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Filarmônica de Minas Gerais realiza 10ª edição de seu Laboratório de Regência com jovens maestros de várias partes do Brasil

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais realiza a 10ª edição do Laboratório de Regência. Entre os dias 17 a 19 de abril, Bruno Nascimento, Eron Calabrezi, Katarine Araújo e Rossini Parucci, selecionados para atuar ativamente, participarão de ensaios e aulas técnicas ministradas pelo diretor artístico e regente titular da Orquestra, Fabio Mechetti. Todo esse processo possibilita que jovens regentes tenham, sob sua batuta, uma orquestra profissional e aprendam, na prática, os desafios da regência. O Laboratório será encerrado com um concerto aberto ao público, no dia 19 de abril, às 20h30, na Sala Minas Gerais. No repertório estão duas obras importantes do repertório erudito – A força do destino: Abertura, de Verdi, eSinfonia nº 5 em mi menor, op. 64, de Tchaikovsky.

A entrada para o concerto é gratuita, e os ingressos devem ser retirados na bilheteria da Sala Minas Gerais a partir do dia 17 de abril, às 12h. Serão disponibilizados quatro ingressos por pessoa.

De acordo com o maestro Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, “a relação entre um regente e os músicos por ele ou ela liderados é complexa. Confiança e respeito mútuos, foco em resultados e o compartilhamento de uma experiência única em prol da apreciação da música por outros são um desafio muito grande, mesmo para consagrados profissionais. Imagine, então, essa pressão sobre jovens que estão iniciando a carreira. Com o intuito de propiciar a jovens regentes a oportunidade de vivenciar a experiência prática dessa complexa relação, a Filarmônica vem, há dez anos, oferecendo um trabalho que permite a conexão desses promissores talentos com a competência de alguns dos melhores profissionais da música sinfônica no Brasil. Essa é uma atividade pioneira no Brasil, e tem sido valorizada por quem conhece a falta de acesso que ainda existe no país para os profissionais que despontam no cenário da regência”, pontua.

Aulas práticas e teóricas

Pela manhã, os participantes têm aulas práticas, em ensaios com a Orquestra, e, à tarde, recebem orientações teóricas e técnicas do maestro Fabio Mechetti. Enquanto Bruno, Eron, Katarine e Rossini realizam essas atividades com a orquestra e o maestro Mechetti, outros 10 maestros irão acompanhar as aulas e os ensaios como ouvintes.

O Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais é uma iniciativa pioneira no Brasil. Por ele já passaram regentes que hoje se destacam no cenário nacional e internacional, como Marcelo Lehninger, atual Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica de Grand Rapids, depois de ter ocupado os cargos de Regente Associado da Orquestra Sinfônica de Boston e Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica de New West, todas nos Estados Unidos; Tobias Volkmann, Maestro Titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com reconhecida carreira internacional, e Alexandra Arrieche, Diretora Artística da Henderson Symphony Orchestra, vencedora do Taki Concordia Fellowship (2011) e regente assistente da Baltimore Symphony nas temporadas 2013 e 2014.

Nas dez edições já realizadas do Laboratório de Regência, foram oferecidas 137 vagas ocupadas por 111 jovens regentes de todo o Brasil. Alguns deles participaram do Laboratório de Regência da Filarmônica de Minas Gerais mais de uma vez.

Como iniciativa para a profissionalização do setor, o Laboratório de Regência é apresentado pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais. Conta ainda com o patrocínio do Banco Inter e incentivo das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura.

Foto: Eugênio Sávio

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