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Belo Horizonte sedia a 6ª edição do Projeto Circula que prevê oficinas gratuitas de dança, circo e pole dance, em diversos espaços da cidade

No mês em que é celebrado o Dia Internacional da Dança, projeto dá início à programação com oficinas de dança contemporânea voltadas para iniciantes. O objetivo é trabalhar a autoestima, o autoconhecimento e o bem-estar

O Projeto Circula – desenvolvido desde 2018 pela Auê Pole Dance e Circo Escola de Belo Horizonte - propõe, pela primeira vez, uma ação com oficinas gratuitas de dança, circo e pole dance que extrapola os muros da escola e ganha parques, praças e centros culturais da cidade. Para marcar o Mês Internacional da Dança, a 6ª edição do projeto terá, em abril, oficinas gratuitas de dança contemporânea, nos dias: 14.04 sexta, às 16h, no Centro Cultural Vila Santa Rita, 20.04, quinta, às 14h, no Centro Cultural Venda Nova e 25.04, terça, às 19h, no Centro Cultural Padre Eustáquio. Para participar não é necessária inscrição prévia. Mais informações: Sobre o Auê Pole Dance e Circo: www.auepolecirco.com.br ou pelo @auepolecirco. A 6ª edição do Projeto Circula (0584/2022) é realizada com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

“A dança contemporânea não é só uma dança, são várias, e reúne uma série de possibilidades de trabalhar o corpo e de se expressar através dele. A proposta da oficina é observar nosso corpo atual, mas também investigar as possibilidades que ele tem, e não utilizamos”, explica a artista de dança e pole dance Débora Mozelli, uma das idealizadoras do projeto Circula.

Segundo Débora, são muitos os benefícios de colocar o corpo em movimento. “O dia a dia contemporâneo da cidade, o ritmo corrido, a rotina de trabalho, muitas vezes, nos distanciam do nosso próprio corpo e das potencialidades que ele tem enquanto movimento, emoções, divertimento. Então, a gente acredita que estar em movimento traz bem-estar, autoestima e autoconhecimento”, defende.

Para participar das oficinas de dança não é necessário nenhum conhecimento prévio e nem limite de idade. Basta ser maior de 13 anos e ter vontade de começar. “Se pararmos para pensar, todo corpo se move, então todo corpo dança. Muitas vezes a gente acha que só pessoas magras, jovens ou sem nenhuma necessidade especial podem dançar. Existem múltiplas possibilidades de trabalho corporal que podem atender a públicos diversos. Acredito que um dos principais desafios seja mostrar para as pessoas que esse espaço, também pode ser ocupado por elas”, afirma.

A história de Débora com a dança começou há 8 anos. A comunicadora social andava desmotivada. “Eu estava sedentária, querendo fazer atividade física, não gostava de atividades convencionais, academia, e me apaixonei pelo pole dance. Conheci várias pessoas incríveis, um ambiente muito seguro e agradável e quis levar essa transformação para mais pessoas”, conta. Segundo a artista, “o pole tem algo de bonito e particular para que a gente faça as pazes com o nosso espelho”, acrescenta.

Do pole dance, Débora Mozelli passou a investigar cada vez mais o movimento e a dança contemporânea e, em seguida, decidiu abrir o Auê. O espaço, fundado em 2017 pela artista, é atualmente considerado uma das principais referências da cidade. Destaca-se no Auê o ensino de artes circenses e danças como pole dance, floorwork, burlesco e outros gêneros de empoderamento feminino e fortalecimento das comunidades LGBTQIA+.

Um dos braços da escola, o projeto Circula foi criado para promover o intercâmbio de saberes entre artistas e estudantes do circo, pole dance, dança e áreas afins. Desde a primeira edição, em abril de 2018, já foram realizadas mais de 50 oficinas, totalizando um público de cerca de 650 pessoas participantes. Nas três primeiras edições, as oficinas foram comercializadas a preços populares, com oferta de bolsas para pessoas negras e residentes em regiões periféricas, espaço que realiza.

Em 2023, além da dança contemporânea no mês de abril, a 6ª edição do projeto Circula traz em maio, junho e agosto oficinas de pole dance, oferecidas para pessoas que querem se capacitar ou praticantes da dança, sobretudo mulheres negras, periféricas e membros da comunidade LGBTQIA+, artistas ou não. “É uma dança criada por dançarinos que trabalhavam em casas noturnas. Faço essa ressalva marcando a importância desse surgimento como forma de valorizar essas artistas que muitas vezes são marginalizadas e dar o devido valor, por conta de uma série de tabus. O corpo da mulher é sempre alvo de muitas opiniões e julgamentos machistas. A gente não quer destruir algo, mas resgatar um trabalho artístico, atribuindo novos sentidos. Não de dançar para o outro, mas para si”, comenta.

Ao longo do ano, o projeto também prevê outras oficinas de pole dance e circo na sede do Auê, além de vivências de circenses em praças de BH. A palhaçaria também será tema de oficina prevista para a programação do projeto. “O estudo da palhaçaria se relaciona diretamente com a complexidade humana em mergulhar no que temos de sombra e luz em nós mesmos. Então é uma investigação muito grande de nossas próprias emoções. Então é um mergulho através do riso muito bonita”, completa.

SERVIÇO: 6ª edição Projeto Circula

Oficinas de Dança Contemporânea
Público: oficina de iniciação, voltada para quem nunca fez dança

14/04, sexta, às 16h | Centro Cultural Vila Santa Rita
20/04, quinta, às 14h | Centro Cultural Venda Nova
25/04, terça – às 19h | Centro Cultural Padre Eustáquio
*Não é necessário conhecimento prévio. Não precisa se inscrever, basta chegar

Oficinas de Pole Dance e Circo

MAIO

Oficina Pole Dance com Subby
20/05 - 16h
Público: oficina de nível intermediário, para quem já pratica pole
Inscrições e mais informações: 31 99178-8501

JUNHO

Capacitação de Professores em Acrobacias Aéreas com Natália Carvalho
Dias 23/06, 24/06, 30/06 e 01/07
Local: Auê Pole Dance e Circo
Inscrições e mais informações: 31 99178-8501

AGOSTO

Exotic Pole Dance com Renan Leal
Dia 05/08/23, sábado - 16h
Local: Auê Pole Dance e Circo
Inscrições e mais informações: 31 99178-8501

Mais informações: Sobre o Auê Pole Dance e Circo: www.auepolecirco.com.br ou pelo Instagram @auepolecirco

Foto: Luiza Palhares

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