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Orquestra sesiminas musicoop Convida o arranjador e instrumentista neto bellotto Para a live “dando corda”

Um dos principais nomes da nova geração brasileira de instrumentistas, já tocou, entre outros, com Flávio Venturini, Milton Nascimento, Edu lobo e Ennio Morricone (maestro, compositor de trilhas para Fellini).

No dia 22 de abril, quarta, a Orquestra Sesiminas Musicoop convida o contrabaixista, arranjador e compositor Neto Bellotto para a Live “Dando Corda” - que toda quarta traz um entrevistado da cena musical brasileira que participou ou participa artisticamente da trajetória da orquestra. Esta live, que traz como tema “O Processo Criativo do Arranjador”, e as próximas até o dia 20.06 serão apresentadas pelo regente convidado Marco Antônio Maia Drummond, que substituirá provisoriamente o maestro e diretor artístico Felipe Magalhães. A live começa às 31h30, pelo instagram da @orquestrasesiminasmusicoop. em quarentena

Natural de Bragança Paulista (SP), com apenas 29 anos, Neto Bellotto é considerado hoje um dos principais nomes da nova geração de contrabaixistas brasileiros. Apesar da pouca idade, o jovem músico tem currículo extenso. Tocou com Milton Nascimento, Ivan Lins, Edu Lobo, Alceu Valença, Tavinho Moura (com a Orquestra Ouro Preto), Leila Pinheiro (com a Orquestra OSESP), Flavio Venturini, com o maestro italiano Ennio Morricone (compositor de filmes de Fellini), no Instituto Baccarelli (SP), e com regente israelense Pinchas Zukerman, um dos maiores violinistas do mundo. Desde 2016, é o primeiro contrabaixo da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, e atualmente, desenvolve importante papel como arranjador e compositor. “Acho que o arranjo para Orquestra precisa explorar sonoridades novas, para que as pessoas percebam a experiência do concerto como algo interessante. Uma orquestra pode tocar do samba a Beethoven, inclusive misturar, em um arranjo, sonoridades com referências clássicas e também populares. O importante é construir uma sonoridade que saia agradável e que converse com diferentes públicos”, explica.

Um dos trabalhos mais recentes do artista, em que assina os arranjos e atua também como instrumentista, é “Paraíso” (2019), álbum em parceria com Flávio Venturini. Lançado em julho do ano passado, o disco mescla nos arranjos, elementos da música popular e erudita. “A primeira coisa que a gente fez foi escolher o repertório. Eu ouvi o máximo de músicas do Venturini, muito Clube da Esquina e pesquisei as letras, para chegar na essência. Besame, por exemplo, virou uma mistura de bolero com tango de Piazzola”, conta. O show de lançamento teve participação da Orquestra Sesiminas Musicoop. “Quando acontece essa mistura de orquestra e banda tocando, entendo que o papel da orquestra é maior que um simples acompanhamento. No show com Flávio, busquei esse equilíbrio nos arranjos. Pensar o arranjo por essa via é pensar a música não só como uma releitura, mas algo que tenha também um conteúdo erudito”, acrescenta.

Foto:Divulgação

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