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Exposição: O Novo Graffiti de Belo Horizonte

A mostra reúne 6 jovens grafiteiros, todos na faixa dos vinte e poucos anos de Belo Horizonte. O grupo é composto por Carlos Henrique ( SHARK), Bernardo LADOBECO, Frederico Amaral (FREDCAP) , Henrique TSADE, Mateus Lemos (TOBIT) e Sanderson ( Mr. TOWCH ).

 A curadoria  da mostra não pautou um tema para a coletiva, deixando que os  grafiteiros, apresentem  livremente seus temas preferidos. São
trabalhos recentes e inéditos em telas , figurativos, abstratos e gráficos com símbolos e letras.

Manifestação de cultura urbana e pública, os grafiteiros tem como suporte dos desenhos os muros da cidade, e agora tendo acesso as galerias de arte. O graffiti surgiu na pré historia, com os desenhos nas cavernas, na cultura Greco-Romana era as inscrições em superfícies do espaço publico, constituindo o vandalismo. O graffiti como conhecemos hoje teve inicio no final dos 1960, na Filadélfia (EUA), como forma de ativismo político, principalmente para a minoria sem voz na mídia convencional. Na década de 1970 o graffiti dominou Nova York. No Brasil o crescimento ocorreu em São Paulo e atualmente em todos centros urbanos, inclusive em Belo Horizonte onde tem uma cena forte no cenário nacional.  O graffiti é um  dos elementos da cultura Hip-Hop assim como o Rap o MC e a dança break .

Alguns grafiteiros tornaram se artistas contemporâneos como Jean Michel Basquiat, Jonh Ferker e Banksy, no Brasil Os Gêmeos, Nunca e Kobra entre outros. “...Acredito que questões fundamentais se propõem: o graffiti perde, ou até que ponto conserva suas particularidades estéticas e de linguagem quando se transporta para papéis/telas no interior de uma galeria? Falamos, então de arte pop e uma das suas muitas variedades? Hip Hop é um desdobramento da pop?

O grafiteiro é apenas quando esta nos muros e nos guetos? Ou continua sê-lo ao se instalar em espaços fechados?   ...Sem dúvida, o gaffiti abre
questões. Novos caminhos propondo quebras e estéticas revolucionárias, neste últimos quinze ou vinte anos , vem da arte das ruas. O graffiti deixou de ser marginal e ganha um lugar na historia da arte.”   Maria do Carmo Arantes – Critica de arte de ABCA em texto de 2000 para mostra do grafiteiro Tiago Santos (Dequete).

Foto: Divulgação

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