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Tropofonia promove encontro entre o músico Maurinho Berrodagua e o multiartista Nanauê

Experimento em videoarte, o segundo programa da temporada, vai ao ar na próxima segunda-feira (24/04) na 104,5 FM ou online

Já começou a nova série especial de 10 programas de radioarte, o Tropofonia na Rádio UFMG Educativa. O próximo episódio do projeto que promove encontros inéditos e experimentais entre artistas de vários territórios artísticos, vai ao ar na próxima segunda-feira (24/04), às 23h na 104,5 FM ou online na ufmg.br/radio. A reprise acontece na terça-feira (25/04), às 23h59, nos mesmos canais. 

Os anfitriões, Cesco Napoli e Djami Sezostre recebem Maurinho Berrodagua e Nanauê num encontro repleto de poesia e musicalidade. Juntos, perfomam o trabalho da poeta mineira Lou Albergaria. 

Nanauê é um mago multiartista de Belo Horizonte, pesquisa as correlações entre práticas de magia/ocultismo e arte. Tem experiência com teatro, música, performance, design e escrita. Em suas criações busca sempre um viés pop e de entretenimento, quer popularizar a magia como ferramenta de reencantamento do mundo.

Maurinho Berrodagua foi integrante por 22 anos da renomada banda mineira Tianastácia, e nesta nova    fase de sua carreira se apresenta como Maurinho Berrodagua – em clara homenagem ao personagem que com um sorriso estampado no rosto critica as normas sociais.  

É vocalista, violonista, compositor e explorador de diferentes referências musicais! 

Sobre o Tropofonia

O Tropofonia promoverá, em cada programa, um encontro entre dois artistas que não se conhecem. Juntos, a partir de uma obra literária de autor mineiro, irão dialogar com as poéticas experimentais da voz e suas manifestações musicais. Entre os encontros já confirmados estão: Pedro Morais e Efe Godoy, Nanauê e Maurinho Berro D'Água, Silma Dornas e Chico de Paula, Raphael Sales e Hot, Celso Adolfo e Kim Gomes e Lucas Avelar e Sandro Marte. 

“Nosso objetivo é promover pontes entre diferentes territórios artísticos de nossa cidade, entre periferia e centro, entre gerações de artistas e entre cenas culturais por meio de encontros criativos, que gerem resultados artísticos relevantes”, explica Djami Sezostre. 

O Tropofonia nasceu da vontade de fazer arte sonora no rádio e vem sendo produzido e veiculado pela rádio UFMG educativa (104,5 FM) desde 2009. Vai ao ar toda segunda às 23h, também no ufmg.br/radio. Reprise na terça às 23h59. 

"Além dos dez programas, produziremos um CD com 10 faixas a partir do material produzido nas experimentações feitas nos estúdios da rádio e também um festival no final de maio", conta Cesco Napoli, coordenador geral ao lado de Djami Sezostre.

Sobre o III Festival Internacional Tropofonia

O III Festival Internacional Tropofonia acontece nos dias 29, 30 e 31 de maio na Faculdade de Letras da UFMG e conta com mesas de debates e oficina. Por lá, acontece também o pré-lançamento do CD Tropofonia II. 

Os debates sobre as poéticas experimentais da voz, poesia, performance, natureza e oralidades têm entrada gratuita. A oficina poesia biossonora será ministrada pelo poeta Djami Sezostre, que desenvolverá as várias possibilidades da poesia no âmbito da fala e do corpo.

História

O Tropofonia nasceu em 2007, na cidade de Rosario, na Argentina. Em 2008, começou a ser produzido também no Uruguai, em 2009 em Belo Horizonte e em 2010 na Bolívia. 

Neste mesmo ano, o programa Tropofonia Belo Horizonte foi o vencedor do prêmio Roquette Pinto de melhor programa de radioarte do Brasil. 

Na sua versão brasileira, o programa enfatiza a poesia sonora e os movimentos de vanguarda que representam rupturas com a arte convencional. É um espaço de difusão de obras literárias e não literárias com a incorporação de elementos sonoros e interpretativos ao texto original. 

"A voz é a condutora de um ensaio entre a literatura e a música, a fala e o canto, não é um programa de literatura ou música, nem da fala e/ou do canto, mas de contrastes entre as artes, mostrando ser possível uma poética híbrida, uma performance ao mesmo tempo sonora e física, sendo as pregas da língua os instrumentos de um idioma no corpo da boca", explica Djami Sezostre. 

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

https://www.instagram.com/tropofonia

Foto: divulgação artista

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