: o menino que há no homem” têm lançamento conjunto em Belo Horizonte
Infância, memória e teatro permeiam e unem as obras lançadas pela Editora Javali nos próximos dias 7 e 14 de maio
Duas obras diferentes, mas atravessadas pelo traço autobiográfico e um mesmo ideal: uma infância simples, cercada pela cultura e que valorize a memória. Assim se encontram os livros Pérolas de Helena, de Helena Mariana e Rafaela Kênia, e Teatro é infância e memória: o menino que há no homem, de Charles Valadares. Lançados pela editora Javali, os trabalhos tem lançamento nos dias 7 e 14 de maio nos Centros Culturais Pampulha e Venda Nova. Pérolas de Helena trata-se de um compilado de diálogos poéticos e filosóficos da relação entre mãe e filha, registrados, especialmente, nos primeiros anos de convívio das duas. É um livro escrito a quatro mãos, por Rafaela e Helena (12 anos) ao longo de 7 anos. Já a obra de Charles é fruto da experiência como professor de teatro para crianças; memórias da própria infância e atravessamentos de parte da obra poética de Manoel de Barros. Para o autor, por mais que as versões finais de cada obra “estejam em caixinhas diferentes, elas se encontram, se aproximam e se complementam. O olhar que a Rafaela lançou para os dizeres de Helena comunga com os modos de pensar teatro para e com crianças que discuto em meu livro: próximo, com rigor e amor.
Pérolas de Helena, de Helena Mariana e Rafaela Kênia, e Teatro é infância e memória: o menino que há no homem, de Charles Valadares, ambos da editora Javali, têm lançamento na primeira quinzena de maio: dia 7, das 15h às 17h, no Centro Cultural Pampulha e dia 14, das 14h às 15h no Centro Cultural Venda Nova. Este projeto de publicação é realizado por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, na modalidade Fundo, sob a inscrição 1003/2020.
A delicada escrita de Pérolas de Helena é atravessada pelos embates e tensionamentos da relação entre a criança e o mundo que são, muitas vezes, difíceis, porém necessários de serem abordados. “Um exemplo é o tema da morte. A Helena perdeu o pai quando tinha 1 ano, então essa temática fez parte da vida dela já muito pequena. Um dia, ela me perguntou por que o pai dela tinha morrido jovem, já que no imaginário social, de um modo geral, as pessoas morrem quando envelhecem. Então, eu disse que todos nós nascemos e morremos. Tem gente que morre velho, tem gente que morre criança, adulto ou adolescente e que esse processo faz parte da vida. Ela me respondeu “que a gente então, tinha que aproveitar bastante o nosso tempo juntas, já que a gente não sabe a hora que vai morrer”.” conta Rafaela. A autora ainda complementa: “Penso que não existem fórmulas para amar e educar, mas acredito que a verdade, a sensibilidade e a disponibilidade podem nos ajudar nessa tarefa de amar e educar nossas crianças.”
Certamente, a arte é terreno fértil para lidar com esses conflitos e relações com o mundo, sobretudo na infância. Na visão de Charles, o segredo para que a troca com a criança funcione é a construção de obras que mantenham a escuta aberta e não partam de pré-formatos tradicionais que abordam, por exemplo, personagens caricaturados e sem profundidade ou de pressupostos estéticos sobre aquilo que agrada ou não. “Mudar nosso modo de olhar para criança, se abrir a escuta, convívio e acolhimento de seus dizeres, buscar por nutrir uma relação de intimidade e sinceridade, questionar as pedagogias prontas e fixas, são alguns dos princípios que destacaria hoje rumo a um teatro em uma chave menos tradicional e mais próxima da criança.”
Sobre os autores
Helena Mariana é filha de Rafaela e Ricardo (1982-2010), nascida em Belo Horizonte/MG, está com 12 anos, é estudante, formou-se em dança pelo Núcleo de Formação em Dança do Sesc MG no período entre 2017 e 2021. Atualmente cursa o primeiro ano do Curso de Música da Orquestra de Câmara do SESC/MG. É fascinada pelo mar, bichos, metaforiza o mundo, é vegetariana, feminista, artística, corpo e presença.
Rafaela Kênia é filha de Maria Teresa e José Vicente, e mãe da Helena. Atriz, professora, diretora, dramaturga, pesquisadora na área teatral, feminista e taróloga. Graduou-se em Licenciatura em Teatro pela UFMG, é mestra em Artes da Cena pela mesma Universidade. É atriz pesquisadora no Grupo Teatro Público (BH/MG), onde atua nos espetáculos “Naquele Bairro Encantado” (2011), “Saudade” (2014), "O Baile" (2018), "Café Encantado" (2018) e “Errantes” (2020) no qual além de atriz, é também diretora da criação artística.
Charles Valadares é filho de José Antônio e Rosângela, nascido em Nova Lima e criado em Raposos (MG). O desejo de ser do teatro surgiu a partir do fascínio pela teledramaturgia. Movido pela vontade de ser ator que chegou à UFMG, onde se graduou em Teatro, com habilitação em Licenciatura (2009-2014) e viu seu sonho juvenil ganhar outros contornos. É Mestre em Artes pelo PPGARTES-UFMG e, atualmente, doutorando pela mesma instituição. Como artista-pesquisador, investiga as relações entre teatro e infância, a partir da pedagogia teatral e criação cênica, onde busca se aproximar dos modos de ser e estar da criança, por meio de escuta sensível, convívio e inventividade.
SERVIÇO
Lançamento dos livros Pérolas de Helena, de Helena Mariana e Rafaela Kênia, e Teatro é infância e memória: o menino que há no homem, de Charles Valadares.
7 de maio, sábado
15h às 17h
Centro Cultural Pampulha
R. Expedicionário Paulo de Souza, 185 - Itatiaia
14 de maio, sábado
14hh às 15h
Centro Cultural Venda Nova
R. José Ferreira dos Santos, 184 - Jardim dos Comerciários
Entrada Gratuita
Foto: Rafaela Kênia
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